A festa parte um - Velha infância

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Narrado pela Maria Clara:

Saímos juntos da igreja e lá fora fomos recebidos por pétalas de rosas brancas e arroz. Os convidados gritavam "VIVA", empolgados, e diziam: "Deus salve o príncipe e a princesa de Jadya", e todos diziam juntos "salve".

Eu ri e o José Fernandes olhou para mim e me beijou, enquanto recebíamos arroz e pétalas de rosas brancas nas nossas roupas.

– Eu te amo, minha loirinha curandeira – disse ele.

– Eu também te amo, meu príncipe – digo com um sorriso sincero.

Finalmente, eu me tornei a esposa do homem que eu sempre amei.

Fomos para a carruagem real, e partimos de volta para o palácio, ainda recebendo arroz e pétalas brancas nas nossas cabeças e roupas.

Então, quando nós já estávamos indo para a nossa festa de casamento no palácio, naquela confortável carruagem, nós dois começamos a conversar.

– O nosso casamento foi maravilhoso, tudo nele foi perfeito – comento.

– Foi maravilhoso, sim, porque eu me casei com a mulher mais incrível e linda de todas, ou seja, você! – disse ele, me fazendo sorrir e o abraçar muito feliz.

– Eu te amo, amor – digo com sinceridade, e me soltando do nosso abraço. – Mas, José Fernandes, eu queria poder voltar para a minha casinha. Eu sinto falta de lá...

Sinto falta do meu lar...

– Eu também sinto falta da sua casa, meu amor – diz ele. – Quero que saiba que tudo que nós dois sentimos lá, quando estávamos sozinhos, ficou muito marcado em mim.

– Em mim também, José, mas agora que eu estou no seu palácio, na corte, eu sinto que de alguma maneira o nosso amor se tornou mais frágil... – confesso com tristeza.

– Não, meu amor – disse ele. – Você se engana, o nosso amor cada vez mais está se fortificando para enfrentar tudo o que vier, mas...

– Mas? – arqueio a sobrancelha, sem entender.

– Há uma coisinha que o reino de Jadya precisa, e que todo mundo em volta vai querer de nós, que você e eu sabemos perfeitamente o que é – diz ele.

– Um palácio cheio de crianças reais que serão suas e minhas? – pergunto, sorrindo para ele.

– Perfeitamente, minha amada Maria Clara – respondeu o meu amado. – Todos querem nos ver formando uma família.

– Sei como é, porque esse também é o meu sonho – digo com sinceridade.

José Fernandes beija a minha testa e diz:

– Você está tão linda nesse vestido de noiva, mas agora nós temos que ir, temos que ir para a nossa festa. Mas eu asseguro que você é a mulher mais bonita que já pisou no meu palácio, Maria Clara.

– Ah, meu amor – suspiro com paixão. – Só você mesmo para fazer o meu coração sorrir.

– Você também faz o meu coração sorrir, loirinha – afirma ele.

– Todos da igreja se curvaram quando a gente se casou, em sinal de reverência e respeito para conosco, percebeu? – questiono.

José Fernandes sorri e diz:

– Percebi, mas vai se acostumando, amor, porque a nossa vida agora será essa, cheia de reverências.

Eu rio e digo:

– Verdade, mas eu amei o sermão do padre, porque ele foi incrível, né?

Concordei com absolutamente tudo que o padre disse.

A Curandeira e o Príncipe - A Flor do SolHistórias para pegar e não largar. Descubra agora