Narrado pela Maria Clara:
Já fazia tanto tempo que eu estava trancada naquela masmorra. Eu já não estava conseguindo aguentar aquele lugar, porque eu estava tão sufocada e reprimida... Ficar presa era horrível.
Então, de repente, a Vera apareceu onde eu estava com um olhar entristecido que me fez ficar ainda mais triste também.
– Oi, Maria Clara – disse ela.
Fui até onde ela estava e disse:
– Oi, Vera.
– Como você está? – perguntou ela.
– Péssima – digo com sinceridade. – Esse lugar é horrível.
Vera pegou na minha mão e disse, me olhando nos olhos:
– Eu sei que o José Fernandes vai dar um jeito de te tirar daqui, Maria Clara. Por favor, não perca as esperanças.
Respiro profundamente e digo:
– Eu não sei mais se isso vai ser assim, Vera. Eu sei que o José consegue tudo o que ele quer, mas a minha liberdade está sendo a coisa mais difícil a ser conseguida.
– Odeio te ver aqui – diz ela – E odeio ver o quanto você e o José Fernandes estão tão infelizes sem poderem estar perto um do outro.
– Eu amo ele, Vera – digo com o coração apertado – E não mereço isso só por amá-lo tanto do jeito que eu amo.
– Eu sei – diz ela com um olhar de tristeza para mim. – Mas eu te prometo que vou vir aqui sempre que possível para ficar conversando e te ajudando.
– Obrigada, Vera, você é uma amiga incrível – digo com um pequeno sorrisinho.
– Confia no José Fernandes, Maria – pediu ela. – Eu sei que ele vai conseguir te tirar daqui.
– Mas e se ele não conseguir? – questiono. – E se o preço a ser pago for algo muito alto?
– Ele paga – disse Vera com muita convicção, com aquele cabelo cacheado lindo que só ela tinha, que era impossível não notar. – Ele te ama, e sei que por você ele atravessaria o inferno de pés descalços.
– Eu também faria o mesmo por ele, Vera – afirmo.
Então, de repente, o José Fernandes, junto do Inácio, aparecem onde nós estávamos.
– Oi, filha – disse Inácio.
Vera abraçou o pai dela e disse:
– Oi, pai, eu estou aqui conversando com a Maria Clara, porque ela e eu nos tornamos ótimas amigas.
– É sério? – questiona ele, com um sorrisinho gentil.
– Concordo com a Vera, senhor Inácio – digo. – Eu gosto muito da sua filha.
– Que bom, Maria Clara – disse Inácio. – E você? Como está?
– Tentando ficar bem na medida do possível, né? – digo com tristeza.
– Por agora, ela não está bem, Inácio – disse José Fernandes. – Mas assim que ela sair daqui, ela vai ficar muito feliz, isso eu asseguro.
Ultimamente, eu andei percebendo que o José Fernandes está muito estranho comigo. Ele anda falando coisas tão sem sentido para mim, era como se tudo que falássemos fosse uma espécie de despedida.
E eu temia que isso não fosse ser coisa só da minha cabeça, tudo estava muito real para ser imaginação.
Eu processava e reprocessava tudo o que o José me dizia desde que fui trancafiada na masmorra. Ele estava tão estranho, ficando misterioso, e parecia que estava me escondendo algo muito sério.
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A Curandeira e o Príncipe - A Flor do Sol
FanfictionHá muito tempo atrás, em um mundo passado, em que existiam diversos reinos, existiu um lindo príncipe chamado José Fernandes. Desde criança, José foi preparado para, um dia, assumir o trono do grande, e importante reino de Jadya. E sim, sem dúvida...
