Narrado pela Vera:
Ultimamente, a minha vida se baseia em mudanças, e em seguir fielmente uma única rotina que era ir para a minha casa e ir para o palácio.
Os meus pais e eu moramos em uma casa perto do palácio que, quando eu não posso ir pra lá, são só os meus pais que vão, e eu fico no quarto que me deram nesse lugar para sempre estar apostos para servir as majestades e esperar por notícias do José Fernandes.
Eu ainda ia para a casa da Maria Clara ficar cuidando do corpo dela, e sempre ficava rezando a Deus para que ela voltasse a despertar o quanto antes, porque essa mulher sempre foi incrível.
Mas sabem? Os meus pensamentos sempre param aonde não deveriam parar, eu sempre fico pensando e pensando no Wesley, mesmo sabendo que eu não deveria fazer isso.
Naquela manhã, eu estava acariciando a cabeça da Mimi, gatinha da Maria Clara que eu ainda cuidava enquanto ela não voltava com o José Fernandes.
Levei aquela gatinha para a minha casa antes de ontem, e até que ela gostou de ir, porque a minha casa tem muito contato com a natureza, e nós ficamos brincando juntas no jardim.
Naquele momento de pura tristeza por causa dos meus pensamentos imprudentes, a porta do meu quarto se abriu, e eu vi a minha mãe.
– Bom dia, meu amor – disse ela – Dormiu bem?
Ontem, os meus pais voltaram tarde da noite pra casa, porque a minha mãe precisou cozinhar muito com as outras cozinheiras, e meu pai ajudou o exército de Jadya.
Eu fiquei no palácio descansando, porque eu estava exausta por causa de tudo que estava acontecendo.
– Sim, mãe – embora os meus pensamentos tirassem o meu sono, eu dormi até que bem, sim. – Hoje eu vou voltar pra casa.
– Tá certo, filha – disse ela
– Eu sempre fico com saudades de casa quando durmo aqui – digo com sinceridade.
Embora os meus pais e eu tenhamos ganhado quartos para dormimos no palácio (porque eles também têm um quarto pra eles), nada se compara ao conforto do nosso lar.
Sei que o rei Gabriel e a rainha Cláudia sempre tentaram ser gentis com a gente e conseguiram isso, mas eu não troco a minha casa por nada desse mundo.
Minha mãe continuou me olhando atentamente, e resolveu dizer:
– Ultimamente, você anda estranha, Vera.
Caramba, e não é que ela percebeu? Sem dúvidas, não sei mesmo como disfarçar.
– Desculpe, mãe, mas eu estou bem – digo tentando ao máximo disfarçar o que eu realmente estava sentindo dentro de mim.
– Eu duvido de que isso seja verdade, querida – afirma ela, franzindo a testa com desconfiança. – Tem alguma coisa acontecendo com você, há algo que você está escondendo, então por favor me fala o que você tem.
Sem dúvidas, ela era insistente, nada se passava despercebido dos olhos da dona Inês.
– Acho que o que eu sinto é só cansaço, mãe – explico tentando ignorar o que eu realmente sinto.
– Você sabe que essa sua explicação não faz sentido, né? – questiona ela.
Ela me perguntava as coisas como se nada fizesse sentido, bom, não fazia sentido pra ela, mas pra mim fazia...
– Acho que a senhora está vendo coisas aonde não tem, mãe – explico sabendo perfeitamente que ela não estava delirando ao perceber que eu não estava bem.
VOCÊ ESTÁ LENDO
A Curandeira e o Príncipe - A Flor do Sol
FanfictionHá muito tempo atrás, em um mundo passado, em que existiam diversos reinos, existiu um lindo príncipe chamado José Fernandes. Desde criança, José foi preparado para, um dia, assumir o trono do grande, e importante reino de Jadya. E sim, sem dúvida...
