Narrado por Maria Clara:
Assim, o José Fernandes e eu passamos a nossa noite.
Antes de sairmos, olhei para o teto e comentei com ele sobre a imensa beleza das pinturas e detalhes que existiam ali. Eu falei que gostava muito de ver os céus divinos, anjos, santos e figuras sagradas em nuvens, como estavam representadas.
Ele me ouvia com atenção. Ao dizer que só apreciava beleza se ela tivesse relação comigo, levou a mão ao pescoço, todo tímido. Achei aquele gesto tão fofo que meu coração bateu mais forte na hora.
José me deixou lisonjeada ao falar coisas lindíssimas para mim, e meu coração parecia sempre afirmar que ele era todo desse homem.
Nós dançamos à luz do luar quando saímos juntos para irmos pro jardim do palácio, deixando que só os nossos pés se movimentassem.
Os nossos corações eram a música certa a ser ouvida, e os nossos sentimentos eram bastante floridos como a doce e adorável primavera.
Sim, nós ouvíamos a música que vinha de dentro do palácio, mas nós a ignoramos completamente, porque aquela que vinha de dentro da gente era a que realmente importava.
Nada poderia ser mais romântico do que isso: o corpo dele estava fluindo junto com o meu, enquanto os nossos olhos não se desviaram nem por um mísero segundo um do outro.
Certamente, tudo estava ótimo, só que eu não consegui me segurar... O beijei e ele me correspondeu.
Em pleno luar, depois de termos dado aquele beijo apaixonado, eu o olhei como se aquela fosse ser a última vez.
Os nossos corpos se juntaram e dançaram como um só corpo, e uma só melodia que só nós dois conhecíamos.
Olhar para o José era a coisa mais linda que existia. Simplesmente não havia nada melhor do que ver a felicidade e o brilho que aqueles olhos davam para todo o lugar. Ele preenchia o meu coração quando me olhava.
Enquanto eu estava dançando com ele, senti que nada nem ninguém poderia nos parar. Ele me iluminava como a lua iluminava o céu escuro da noite.
A lua se tornou a testemunha da nossa dança e do nosso amor. Então, ele me convidou para nós irmos juntos pro labirinto dele, e eu não quis negar essa oportunidade de ver aquele lugar junto do meu amado. A vida significa as experiências que vivemos.
Sabem? Quando tem que ser, não adianta, porque a vida dá um jeito das pessoas se encontrarem e até se reencontrarem, se for esse o caso.
Através disso, quero aproveitar a minha existência do lado do homem que eu sempre amei. Estou destinada a viver momentos únicos com o meu príncipe, e quero que eles se tornem eternos enquanto forem durar.
José me levou pro labirinto, e eu amei aquele lugar.
– Uau, José Fernandes, o seu labirinto é muito bonito – comento toda encantada, e nós ainda não tínhamos entrado lá juntos.
Então ele perguntou:
– Vamos?
Assenti, peguei na mão dele e nós entramos lá.
Comentei com ele que aquele lugar era maravilhoso, e quando ele disse:
– Vai ficar ainda mais maravilhoso se eu tirar essa máscara do seu rosto, Maria Clara.
Estremeci tanto que senti que já não estava conseguindo acalmar o meu coração. E quando tirei a máscara do rosto dele também, senti uma vontade tão grande de que José Fernandes me tomasse nos braços dele... Havíamos nos beijado no jardim por culpa minha, que não me segurei, mas eu não me arrependi de nada do que havia feito.
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A Curandeira e o Príncipe - A Flor do Sol
FanfictionHá muito tempo atrás, em um mundo passado, em que existiam diversos reinos, existiu um lindo príncipe chamado José Fernandes. Desde criança, José foi preparado para, um dia, assumir o trono do grande, e importante reino de Jadya. E sim, sem dúvida...
