Maria Clara recupera a memória parte final

10 3 0
                                        

Narrado pela Maria Clara:

Naquela noite, enquanto todos dormiam, fui até a sala de treinamento pegar um arco e flechas para testar minha teoria.

Eu queria ver se o que José Fernandes disse, que ele tinha me ensinado a usar aquelas armas, era mesmo algo verídico.

E qual foi minha surpresa quando as peguei e acertei o alvo em que mirei?

Senti familiaridade com elas, e vieram cenas do José Fernandes atrás de mim, me ensinando pacientemente a usá-las.

– Caramba – comento comigo mesma. – Sem dúvida era verdade que ele tinha me ensinado a usar essas armas.

Eu acertei o alvo direitinho...

Peguei outra flecha e, novamente, acertei o alvo, enquanto várias lembranças surgiam na minha cabeça.

Lágrimas brotam dos meus olhos, e eu digo:

– Não pode ser possível uma coisa dessas, eu realmente vivi uma vida ao lado do José?

Deixo suspiros e sorrisos bobos escaparem dos meus lábios só de imaginar que, por mim, o José Fernandes foi capaz de beber uma poção mágica.

Sem dúvidas, eu estou me convencendo de tudo que ele me falou.

Voltei para o meu quarto, sentindo o meu coração bater forte, e adormeci.

Naquela noite, sonhei com duas mulheres lindas chamadas Penha e Lara, que eu as chamava de minhas melhores amigas.

Também sonhei com uma senhora já de certa idade, que eu chamava de vó, e tudo, pouco a pouco, estava começando a se encaixar.

Então, no dia seguinte, depois que eu comi, fui ao encontro do José Fernandes, que estava animadíssimo para me levar para o salão para dançar comigo e me mostrar algumas músicas que, segundo ele, nós dançamos juntos.

– Oi, querido – digo sorrindo, e beijando ele.

José Fernandes me beijou com vontade.

– Oi, loirinha – disse ele, ao parar o beijo por falta de ar. – Está pronta para irmos? Porque linda você sempre está.

Eu sempre fico boba quando ele me elogia assim.

Sorrio e digo:

– Sim, meu amor...

Sinto familiaridade quando eu o chamo assim.

Ele estende a mão dele para mim, que eu pego, e diz:

– Ótimo, eu vou te levar pra lá.

Sem dúvidas, eu iria para onde ele fosse.

O segui até o salão, que estava lindo, e fiquei completamente espantada.

– Nossa – exclamo, completamente surpresa. – O Peter e as diabretes estão aqui.

José Fernandes fica na minha frente e diz:

– Sim, eles estão aqui, só esperando a hora de começarmos a nossa festa – ele estende a mão para mim. – Então, concede-me esta dança? Há uma música que eu quero cantar para você, que se chama "Dynasty", da minha cantora preferida, a Miia.

– Dynasty? – repito.

Não pode ser possível, como essa palavra "Dynasty" soa tão familiar para mim?

– Sim – responde ele. – Eu a cantarei enquanto os nossos amigos tocam a doce melodia dessa canção. Essa música foi cantada no meu palácio quando houve um baile de máscaras em que você estava usando um vestido verde que eu pedi que fizessem para você, e inclusive foi uma costureira incrível chamada Dayse que o fez...

A Curandeira e o Príncipe - A Flor do SolHistórias para pegar e não largar. Descubra agora