Narrado pelo príncipe José Fernandes:
Era impressionante tudo o que a minha pessoa estava vivendo ultimamente. A Maria Clara já está com cinco meses de gravidez, e eu adorava adormecer depois de colocar a minha mão na barriga da minha esposa, sentindo os chutinhos do neném, que era alguém muito desejado por mim e por ela. Nosso bebê era parte de nós dois.
Então, depois de um tempo, já era a hora do nosso bebê ganhar um berço para ele. E a minha mãe, junto do meu pai, me indicaram ótimas pessoas para fazê-lo. Mas eu precisava que a Maria Clara saísse para que a surpresa não fosse revelada antes do tempo. Então, a Vera virou minha cúmplice para ficar tirando a minha loirinha do palácio enquanto os meus pais e eu resolvíamos tudo.
Eu nunca fui um santo, e nem faço questão de querer bancar o certo, mas desejo de verdade que a Maria Clara se sinta feliz comigo e com o nosso filho.
Pessoas vieram até o meu quarto enquanto a Maria Clara não estava, e montaram o berço. E quando ele finalmente ficou pronto, fui chamar a minha esposa para vê-lo. E eu já estava cheio de expectativa para ver o rosto dela quando fosse ver o berço.
Fui até a dona da minha existência, que estava na varanda do palácio, e a chamei até o nosso quarto. Notei que ela estava muito curiosa e visivelmente impaciente para descobrir o que eu estava aprontando.
A levei até o nosso quarto, e na porta peguei um lenço da cor amarela para vendar os olhos dela. Sei que ela não estava entendendo nada, mas permitiu que eu fizesse o que quisesse.
A vendei com cuidado, logo abri as portas do quarto e levei com muita cortesia a minha esposa pelas mãos para dentro, posicionando-a bem na entrada do quarto.
Com as mãos um pouco trêmulas de ansiedade, removi a venda, permitindo que a minha loira visse o que eu preparei.
– Eu estou um pouco nervoso – confesso. – Mas abra os olhos agora, querida...
Ela assente, abre os olhos, olha tudo em volta boquiaberta.
– Eu não acredito nisso, José – sussurrou ela com emoção.
Maria Clara ficou parada, olhando tudo com muita emoção. Seus olhos se iluminaram, parecendo estrelas, e um sorriso enorme se formou nos lábios dela, que iam de orelha a orelha.
Maravilhada, ela me olhou desacreditada. O berço do neném estava no meio do nosso quarto, porque quando o bebê nascesse precisávamos que ele ficasse perto da gente.
– Mandei que fizessem esse berço, e enquanto a Vera te distraía por ordens minhas, construíram ele no nosso quarto hoje – explico.
Maria Clara me olha surpresa e diz:
– Ah, então foi por isso que eu não notei nada?
Eu rio e digo:
– Foi, e os meus pais também me ajudaram muito com isso, loirinha.
– Uau, que legal – exclama ela.
– Aproxime-se e olhe o berço, querida – peço com um sorriso. – Quero saber a sua opinião.
Maria Clara assentiu, se aproximou do berço e deslizou os dedos dela pela madeira, quase que receosa em tocar.
Ela já havia me falado sobre esse berço que teríamos que mandar fazer, mas eu sempre mudava de assunto, dizendo que teríamos tempo pra isso, porque queria a surpreender. E, pelo visto, consegui!
– Isso ficou tão perfeito, José – sussurrou ela, com a voz falhando de pura emoção. – O berço é muito mais do que lindo.
Ela ficava olhando cada detalhe, e quando eu me aproximei dela, recebi um abraço apertado como forma de agradecimento e um beijo estalado na bochecha.
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A Curandeira e o Príncipe - A Flor do Sol
Fan-FictionHá muito tempo atrás, em um mundo passado, em que existiam diversos reinos, existiu um lindo príncipe chamado José Fernandes. Desde criança, José foi preparado para, um dia, assumir o trono do grande, e importante reino de Jadya. E sim, sem dúvida...
