A cartada final do príncipe - Gabriel liberta Maria Clara.

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Narrado pelo príncipe José Fernandes:

Depois do meu treino com o Inácio, resolvi pedir a minha comida no quarto para não ter que voltar a ver a Verônica e a minha mãe fazendo um complô contra mim; elas eram insuportáveis.

Só que o meu plano deu errado quando vi a Verônica se aproximar de mim e dizer:

– Oi...

Olhei para ela e disse:

– Oi, Verônica...

– Você vem comer com a gente na mesa? – pergunta ela. – O jantar parece ser uma delícia.

– Desculpe, Verônica, mas eu já pedi que a minha comida fosse entregue no meu quarto – afirmo.

– Isso é por eu estar na mesa? – questiona ela. – A minha presença é tão horrível assim, José?

– Não, Verônica, acontece que eu só estou indisposto e cansado por causa do meu treino com o Inácio – digo, tentando parecer sincero.

Verônica respira fundo e diz:

– Tudo bem, eu entendo.

Resolvi que eu precisava pedir desculpas a ela pela maneira rude como eu a tratei hoje de manhã, porque ter educação exige atitudes positivas.

Então, eu disse:

– Me perdoe pela maneira como eu falei com você hoje, Verônica, mas eu sei que você sabe bem os meus motivos para ter aceitado me casar com você.

– Tudo bem, José Fernandes – disse ela. – Irei respeitar a sua decisão e entendo que não foi por mal.

Nunca poderá haver uma consumação nesse casamento entre nós dois, Verônica...

Essa união jamais será sólida pelo fato de eu pertencer a uma única mulher, chamada Maria Clara. Eu sou só dela!

– Agora, se me der licença, eu tenho que ir pro meu quarto – digo, tentando mudar de assunto.

– Tá, claro, então até depois – disse ela.

A vi partir e me lembrei de que amanhã seria anunciado o meu casamento com ela...

– Amanhã, bem cedo, nós vamos fazer o pronunciamento oficial do seu casamento com a Verônica, meu filho – disse minha mãe, toda radiante naquela manhã.

A informação do meu casamento me atingiu com todo o seu impacto.

Eu iria me casar com a princesa Verônica, e não a amava, porque só estava fazendo isso pela Maria Clara...

Entrei no meu quarto e fiquei refletindo comigo mesmo: "Você está prometido a ser o marido da princesa Verônica".

Inferno, era só isso que todos sempre me diziam.

O mundo em volta pode estar em silêncio, mas a minha alma grita com desespero.

Naquela noite, jantei sozinho no meu quarto, mas a minha mente não se desligava dos pensamentos que a invadiam.

Olhando tudo em volta, percebo que mesmo não querendo, é aqui que eu vou ter que morar para sempre.

Tenho que morar no palácio para garantir que a Maria Clara fique livre e fique bem.

Tenho que ficar garantindo que as coisas ocorram bem com o acordo que eu fiz de me casar com a Verônica para que a minha loirinha saia da masmorra.

Foi um acordo maldito que eu vou ter que cumprir.

A Curandeira e o Príncipe - A Flor do SolHistórias para pegar e não largar. Descubra agora