Precipitados mas românticos

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Narrado pela Maria Clara:

Naquela noite, bateram na minha porta. Eu já estava usando uma roupa íntima branca, que era um vestidinho de algodão com alças. Eu estava querendo dormir e nunca esperei encontrá-lo ali do outro lado, só esperando por mim para recebê-lo.

Assim que eu abri a porta, vi José Fernandes. Sem entender nada, pergunto:

– José? O que você está fazendo aqui?

José Fernandes se aproxima de mim e me beija.

E depois daquele beijo, questionei:

– José? Mas o que é isso?

Eu fiquei completamente surpresa e sem reação.

– Eu não posso mais ficar sem você, Maria Clara – diz ele. – Por favor, me deixa dormir aqui hoje.

– Meu Deus! – exclamo. – É claro que eu permito, sim, que você passe a noite aqui. Eu quero ouvir o que você tem para me dizer sobre a sua visita, mas, antes disso, eu quero saber se você colocou o seu cavalo no cercado.

– Coloquei assim que eu cheguei aqui – disse ele.

– Ah, tá bom, entra, José – falo a ele. – Minha casa é sua casa.

José Fernandes entra em minha casa.

– Obrigado, Maria – disse ele. – Obrigado por me receber aqui.

– Disponha, anda, senta aí na cadeira e me conta o que aconteceu – digo, apontando para a cadeira.

– Tá bom – disse ele, olhando para a cadeira que eu apontei, e se sentando nela.

Eu pego uma cadeira também, me sento perto dele e questiono:

– E então? O que aconteceu?

José Fernandes me olhou de cima abaixo, e eu senti as minhas bochechas arderem de vergonha, porque ninguém tinha visto as partes do meu corpo que a minha roupa íntima mostrava.

Só que quando ele respirou fundo e começou a falar, eu me tranquilizei:

– Infelizmente, parece que a coroa de rei do reino de Jadya aparenta ser muito mais importante do que eu, loirinha – disse ele, com tristeza. – A minha vida não importa, a minha felicidade não importa, nada mais importa. A coroa do reino de Jadya tem mais valor do que a minha própria existência.

Pego na mão dele e digo de um modo compreensível:

– Eu sinto muito pelo que você está passando, meu amor.

Ele respira suavemente, tentando manter o controle de tudo que o consumia, e olhando em meus olhos, ele diz:

– Sabe? Eu não estou aqui para servir Jadya, Maria Clara, mas estou aqui para servir você.

– O quê? – questiono, sem entender.

– Ficar afastado de você me dói, Maria Clara – José Fernandes confessou isso com muita convicção.

– Por quê? – pergunto.

– Porque eu te amo, e ficar longe de você acaba comigo – confessa o meu amado.

Os meus pensamentos de repente ficaram em disparada. Eu sei que eu tinha que manter o controle da situação, mas com o José Fernandes ali tão perto de mim, sinceramente, não havia como. Um plano começou a se formar na minha cabeça, um plano bem ousado, mas que eu queria que acontecesse.

– José Fernandes, você quer ir pro meu quarto? – perguntei.

Nós não precisamos só ter a vida, mas precisamos senti-la e vive-la.

A Curandeira e o Príncipe - A Flor do SolHistórias para pegar e não largar. Descubra agora