Narrado pelo príncipe José Fernandes:
Adoro morar no meu palácio. Ele é pacífico, bastante grande, bonito e conta com um salão de baile incrível e bastante espaçoso. E no jardim há um enorme labirinto verde que quem não o conhece direito pode até se perder lá.
O nosso palácio era considerado o maior palácio residencial do mundo.
O melhor de tudo é que eu me dou bem com todos os meus criados e criadas. E, modéstia à parte, eles fazem tantas funções diferentes que é surpreendente de se ver.
No meu palácio trabalham vários cozinheiros e empregados de cozinha, jardineiros, tratadores de cavalos, ajudantes de estábulos e guardas muito leais a nós.
Eles sabem usar todo tipo de arma que for necessária, desde uma espada ou um arco e flecha, por exemplo, e usam armaduras incríveis para se defenderem de seus rivais.
Amo passar horas e horas na biblioteca lendo, pois lá eu consigo encontrar a paz que me falta.
As únicas coisas que eu não suporto que existam aqui são a masmorra feia, triste, sombria e escura, e o calabouço, porque eu não gosto da ideia de alguém ser aprisionado nesses lugares.
Aquelas prisões acabam com a alma das pessoas e deixam o nosso palácio sombrio quando lembramos que temos isso aqui...
Sei que só vão para lá quem merece receber um castigo, mas eu não suporto a ideia de alguém ir parar em algum deles injustamente. Injustiças eu jamais permitiria aqui.
Se um dia eu fosse mesmo me tornar rei, eu deixaria a sábia liderança da bondade me guiar.
Eu tentei enrolar o quanto pude para levantar da cama, mas não iria mais adiantar. Mais cedo ou mais tarde eu teria que descer para fazer minhas refeições com a minha família...
Eu detestava me lembrar de que a minha mãe viria com altas conversas sobre eu ter que me casar com alguém de classe, mesmo que a moça não fosse uma princesa.
Eu teria que me casar com alguém importante na sociedade, alguém com dinheiro, pois eles jamais aceitariam que eu me envolvesse com alguém sem uma moeda de ouro no bolso... Eu teria que escolher a melhor pessoa possível para se tornar a minha rainha.
Só que eu sei que os meus pais venderiam até a alma deles para que eu escolhesse a linda e perfeita princesa Verônica, do reino Renascer...
Eles queriam que nós dois uníssemos os nossos dois reinos, porque o reino Renascer era um reino muito afortunado.
Poxa, qual era a pressa? Eu só queria viver a minha vida mais um pouco... Mas chega de se lamentar, né? Preciso me reerguer disso.
Eu me levanto da cama, abro a porta do quarto, suspiro entristecido, fecho a porta, vou até a escada e desço a imensa escadaria me segurando no corrimão de madeira.
A cada degrau que eu descia, parecia que as minhas pernas iam falhar a qualquer momento.
Meus pensamentos? Ah, eles diziam que eu não era feliz... E como eu poderia ser feliz com tantas pressões?
Cheguei no local onde meus pais estavam se alimentando, beijei a bochecha de minha mãe e me sentei à mesa junto deles, dizendo:
– Oi, gente, como estão? – No meu caso, eu não estava bem, né? Mas mesmo assim eu perguntei como eles estavam.
– Que bom que veio comer conosco, príncipe herdeiro – disse minha mãe, com um sorriso no rosto e falando de um jeito calmo e pacífico.
Maldito apelido... um milhão de vezes maldito...
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A Curandeira e o Príncipe - A Flor do Sol
FanfictionHá muito tempo atrás, em um mundo passado, em que existiam diversos reinos, existiu um lindo príncipe chamado José Fernandes. Desde criança, José foi preparado para, um dia, assumir o trono do grande, e importante reino de Jadya. E sim, sem dúvida...
