Romance na água

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Narrado pelo príncipe José Fernandes:

Naquela manhã, saí revoltado do meu palácio, junto do meu cavalo, depois de um tempo pensando em como eu não consigo ser feliz sem a minha loirinha comigo.

Esqueci até de colocar as minhas luvas pretas, mas o que se fazia necessário aqui e agora era que eu me reencontrasse com ela.

Os meus pais terem descoberto tudo antes que eu contasse para eles sobre os meus planos foi o começo da minha destruição.

Eu não queria uma esposa rica, porque para mim é sobre quem nem sempre tem a solução, mas tem sempre o ombro, o colo, o conforto, a compreensão e são luz em nossas vidas escuras, como a Maria Clara era para a minha pessoa.

A verdade é que a minha amada curandeira só seria esquecida se o meu coração deixasse de bater. Eu achei a minha princesa no meio dos plebeus e não me arrependo disso.

Chegando na feira, eu vi ela na barraca dela. O brilho inconfundível do cabelo da Maria Clara fazia o meu coração bater.

Eu estava todo suado porque corri bastante para chegar aonde ela estava sem que ninguém tentasse me impedir. Eu precisava dela, sempre precisei dela.

A Maria Clara quis terminar comigo naquele dia, mas eu não permiti isso. Eu faria o que fosse preciso para tê-la comigo sempre.

Então, quando enfim ela se convenceu de que precisava de mim do mesmo jeito que eu precisava dela, nós fomos juntos para o campo de margaridas da minha garota.

Ser insistente tem suas vantagens.

E chegando lá, o meu coração disparou. As palavras da Maria Clara ecoaram na minha mente. De repente, percebi que a felicidade ganhava um novo significado na presença dela.

Estou mergulhado nesse sentimento. Percebi que a cada passo que dava, eu pensava, imaginava e desejava estar com ela. Em que momento isso que sinto por ela se tornou tão intenso ao ponto de eu não suportar perdê-la?

A minha alma chama pela alma dela. Como não percebi que eu a amo tão loucamente? E tão desesperadamente? Eu vou amá-la por toda a eternidade, se ela desejar que seja assim, porque isso já é o que quero.

Um campo de margaridas... É, sem dúvidas, eu nunca fui de amar, apreciar e gostar de lugares assim que são abertos. Nunca fui de gostar de natureza, ar livre e etc.

Só que, de alguma forma, esse lugar, nosso lugar, me faz sentir mais perto de você, Maria Clara, mesmo que não esteja comigo. O meu peito ferve por você, e odeio o fato de não conseguir esquecê-la nem por um segundo.

Nós corremos no campo de margaridas, e depois da gente ter se divertido tanto, de repente eu vejo ela vindo na minha direção.

O vento em seu cabelo longo e loiro, seu sorriso, sua risada contagiosa, seus olhos verdes... Tudo isso fazia o meu coração acelerar. Ela brilhava, brilhava mais do que todas as estrelas.

Comecei a me lembrar de todos os nossos momentos juntos vividos até hoje, de como ela me faz rir feito um bobo. Olhei para as mãos delicadas dela e senti uma grande vontade de segurá-las.

Sem dúvidas, ela tinha tomado conta de tudo em mim: do coração, dos olhos, dos sentimentos e dos pensamentos.

Ela desperta tudo em mim! Essa curandeira fez florescer no meu peito vários sentimentos que eu nunca senti antes, e eu só queria envolver os meus braços em volta dela para senti-la perto de mim.

– Eu quero te mostrar uma coisa agora, José – disse ela, chamando a minha atenção.

– E o que é? – questiono. – Porque eu sinceramente não entendi nada sobre você querer tomar banho comigo, Maria Clara.

A Curandeira e o Príncipe - A Flor do SolHistórias para pegar e não largar. Descubra agora