Narrado pelo príncipe José Fernandes:
Ultimamente, eu andei pensando em algumas coisas...
O Inácio é casado com uma mulher incrível, da qual eu admiro muito, chamada Inês. Eles têm juntos uma filha muito bonita, gentil e simpática, chamada Vera.
Elas trabalham na cozinha do meu palácio juntas, e eu sempre me dei muito bem com elas.
Via e vejo a Vera como uma grande amiga para mim, e ao mesmo tempo a via como uma espécie de irmãzinha mais nova, porque ela hoje em dia tem dezessete anos.
A gente brincava muito na nossa infância.
A Inês, entre todas as cozinheiras, era a minha preferida, porque eu a via como uma espécie de tia.
Eu tinha e tenho muita consideração pelo Inácio.
E às vezes eu me questionava o motivo de eu não poder ter o poder de escolher com quem dividir a minha vida do jeito que o Inácio fez.
Só porque eu era um príncipe, todos queriam comandar a minha vida e mandar nos meus sentimentos.
O Inácio, por exemplo, quando começou a me ensinar a usar armas, vivia dizendo:
"– Vossa alteza precisa aprender sobre autodefesa, príncipe herdeiro."
A minha mãe dizia:
"– Um dia você será um rei, meu filho, o maior rei que todos os reinos do mundo já viram."
E embora eu não acreditasse nisso, por último vinha o meu pai, concordando com ela em tudo, e dizendo:
"– A sua mãe está certa, filho."
É, sem dúvidas, todos queriam decidir por mim o que eu deveria fazer, e nunca me perguntavam o que eu sentia ou o que eu queria fazer.
Mas eu adoraria ter a liberdade que o Inácio teve de se casar e formar uma linda família com a mulher que ele sempre amou.
A Inês era negra, o Inácio também era negro, e os dois tiveram juntos a Vera, que obviamente também era negra, exatamente como eles.
Eles poderiam não ter riqueza, sangue nobre ou luxos, mas eram de uma ótima família que valorizava os sentimentos verdadeiros.
E eu admirava quem tinha o poder sobre o próprio destino. Eu admirava quem podia decidir com quem deveria ficar ou não. Eu admirava quem podia ter a liberdade de escolha.
Porque, infelizmente, eu sabia que os meus pais se uniram por causa de um casamento arranjado. Mas eles se apaixonaram, e eu presenciei várias cenas românticas e agradáveis vindas deles dois ao longo da minha vida.
Mas o que me deixava, e deixa, mal é saber que eles querem o mesmo para mim. Querem me arrumar um casamento arranjado com quem tiver que seja.
E eu sabia que isso não daria certo, porque eu tinha em mente que só me casaria com alguém se fosse por amor algum dia. Pois eu jamais suportaria dividir a minha vida com alguém que eu não ame e que eu não deseje...
E se eu não tivesse a mesma sorte que os meus pais tiveram de se apaixonar um pelo outro com o passar do tempo?
A minha mãe tinha a mania de dizer que, quando eu me casasse, nem que fosse sem amor, em breve esse sentimento viria a mim com o passar do tempo.
Mas eu jamais acreditei nisso!
Naquela manhã, enquanto eu comia a sopa preparada pela Maria Clara, que estava deliciosa, ela aproveitou e me contou sobre não conhecer o príncipe José Fernandes.
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A Curandeira e o Príncipe - A Flor do Sol
FanfictionHá muito tempo atrás, em um mundo passado, em que existiam diversos reinos, existiu um lindo príncipe chamado José Fernandes. Desde criança, José foi preparado para, um dia, assumir o trono do grande, e importante reino de Jadya. E sim, sem dúvida...
