Narrado por José Fernandes:
Eu não me lembrei de imediato do que havia acontecido comigo. Não me lembrei do acidente que eu sofri com o Chama Preta.
Só consigo me lembrar de que eu estava meio consciente e que estava, pouco a pouco, recobrando a minha consciência, e de que os meus sentidos, pouco a pouco, estavam funcionando.
Notei que a minha cabeça estava enfaixada.
Não consegui me mover, mas consegui abrir os olhos, e adorei a primeira coisa que vi.
Eu vi uma moça loira que realmente era uma mulher maravilhosa, perto da cama onde eu estava deitado.
Notei que ela estava olhando para mim, e era impossível descrever e capturar toda a sua beleza, porque essa garota era belíssima e muito graciosa.
Os olhos verdes e o cabelo loiro longo dela eram estupendos, pareciam raios de sol de tão brilhantes que eram.
Mas, aí, quando eu a observei mais um pouco, senti que já a tinha visto antes.
– Que bom que você acordou, dorminhoco – disse aquela moça loira, sorrindo.
– O-onde eu estou? – a minha voz estava falhando, mas eu sei que isso não era para menos, né? Porque, ultimamente, eu só havia sofrido emoções fortes.
– Calma, não se esforce. Você está na minha casa – respondeu aquela moça gentil.
– Onde você me achou? – perguntei, sem entender.
– Eu te achei perto da floresta. A minha amiga e eu te trouxemos para cá para que eu cuidasse do seu ferimento na testa – respondeu ela.
– Ferimento na testa? – questionei, levando a mão até onde estava enfaixado.
– Sua cabeça está enfaixada porque você estava com um machucado bastante feio e profundo na testa – explicou a loirinha. – Você perdeu sangue, mas tudo bem. Eu cuidei de você e, quando você teve febre, ela durou pouco.
A sensação de saber que aquela moça bonita havia cuidado de mim me deixou feliz.
Eu não entendi o motivo de tanta felicidade, mas gostei do cuidado que ela demonstrou ter comigo.
E a minha resposta para ela foi sorrir e dizer:
– Obrigado, moça. Muito obrigado por ter cuidado de mim.
– Eu só estava esperando você acordar, e graças a Deus você acordou – aquela loirinha tinha um sorriso tão lindo.
Foi ótimo saber que ela cuidou de mim, mas será que tudo que ela fez por mim até agora vai ter um preço alto para se pagar?
Devo entregar a minha vida a uma estranha?
Bom, mas de qualquer forma, eu já estava nas mãos dela.
– Você está no reino de Jadya, se por acaso quiser saber onde está – disse ela.
Que bom que eu ainda estava em Jadya...
– Ah... que bom. Obrigado por me avisar, senhorita.
– Como você se chama? – ela perguntou de um jeito curioso.
– José... Mas agora eu tenho que voltar para a minha casa – disse eu, sem querer revelar minha verdadeira identidade para ela.
Não queria dizer que eu era o príncipe herdeiro do trono de Jadya.
Eu já estava farto de sempre ter que dizer isso quando conhecia alguém.
Minha vida não se baseia e não se define somente nessa questão.
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A Curandeira e o Príncipe - A Flor do Sol
Fiksi PenggemarHá muito tempo atrás, em um mundo passado, em que existiam diversos reinos, existiu um lindo príncipe chamado José Fernandes. Desde criança, José foi preparado para, um dia, assumir o trono do grande, e importante reino de Jadya. E sim, sem dúvida...
