Há muito tempo atrás, em um mundo passado, em que existiam diversos reinos, existiu um lindo príncipe chamado José Fernandes.
Desde criança, José foi preparado para, um dia, assumir o trono do grande, e importante reino de Jadya.
E sim, sem dúvida...
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Narrado pelo príncipe José Fernandes:
Um mês inteiro se passou, e a Maria Clara aprendeu tudo com muita eficácia. Já era a hora dela ser coroada. Finalmente, a tristeza dela por não ter ficado grávida já havia passado. Mas, naquela festa que aconteceria, estava faltando alguém muito importante para ser convidado, e essa pessoa era o boticário.
Sim, o Leonardo necessitava ser convidado para que ele pudesse conversar com a Maria Clara sobre tudo o que já tinha acontecido. Eles precisavam conversar e precisavam se entender.
Então, quando a minha garota loira não estava por perto, chamei o cocheiro do palácio, que estava fazendo um ótimo papel de mensageiro, e pedi para que ele procurasse o Leonardo e o convidasse para o baile que daríamos para comemorar a coroação.
Obviamente, o Ícaro Chester também foi convidado, mas o meu principal interesse mesmo era o Leonardo.
– Pode deixar comigo, senhor – disse o cocheiro. – Vou procurar o Leonardo e o convidar para a festa.
Sorrio e digo:
– Ótimo, muito obrigado.
O cocheiro sorri e diz:
– Disponha. Estou às ordens.
Então, quando o cocheiro saiu, fui até o estábulo ver o meu cavalo. E quando cheguei lá, cumprimentei o Joelmo e depois fiquei dengando meu grande amigo ao dizer:
– E aí, amigão?
O Chama Preta sempre foi muito mais que um simples animal pra mim. Ele era um amigo e era o cavalo mais incrível que eu já havia conhecido em toda a minha vida. Era uma verdadeira honra ser o dono dele.
– Sabe, Chama Preta? – comecei a dizer enquanto o Joelmo não estava ali para nos ouvir. – Eu conheci um unicórnio preto que era o rei de uma floresta muito bonita, que se parecia muitíssimo com você – respiro suavemente. – É, meu amigo, vê-lo me enchia de saudade de você, mas adivinha? Nada e nem ninguém conseguiria te substituir na minha vida, meu garoto.
Chama Preta me olhava como se me entendesse, e de fato eu sentia que ele me conhecia sim.
O dia da coroação estava chegando. Um dia antes dela, a Maria Clara me contou sobre um presente que a minha mãe havia dado a ela. E o meu espanto e surpresa foi saber que a dádiva em questão não era nada mais, nada menos do que o colar de jade preferido dela.
É, sem dúvidas, a minha mãe estava querendo mostrar que ela estava tentando a todo custo mudar, mas era tão complicado perdoá-la...
E sinceramente? Não sei se um dia eu vou conseguir tamanho feito de dar o meu perdão, porque a minha mãe cometeu erros muito graves e, embora doa muito admitir, não consigo mais confiar nela.
Bem, para não falar só de coisas tristes, antes de a Maria Clara ser coroada, preparei uma grande surpresa para ela. Escrevi a minha música em uma folha e dei aos cantores que cantariam na festa, para que eles cantassem a música que eu fiz especialmente para ela: a nossa música "Heaven Can Wait".