Minha doce Maria Clara

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Narrado pelo príncipe José Fernandes:

Eu nunca havia me declarado do jeito que eu me declarei para a Maria Clara, mas naquele momento eu simplesmente só deixei que o meu coração me guiasse, porque algumas coisas só se resolvem com o auxílio do coração.

Eu nunca havia pedido alguém em namoro antes, e estava nervoso, temendo não fazer do jeito certo. E eu nunca, em hipótese alguma, me senti tão feliz quando ela me ouviu e me aceitou como namorado dela.

Como uma palavra tão pequena, feita essa que se chama "sim", me fez tão feliz? Uma palavra de três letras conseguiu definir a minha felicidade, e eu não parava mais de sorrir por pura emoção e alegria por ela ter me aceitado.

Peguei na mão de Maria Clara sabendo muitíssimo bem que até as minhas luvas não iriam tirar a minha enorme satisfação de tocá-la e disse, olhando nos olhos dela:

– Obrigado por ter nos dado essa chance através do seu sim, Maria Clara. Você nem faz ideia do quanto que eu esperei por esse momento.

– Mas – ela respira fundo. – Ainda dá tempo de nós dois voltarmos atrás, se você quiser.

– O quê? – perguntei, surpreso.

– Olha só para mim, José – pediu ela. – Eu sou só uma curandeira. Eu não tenho nem chances de me tornar uma princesa algum dia...

Ela poderia até não ser uma princesa, mas era ela que eu queria para me ajudar a governar o reino e ser a minha rainha.

– Eu estou mais do que convicto de que nós dois tomamos a decisão certa, loirinha – disse eu. – Você me faz feliz, e eu não quero que você volte atrás na sua decisão.

– Jamais, meu amor – disse ela, com convicção. – Jamais. Eu te amo tanto que você nem faz ideia do quanto.

Sorri e disse:

– É muito bom ouvir isso de você, loirinha.

Sempre me perguntaram o que um príncipe como eu fazia sozinho no mundo, sem uma princesa para reinar junto de mim. Porque todos sempre me perguntavam: "O que um homem gentil, engraçado e educado feito você ainda não arrumou alguém?"

A resposta disso era que eu só estava esperando por uma mulher ideal para ser a minha companheira de vida. E quando a Maria Clara aceitou ser a minha namorada, eu tive a certeza absoluta de que era ela essa mulher.

Sem dúvidas. A Maria Clara era tudo o que eu desejava e precisava.

Pela primeira vez na vida, eu sabia quem eu queria ao meu lado, e não seria uma princesa, e sim uma curandeira.

– José Fernandes, espero que você não se arrependa dessa decisão que nós dois tomamos – disse Maria Clara. – Eu não quero sair magoada dessa história.

– Não se preocupe, meu amor – afirmei convicto. – Eu nunca vou te magoar. Mas agora receio que seja a hora de eu ir embora, porque eu já fiquei tempo demais aqui.

Confesso que eu não queria ir embora, mas precisava, para que não desconfiassem de mim.

– Ah, meu amor, mas já? – vi uma tristeza estampada no rosto dela. – Sentirei saudades...

– Eu também, minha linda – respondi. – Mas eu volto.

– Promete? – ela olhou em meus olhos.

– Prometo, meu amor – disse eu. – E eu confesso que um dia eu quero ler um dos seus textos que as suas amigas dizem que você faz.

Confesso que eu tenho muita curiosidade em saber sobre os pensamentos daquela loirinha de uma forma escrita, e eu gostaria muito de ter a grande honra de ganhar um poema, carta ou textinho vindo dela.

A Curandeira e o Príncipe - A Flor do SolHistórias para pegar e não largar. Descubra agora