A história da árvore dos apaixonados

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Narrado pelo José Fernandes:

Naquela madrugada, assim que eu acordei, vesti as minhas botas com calma para poder ir trabalhar. Eu só estava de calça comprida e estava sem camisa em cima da cama.

Então, de repente, a Maria Clara entrou no quarto e disse, empolgada:

– Bom dia, José! Eu te trouxe uma roupa nova para você usar no seu primeiro dia de traba...

Ela não terminou de falar porque, quando os nossos olhos se encontraram, eu vi que ela estava olhando para mim.

– Oi, amor – digo com um sorriso de pura alegria por vê-la ali. – Estou me arrumando para ir trabalhar. Está tudo bem?

Sim, perguntei isso, ainda percebendo que ela estava olhando para mim fixamente. Eu a agradei? Porque parece...

Ela pigarreia e diz:

– Sim, meu amor, está tudo bem, sim. Eu vim aqui te entregar essa roupa que era do meu pai para você usar no seu primeiro dia de trabalho com o Ícaro hoje...

Me levantei da cama, sorrindo, e peguei a roupa do pai dela, dizendo:

– Obrigado, meu amor. Sei que essa roupa vai ser bem útil para mim, e ela é linda.

– E está limpinha... – disse ela com um sorrisinho tímido.

– Ok – digo. – Que bom, meu amor. Eu acredito em você.

De repente, a Maria Clara toca o meu peito com a mão e eu acabo rindo ao perguntar:

– O que foi, Maria Clara?

Ela tirou a mão do meu peito e disse, completamente nervosa:

– N-Nada.

– Tá querendo relembrar os bons tempos que a gente viveu juntos naquela noite? – pergunto, rindo, ao me lembrar da nossa primeira vez.

Da nossa inesquecível e incomparável primeira vez.

– N-Não é isso... – respondeu ela com bastante nervosismo.

– Se quiser uma rapidinha, eu faço acontecer agora mesmo na minha cama, Maria Clara – digo de um jeito provocador.

Ela arregala os olhos e pergunta, me olhando:

– José, mas o que é isso?

– Bom, está de pé o convite, meu amor – digo, piscando o olho para ela.

Mesmo que aquela garota loira me acusasse de algo leviano, não seria uma acusação comum; vindo dela, teria outro peso, porque seria muito mais especial.

Jamais desejarei viver uma relação libertina com a minha garota loira! Que bom que ela sabe disso.

Ela começa a rir e diz:

– Bobo!

Pisco o olho pra ela de novo, sorrindo, e digo:

– Eu sou só um bobo completamente apaixonado por você, loirinha. Então, aceite isso.

Confesso que, fazer amor de novo com ela como da última vez em que fizemos, era algo que eu queria muito fazer outra vez.

Me lembro da nossa agilidade em tirar as nossas roupas, e da nossa ânsia pela entrega de corpo e alma.

Foi tudo tão perfeito que tudo que eu queria era que a gente fizesse isso de novo...

Mas eu sabia perfeitamente que a Maria Clara era uma mulher decente e que nós dois teríamos que nos casar, e um matrimônio com ela é tudo que eu quero.

A Curandeira e o Príncipe - A Flor do SolHistórias para pegar e não largar. Descubra agora