Narrado pela rainha Cláudia:
Eu amava o meu filho, mas odiava isso dele ser tão lerdo do jeito que ele era em relação às mulheres. Então, eu resolvi intervir.
Eu queria que a princesa Verônica fosse se tornar a minha nora, mas, para isso, tive que dar os meus próprios passos. Então, para que o meu filho e ela tivessem privacidade e pudessem ter a oportunidade de ficar a sós para poderem descobrir e sentir alguma coisa um pelo outro, pedi para que o José Fernandes a levasse para o labirinto.
E agora, depois que eles voltaram de lá, eu já estava cheia de expectativas e iria agora mesmo no quarto da Verônica perguntar se aconteceu alguma coisa entre eles dois.
Me aproximei do quarto dela e bati na porta, então ouvi ela dizer:
– Pode entrar.
Entrei no quarto e disse:
– Olá, minha querida Verônica, obrigada por ter permitido a minha entrada no quarto.
Verônica estava deitada na cama, mas se levantou, dizendo:
– Disponha, vossa alteza.
Me aproximo dela na cama, assim que ela se senta, e pergunto:
– E aí, querida? Como foi o passeio pelo labirinto?
Eu espero de verdade que a Verônica tenha conseguido aproveitar as oportunidades.
– Horrível, senhora – respondeu ela. – Eu tentei beijá-lo, mas ele definitivamente não quer ter nada comigo.
Aquilo me deixou revoltada. A Verônica estava se deixando vencer e eu não podia permitir isso.
– O quê? – pergunto sem acreditar. – Você quis beijar o meu filho e ele não permitiu isso?
Verônica respira fundo, me olha com tristeza e diz:
– Vossa majestade, eu acho que não será comigo que o seu filho irá querer se casar.
– Bobagem, querida – digo, colocando a minha mão no rosto dela com delicadeza. – Você está destinada a se casar com o meu filho, disso eu não tenho dúvidas.
– Eu quero muito me envolver com o seu filho, vossa alteza – disse ela, com sinceridade em suas palavras. – Mas eu acho que ele não quer ter alguma coisa comigo porque ele não sente nada por mim.
– Querida, me ouça com atenção, ok? – digo, pegando nas mãos dela. – Eu nunca errei nas minhas intuições, e eu sempre consegui ter o que eu quero. E adivinha o que eu quero agora? – pergunto olhando nos olhos dela.
– Não sei, senhora – disse Verônica. – Mas me diga por favor, porque eu estou ouvindo.
– Eu quero você como minha nora – digo com um sorriso.
Os pais dela são ótimos amigos para mim e o meu marido, e ter o afortunado reino renascer como aliado seria fantástico.
Verônica suspira e diz, olhando em meus olhos:
– Eu agradeço a afeição e o carinho que a senhora tem por mim, rainha Cláudia. Saiba que tudo isso é recíproco, e sim, a gente pode sim despertar o amor no nosso coração, o que não significa despertar o amor no coração do outro que nós amamos. E talvez... aceitar isso me traga conforto, ainda que seja difícil no começo aceitar que eu perdi essa luta.
– Entendo o que você está querendo dizer, querida, mas eu não vou desistir dessa luta, e vou fazer até o impossível para que o meu filho olhe pra você – digo com sinceridade. – Porque ouça bem, Verônica, você e o meu filho formariam um lindo casal, e essa união de vocês dois será muito benéfica e abençoada. E você pode até ter perdido a batalha, mas não perdeu a guerra, porque você tem a mim como sua aliada.
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A Curandeira e o Príncipe - A Flor do Sol
FanficHá muito tempo atrás, em um mundo passado, em que existiam diversos reinos, existiu um lindo príncipe chamado José Fernandes. Desde criança, José foi preparado para, um dia, assumir o trono do grande, e importante reino de Jadya. E sim, sem dúvida...
