Narrado por Maria Clara:
Naquela noite, eu vesti o meu vestido, coloquei a máscara e, por fim, coloquei as minhas luvas e fiquei esperando pacientemente a carruagem chegar para que eu pudesse ir para o baile do meu amor.
Então, quando a carruagem chegou, eu fiquei cheia de expectativas. Sorri para o cocheiro, que disse de um jeito gentil:
– Entre, senhorita. O baile de máscaras te aguarda.
Confesso que eu tinha um milhão de pensamentos na minha cabeça, possuía medos e inseguranças sobre esse baile, mas o meu coração estava falando mais alto do que tudo.
Eu quis ignorar o que me deixava insegura para ouvir o que ele tinha a me dizer.
Eu me perguntava qual caminho deveria seguir, mas sabia que precisava encontrar o homem que eu amava de novo. Ele era o meu destino, e o meu coração era dele. Disso não tinha dúvidas.
– Obrigada, senhor – digo sorrindo ao entrar na carruagem.
Não sei dizer como eu estou me sentindo, porque algumas coisas não conseguem ser descritas.
Eu me questionava se o que estava vivendo era apenas um sonho ou fruto da minha imaginação, porque nunca imaginei que um dia iria a um baile real para ver o meu príncipe lá.
O interior da carruagem era perfeito, estava bastante confortável ficar lá observando tudo enquanto eu ia para o palácio. Iria ser a minha primeira vez lá.
Eu nunca entrei naquele palácio, iria ser a minha primeira vez, e eu estava nervosa. Temia que eu fizesse alguma coisa errada que fosse estragar tudo.
Eu temia que o meu deslumbramento e encantamento com aquele lugar fosse me atrapalhar de fazer o que eu queria fazer, que era dançar com o José.
Então, depois de uma longa viagem, onde fiquei observando as paisagens pela janela, eu chego no palácio e agradeço ao gentil senhor que me trouxe mais uma vez.
– Obrigada por tudo, senhor – digo.
– Disponha – disse ele. – E mais tarde, eu te levarei de volta para a sua casa, senhorita. Não se preocupe.
Então, quando a gente se despede, eu vejo o Inácio se aproximando de mim.
– Oi – disse ele. – Há alguém que anseia muito pela sua chegada, senhorita Maria Clara.
– Olá, Inácio – digo com um sorriso. – Eu também anseio para poder ver essa pessoa.
Imagens do José Fernandes invadem a minha cabeça.
– Venha, senhorita, eu vou lhe mostrar onde fica o salão – disse Inácio de um jeito bastante simpático. – Porque essa festa não será uma festa sem a sua presença. Isso quem disse foi o príncipe herdeiro, e você tem que aceitar a palavra dele.
Começo a rir e digo:
– Agradeço o elogio dele, e aceito o que ele disse.
Então, o Inácio me mostra o lugar, e quando eu o acompanho até certo ponto, ele diz:
– Agora, entre, senhorita, entre sozinha e aproveite a festa.
Fiquei nervosa, mas disse:
– Está bem, muito obrigada por ter me trazido pra cá, senhor.
– De nada, e boa sorte – disse ele.
Então, quando enfim entro no salão, todos olham para mim e eu fico nervosa. Será que alguma coisa estava errada comigo? Vários olhares pararam em mim.
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A Curandeira e o Príncipe - A Flor do Sol
FanfictionHá muito tempo atrás, em um mundo passado, em que existiam diversos reinos, existiu um lindo príncipe chamado José Fernandes. Desde criança, José foi preparado para, um dia, assumir o trono do grande, e importante reino de Jadya. E sim, sem dúvida...
