Narrado pelo príncipe José Fernandes:
– Mas e então? Nós já podemos começar? – ele me perguntou isso, esperando por uma resposta positiva vinda de mim.
Então, ao escutar isso, era a minha hora de fazer a nossa conversa fluir naturalmente e amigavelmente.
– Claro que sim, Inácio. Vamos fazer as nossas lâminas se unirem no ataque – eu falei isso de um jeito brincalhão para o clima entre nós dois ficar menos tenso.
– Perfeito – disse ele, sorrindo para mim.
Inácio e eu começamos a treinar com espada. Eu ergui a minha, e ele ergueu a dele.
A espada dele, em um piscar de olhos, encontrou-se com a minha, e então aconteceu um contramovimento. Era como se elas estivessem se chocando uma contra a outra.
E caramba! Eu adoraria ter a grandiosidade e a graciosidade do Inácio na espada. Eu o admirava muito e o via como um tio para mim.
Então, com um ataque, Inácio mirou a espada dele no meu pescoço.
Ergui de novo a minha espada e fiz um bloqueio perfeito, afastando a espada do Inácio de mim.
Eu treinava com o Inácio para enfrentar os meus oponentes futuros, e sabia que conseguiria isso com ele sempre me ajudando.
Eu sempre relaxava a minha mão para não segurar o cabo da minha espada com força, porque o Inácio me ensinou isso desde o meu primeiro treino, para que eu fosse alguém gracioso e preciso com cada movimento meu.
Eram tantos movimentos que eu fazia durante os treinos que me sentia um guerreiro incrível e invencível.
A cada estocada, cada defesa, cada passo calculado, o aço cantava nas minhas mãos.
E a minha conexão com a minha espada era profunda e única. Nós éramos como se fôssemos um só: onde meu pensamento ia, a lâmina já estava para me completar.
E quando eu tomei a espada do Inácio, ele riu e disse:
– Uau, isso foi incrível, hein? Parabéns, José Fernandes!
Eu ri e disse:
– Obrigado, mestre. Foi o meu sábio professor e conselheiro, Inácio, que me ensinou.
– O reino ficará em ótimas mãos no futuro com você sendo o novo rei – disse ele.
Mas eu engoli em seco e disse:
– Acho que não é para tanto, Inácio. Eu ainda tenho muitas coisas para aprender, e o meu pai ainda vai viver muitos anos, disso eu não tenho dúvidas.
O que eu mais desejava mesmo nessa vida era que o meu pai vivesse muitos anos, porque ser rei ainda não está nos meus planos.
E eu nem ao menos sei se vou conseguir alcançar o nível tão superior do meu pai...
– Sabe o que eu acho, príncipe? Eu acho que você será um ótimo rei no futuro – a voz dele era reconfortante; ele queria me confortar.
– Obrigado, Inácio, mas por favor, não vamos mais falar disso, ok? Porque eu preciso continuar treinando para alcançar o seu nível algum dia – eu disse isso, rindo.
– E eu acredito que Vossa Alteza vai conseguir isso e muito mais, Vossa Graça – disse ele.
O Inácio nunca vai aprender a me chamar só de "você"?
Eu detesto esses nomes cheios de poder e cordialidades...
– Inácio, por favor... me chame só de você – pedi mais uma vez.
VOCÊ ESTÁ LENDO
A Curandeira e o Príncipe - A Flor do Sol
FanfictionHá muito tempo atrás, em um mundo passado, em que existiam diversos reinos, existiu um lindo príncipe chamado José Fernandes. Desde criança, José foi preparado para, um dia, assumir o trono do grande, e importante reino de Jadya. E sim, sem dúvida...
