Narrado pela Maria Clara:
Resolvi que eu iria por conta própria ir atrás do José Fernandes se ele demorasse para voltar, porque ele não poderia perder a festa.
Porém, os meus planos foram muito diferentes do que eu pensava, porque foi o pai dele que veio até mim e me perguntou aonde ele estava.
Então, eu disse ao rei:
– Ele saiu pra conversar a sós com a princesa Verônica, vossa alteza.
Quase engasguei de ciúme só de imaginar eles sozinhos...
– Ah, sim – disse o rei. – Entendi, mas será que você pode ir atrás dele? Ele precisa estar aqui.
– Deixa comigo, rei Gabriel, eu vou atrás dele – digo, já usando isso como pretexto para chegar aonde ele e a princesa Verônica estavam.
O rei assente e diz:
– Tá certo, filha, obrigado.
Sorrio e digo:
– De nada, e com licença.
– Toda – disse o meu amável sogro.
Fui atrás do José, e acabei presenciando uma cena bastante desconfortável. Vi o meu marido e a princesa Verônica abraçados, e logo o olhei de um jeito sério, porque eu fiquei com ciúmes...
– Maria Clara, por favor, me deixa explicar – pediu José Fernandes, ao olhar para mim. – Não é nada disso que você está pensando...
Meu ciúme estava me deixando cega...
– Seu nervosismo está estranho... – comento ao cruzar os braços.
Verônica se aproxima de mim e diz:
– Maria Clara, por favor, desculpe, mas me deixe avisar que não aconteceu nada aqui além de um abraço de amigos.
Solto um "hum" insatisfeito, e depois digo:
– Sério?
Acho que preciso aperfeiçoar as minhas abordagens para que ninguém perceba o que eu sinto...
– Eu estava contando para o seu marido que eu estou gostando de um príncipe chamado Kleber – explicou Verônica. – E aí ele me desejou boa sorte, e a gente se abraçou como dois bons amigos fazem.
Respiro fundo e solto o ar dizendo:
– Tudo bem, Verônica, você não me deve explicações...
– Presumo que você só está tentando ser educada comigo – diz ela. – Porque eu te devo sim muitas explicações por tudo de errado que eu te fiz.
– Hum, tudo bem, então... – digo, tentando me conter, mas eu sentia que não estava conseguindo esse grande feito: esconder o quanto me incomodava ver o José Fernandes com outra mulher...
– Me desculpe por tudo, Maria Clara – disse ela. – Me desculpe por ter sido a mais desnecessária possível na sua vida e na vida do seu marido.
– Verônica, eu até consigo entender o seu lado... – digo com sinceridade, ao olhar para o José Fernandes. – Porque o meu marido realmente é alguém muito bonito...
– Obrigado, loirinha... – disse ele, de um jeito um tanto quanto preocupado comigo por causa do que eu presenciei.
Volto a olhar para a princesa, que diz:
– Me desculpe por ter sido inconveniente, mas o seu marido ama você, e eu em hipótese alguma quero voltar a me meter entre vocês dois...
Respiro fundo e digo:
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A Curandeira e o Príncipe - A Flor do Sol
FanfictionHá muito tempo atrás, em um mundo passado, em que existiam diversos reinos, existiu um lindo príncipe chamado José Fernandes. Desde criança, José foi preparado para, um dia, assumir o trono do grande, e importante reino de Jadya. E sim, sem dúvida...
