O texto da minha doce Maria Clara

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Narrado pelo príncipe José Fernandes:

Como explicar tudo o que eu sentia por aquela loirinha linda? Será que a música que eu escrevi para ela conseguiu mostrá-la que eu estou perdidamente apaixonado? E que eu já não sei viver sem ela?

– Eu nunca imaginei que um dia alguém faria uma música tão linda assim pra mim – disse Maria Clara, com emoção – Eu nunca me senti tão feliz, José.

Um dia, eu prometi a mim mesmo que quando eu encontrasse a mulher certa para dividir a minha vida, então eu iria dedicar cada segundo da minha vida para fazê-la feliz. E que, obviamente, ela sempre estaria em meus pensamentos, fazendo parte de mim.

Quando eu escrevi essa música, então eu tive a absoluta certeza de que eu já estava fazendo essa promessa se tornar real, porque eu encontrei a mulher certa.

– Que bom que você gostou, loirinha – digo, sorrindo. – Eu dei o meu melhor nela.

– Você toca alaúde muito bem – disse ela. – Eu fiquei completamente encantada por ele e pelo seu talento.

– Obrigado, Maria Clara – respondo, ainda sorrindo, porque só ela me fazia ficar sorrindo feito um bobo sem parar.

– Essa música nunca morrerá em mim, e ela sempre estará no meu coração – disse Maria Clara, colocando a mão dela em cima do coração dela.

– Que bom que você pensa assim – digo, pegando na mão dela e dando um beijo.

– Mas agora chegou a minha vez de te surpreender – diz ela, retirando um papel do bolso de seu vestido branco. – Lembra que você queria ver um texto meu algum dia?

– O quê? – pergunto. – É sério? Você fez um texto pra mim?

– Sim – ela confirma. – Eu fiz um texto só para você, José.

Meu coração ficou cheio de gratidão.

– Você vai ler pra mim, loirinha? – pergunto.

– Vou sim, mas antes eu quero te dizer que o meu professor Mariano, pai da Lara, disse que quando nós fôssemos escrever poesia, textos, cartas e etc., nós deveríamos usar os sentimentos que nós carregamos nos nossos corações como inspiração – disse Maria Clara.

– Nossa, que bonito isso – comentei. – E me lembro de você falando mesmo sobre o Mariano na sua casa, Maria Clara.

– Eu não sei se eu vou conseguir alcançar a gloriosidade da sua música com o meu texto, mas eu fiz esse texto de coração, tá? – disse a loirinha. – E saiba que você foi a minha inspiração.

– Leia, Maria Clara – peço, tentando passar a confiança que ela precisava ter para ler aquilo que ela escreveu pra mim. – Porque só de eu saber que você o escreveu pra mim, isso me deixa muito feliz. 

Eu iria prestar bastante atenção nela quando ela fosse ler.

– Obrigada, meu amor – disse ela. – Farei o que me pede agora mesmo.

Então, a Maria Clara respirou fundo e começou a ler o texto que ela havia escrito, com os olhos dela fixos no papel.

– Te esperar não é nada fácil. Eu conto os minutos para te ver novamente, mas também isso não gera a perca de esperança pros nossos reencontros, porque você vive dentro de mim, e sempre viveu, José Fernandes. Viveu desde que a gente se conheceu e se reencontrou de novo.

Assim como o oceano, eu vivo de marés. Dentro de mim há muita vida, e de fora, muitos estão querendo entrar. Mas eu tenho que alertar que eu não sou feita do raso e a minha profundidade pode te afogar. E só quem sabe mergulhar direito pode o desvendar. Há muita beleza dentro de mim que você pode descobrir se assim quiser, e se assim você realmente me conquistar.

A Curandeira e o Príncipe - A Flor do SolHistórias para pegar e não largar. Descubra agora