Narrado pelo príncipe José Fernandes:
Quando a festa dos feéricos chegou ao fim, eu me despedi de todos eles e voltei junto do Peter para a casa dele.
– E aí? – pergunta Peter. – Você gostou da nossa festa?
– Gostei, sim – respondo com sinceridade. – A comida estava deliciosa.
– Mas você nem dançou com a gente, seu chato – disse ele, aos risos.
– Eu estava sem ânimo, meu amigo – digo com honestidade. – Mas deixa isso para a próxima vez, ok?
E eu espero que nessa próxima vez a Maria Clara esteja comigo...
– Bom, pelo menos você tirou a sua capa preta por um tempinho, e eu sinceramente não entendo o motivo de você ter ficado com medo de ficar sem ela – disse ele.
– Para falar a verdade, eu só tirei a minha capa pois me senti seguro com vocês – digo com franqueza. – Porque a verdade é que eu não sou um feérico, eu sou um ser humano.
– Eu nunca tinha visto um humano antes – confessa ele. – Mas você é muito legal, José Fernandes, e todo mundo gostou muito de você, e não é para menos, né? Você é um amigo muito carismático, leal e educado.
– Não tenho orelhas pontudas que nem vocês, Peter – digo. – E no começo, eu temia que os seus amigos não fossem gostar de mim, mas quando tirei a capa e aquele elfo de roupa preta e azul-escuro se aproximou e me elogiou, confesso que me senti em casa.
Peter sorri, toca o meu ombro e diz:
– Sei que você vai achar o que veio procurar aqui, meu amigo, e eu faço questão de te ajudar. Pelo Orvalho da Primeira Estrela, juro que nenhum mal te alcançará enquanto estiveres conosco. Todo mundo aqui já está gostando muito de ti, então não se sinta inseguro, ok? Nossa mesa, nosso fogo e nossa canção também são teus agora.
Sorrio de volta para ele e digo:
– Eu não sei o que seria de mim sem você, Peter. Você, ao me descrever como um bom amigo, está se descrevendo, porque você mesmo, sem me conhecer, está me ajudando como ninguém antes havia me ajudado.
– Eu sinto que, se você quer falar com a rainha Maria Clara, então uma boa razão deve ter – diz ele. – Tua luz será bem-vinda no castelo dela como já está sendo aqui!
Sim, camarada, eu tenho. Eu preciso da minha esposa de volta...
– Sim, Peter – falo, sentindo um turbilhão de emoções dentro de mim. – Eu tenho boas razões para estar enfrentando o que estou enfrentando para chegar ao castelo dessa rainha poderosa. Que as suas palavras boas sejam concretizadas...
– Eu sei que você vai conseguir – disse ele com convicção. – E eu vou te ajudar no que for preciso.
– Ok, eu fico muito agradecido por isso, Peter – digo. – Mas agora nós já podemos ir para sua casa? Estou cansado, preciso dormir.
– Venha – pede ele. – Você merece ter um descanso cheio de prodígio hoje.
Concordo com essa afirmação, porque eu já estava exausto.
Fomos para a casa dele, e quando entramos e eu tirei o meu capuz, a mãe dele se aproximou da gente sorrindo e disse:
– Eu já preparei o seu quarto, querido.
Sorrio para ela e digo:
– Muito obrigado, dona Bernadette.
Ela olha para as minhas orelhas e diz:
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A Curandeira e o Príncipe - A Flor do Sol
FanfictionHá muito tempo atrás, em um mundo passado, em que existiam diversos reinos, existiu um lindo príncipe chamado José Fernandes. Desde criança, José foi preparado para, um dia, assumir o trono do grande, e importante reino de Jadya. E sim, sem dúvida...
