O regresso do príncipe herdeiro José Fernandes

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Narrado pelo príncipe José Fernandes:

Haviam duas sensações guerreando dentro de mim, e elas guerreavam no meu coração. A primeira era a de alerta por causa dos meus pais, porque eu temia o que aconteceria se eles soubessem que eu estava me envolvendo, pouco a pouco, com uma curandeira que não tinha o meu nível social.

Já a outra sensação era a de desejo de amar aquela garota que apareceu na minha vida naquele exato momento em que eu mais precisava. Maria Clara era a resposta que o meu coração precisava ter para continuar batendo.

A Maria Clara poderia negar para quem ela quisesse que ela não me ama, mas os beijos dela comprovaram tudo que ela tentou ao máximo esconder. A Maria Clara teve todas as oportunidades possíveis para me parar quando eu a beijei pela primeira vez, e teve várias outras oportunidades quando eu voltei a beijá-la.

A loirinha poderia até se arrepender de me beijar logo em seguida, depois que o beijo terminou, mas durante ele, ela o aproveitou e o aprovou bastante. Se ela não me quisesse, ela teria me impedido, mas acontece que ela não fez isso.

E era por causa disso que eu ainda continuaria insistindo, até ela perceber que nós estamos destinados a ficar juntos.

E eu, embora não queira, já estava regressando para a minha casa, mas no caminho em que o chama preta e eu seguíamos, a minha cabeça ficava lembrando e lembrando de tudo que eu vivi ao lado daquela loirinha na casa dela, porque pra mim nunca haverá um motivo maior de felicidade que ela, a Maria Clara.

Em tão pouco tempo, ela se tornou algo que eliminou a tristeza da minha vida. Com o sorriso da Maria Clara, que era algo legítimo e genuíno, eu também conseguia sorrir junto dela, porque havia algo naquela mulher que curava a minha alma.

Eu ficava recordando da nossa primeira aula de arco e flecha, onde eu pude ficar sentindo a pele dela em contato com a minha, podia sentir o cheiro dela e podia ficar imaginando nós dois juntos sem que ninguém nos atrapalhasse com isso.

Ficava lembrando do nosso primeiro beijo, que foi o primeiro beijo que eu dei em alguém na minha vida, e que fiquei muito feliz e honrado em ter sido ela a primeira garota que eu beijei.

A Maria Clara era como um encanto inesquecível para mim; eu encontrei com ela quem eu esperava e sonhava. Ela era a chave para que eu finalmente conseguisse ser feliz.

Eu ficava lembrando de nós dois juntos ao luar, observando a lua e o céu estrelado. Ficava me lembrando do lindo campo de margaridas em que, através dele, eu descobri que eu a amava, e consegui enxergar as coisas simples e lindas que a vida estava me proporcionando.

E, por fim, eu fiquei me lembrando das amigas dela, Penha e Lara, que eram incríveis, e me lembrei da pequena Jenifer. Aquela menininha foi tão fofa quando disse pra mim que o sonho dela era o de poder conhecer o príncipe herdeiro de Jadya. Caramba! Depois disso, eu fiquei encantado com aquela garotinha, e a honra foi toda minha de ter dançado com ela.

A sinceridade dela me comoveu quando ela disse que a Maria Clara e eu formávamos um lindo casal juntos. Sim, ela só disse a verdade que eu concordava sem questionar.

Então, quando enfim eu cheguei no palácio, os guardas ficaram muito felizes em me ver. E então eu avistei os meus pais, que, quando me viram, correram até mim muito felizes e empolgados.

- Filhoooooooo! - disse mamãe, correndo ao meu encontro.

- Não acredito, finalmente o príncipe regressou! - disse meu pai, correndo ao lado de minha mãe.

- Olá, pessoal, demorei? - perguntei, já sabendo que não demorei muito para chegar, porque o nosso palácio ficava bem pertinho da floresta.

Mamãe me abraçou apertado e disse:

A Curandeira e o Príncipe - A Flor do SolHistórias para pegar e não largar. Descubra agora