O início da jornada

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Narrado pelo príncipe José Fernandes:

Caindo.

Eu me senti caindo.

Me senti caindo em uma escuridão sem fim.

Me senti caindo na imensidão dos meus medos.

Me senti caindo em um lugar diferente do qual já estou acostumado.

Minha mente se esvaziou e eu me vi na escuridão...

De repente ouvi uma voz masculina me perguntando:

– Ei, cara? Está tudo bem?

Abri os olhos devagar, eles estavam embaçados mas logo alcançaram nitidez, e me deparei com um homem negro que nem eu. Ele era um homem bastante diferente, tinha cabelos pretos compridos, olhos intensos e brilhantes, corpo musculoso, e possuía orelhas pontudas.

– Sim – respondo, tirando o capuz da minha capa preta da cabeça para me sentir mais apresentável.

– Vi você caído e queria saber se eu poderia te ajudar em alguma coisa – disse aquele homem, estendendo a mão dele para mim para que eu pudesse me levantar.

– Obrigado – digo olhando para ele, e vendo que sem dúvidas aquele cara não era um homem comum. Ele era um elfo. – Onde estamos?

Um elfo é uma criatura mística de grande beleza com poderes que nós os chamamos de feéricos. Sua origem está completamente ligada ao mundo das fadas e algo assim, consegue fascinar qualquer um.

– Você está em um reino mágico chamado reino Luar Intenso – respondeu ele, me observando atentamente. – Nossa, que curioso...

– O quê? – questiono, ficando com olhos assustados e analisadores. O que será que ele iria me dizer?

– Você não tem orelhas pontudas como eu – respondeu ele.

É, pelo visto aquele elfo nunca tinha visto um humano antes.

– Verdade, mas aonde nós estamos agora? – pergunto.

Me deparei com um campo verde muito bonito. Confesso que nunca vi em toda a minha vida uma grama tão verde como aquela.

Senti que tudo estava em ordem comigo. As armas que eu trouxe, e a minha espada, ainda estavam ali para o que eu precisasse.

– Estamos em um campo perto da floresta e perto da vila – respondeu ele. – Mas e aí? O que você anda fazendo por essas redondezas?

Olhei para ele, respirei fundo e disse:

– Eu estou procurando por uma garota chamada Maria Clara.

Não sei se ele iria conhecer ela, mas a esperança seria a última a morrer em mim.

– A rainha Maria Clara? – questiona ele.

Rainha? Como assim?

– Rainha? – o olho sem entender. – Como assim rainha?

– Ela é a nossa rainha – disse ele com convicção. – Ela foi coroada recentemente.

– Mas... Como? – questiono ainda mais confuso.

– Bom, sempre dizem por aí que quando uma garota está destinada a ser princesa ela aparece de repente no nosso mundo – explica ele. – E talvez essa garota é a Maria Clara.

– Então, isso é como se fosse obra do acaso ou do destino? – pergunto para tentar entender isso melhor.

– É – diz ele. – É desse jeito mesmo, mas eu não sei dizer se isso é uma história inventada, ou uma realidade verdadeira destinada a acontecer. Não sei se isso é verdade ou se isso é mentira mas sei que sempre acontece o que se deve acontecer, entende?

A Curandeira e o Príncipe - A Flor do SolHistórias para pegar e não largar. Descubra agora