A resposta do príncipe

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Narrado pelo príncipe José Fernandes:

A minha felicidade não deveria ter um preço a ser pago, mas os meus pais estavam querendo negociar ela comigo naquele exato momento.

Tudo não passou de um maldito plano para me deixar sem saída.

Sem dúvidas, a minha mãe se envergonha de mim por causa da minha coragem de ter enfrentado tudo pela Maria Clara e de ter renunciado ao trono de Jadya.

Ela estava se vingando da maneira mais cruel possível, que era através da Maria Clara.

– Casaria com a princesa Verônica se em troca libertássemos a Maria Clara? – questionou ela.

– O quê? Isso é sério, mãe? – pergunto.

– Sim – assente ela. – É muito sério, sim. E aí? O que você me diz sobre isso? Aceitaria se casar com a Verônica para que a Maria Clara voltasse a ser livre?

Parece que eu tenho uma espada contra o meu pescoço.

– É uma maldição ter que se casar sem amor, mãe e a senhora sabe disso. – digo com sinceridade.

– Nós não estamos falando sobre isso, mas sim sobre essa proposta, José Fernandes – disse ela.

– Meus sentimentos não são negociáveis, mãe – argumentei. – E seria muito mais fácil se vocês me prendessem na masmorra do que prenderem ela – acrescentei, sem ousar me arrepender do que falei.

O único arrependimento permanente que carrego dentro de mim foi o de ter voltado para esse lugar que só me prejudicou e que nunca aceitou quem eu verdadeiramente sou.

Eu nunca deveria ter tentado dar mais uma oportunidade para os meus pais... Eles nunca vão mudar!

– Você ficou louco? – perguntou minha mãe. – Nós nunca iríamos te prender lá, porque não é você que queremos, e sim ela.

– Mas isso não é justo! – retruquei.

– A vida não é justa, meu caro – respondeu mamãe, com uma voz afiada.

– Eu ficaria no lugar dela sem nem pensar duas vezes, gente! – afirmei, sentindo toda a força que a coragem estava me dando.

– Olha – disse meu pai, nos interrompendo e chamando a nossa atenção para ele –, se você veio interceder para salvar a vida dessa mulher que se envolveu sem fazer nada em troca disso, então eu peço que me poupe das suas palavras.

Meu pai disse isso em um tom tão rigoroso que me fez olhar para ele com tristeza.

– Pai, por favor, entenda que eu me apaixonei – supliquei, olhando fixamente para ele. – Isso que vocês dois estão fazendo para me prejudicar através da Maria Clara é muito injusto. Essa garota não tem culpa de eu ter escolhido ela por mim mesmo.

– Eu sei o que é justo, e o que não é – disse meu pai, com autoridade. – Lembre-se que eu sou o rei desse reino e sou a autoridade máxima daqui.

De repente, a minha mãe se intrometeu na conversa e disse:

– E você acha que a gente não percebe que por trás dessa moça está você? – minha mãe me olhou com um olhar de fúria. – Isso de vocês dois se envolverem foi um plano dela, para que um dia ela se tornasse a rainha caso ela chegasse a se casar com você. Tudo foi calculado perfeitamente, José.

– De onde a senhora tirou essa história absurda, mãe? – perguntei, olhando-a com os meus olhos já cheios de lágrimas. – Vocês estão muito enganados sobre nós dois, mãe...

A Curandeira e o Príncipe - A Flor do SolHistórias para pegar e não largar. Descubra agora