Felizes pelo regresso do casal

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Narrado pelo príncipe José Fernandes:

Penha e Lara estavam me olhando com espanto e correram até mim, me abraçando emocionadas.

– José?! – exclamou Penha. – É você mesmo?

Assinto e digo:

– Eu sim, minha amiga.

– Graças a Deus você voltou – disse Lara. – Vimos você desaparecendo diante de nossos olhos!

Dou um sorrisinho e digo:

– Eu sei, a história é longa, mas antes de contá-la, preciso ver a Maria Clara.

– Ela ainda está na cama – disse Penha.

Assinto, coloco as coisas que eu trouxe em cima da cômoda e vou até ela, pegando em sua mão, dizendo:

– Loirinha?

Nada poderia me abater quando ela abrisse os olhos.

A mão dela não estava mais fria e sim quente, mas por que ela não acordou?

– Loirinha? – digo de novo. – Acorda, meu amor, sou eu, o seu José Fernandes...

Narrado pela Maria Clara:

José Fernandes e eu entramos juntos no portal mágico, e quando estávamos lá, simplesmente desapareci e fui puxada para um lugar escuro que eu não conseguia saber o que ele era.

Só que então, de repente, pouco a pouco comecei a sentir o meu corpo de novo.

Comecei a sentir os meus batimentos cardíacos de novo, comecei a respirar, e comecei a querer despertar.

Ouvi uma voz me chamando, mas não era qualquer voz, porque ela era a voz do meu amado José Fernandes.

– Fala qualquer coisa – pediu ele. – Mas não me torture com o seu silêncio, meu amor.

Abro os olhos e digo:

– Qualquer coisa...

Minha visão estava embaçada, mas pouco a pouco tudo clareou e ficou nítido.

– Não pode ser! – exclamou Penha. – Finalmente você acordou?

– Vivaaaaaaaa! – disse Lara, batendo palmas animadamente.

Olhei na direção das vozes e vi elas.

– Oi, meninas – digo sorrindo.

Quando volto a olhar para o José Fernandes, ele estava com os olhos cheios de lágrimas e o ouço dizer:

– Graças a Deus que isso deu certo.

Sorrio, toco o rosto dele e digo:

– Eu te amo.

– Eu também – respondeu ele.

– Me ajuda a levantar? – peço, porque eu estava sentindo o meu corpo pesado.

Ele assente e diz:

– Claro que sim, querida. Se apoie em mim, ok?

Faço que sim e me apoio nele.

Então, quando eu me levanto, os rostos da Penha e da Lara estavam cheios de lágrimas.

– Nem acredito – disse Lara, me abraçando. – Finalmente você voltou, minha amiga.

Penha se aproxima da gente e também me abraça.

– Sentimos tanta saudade.

– Podemos imaginar – disse José. – Porque já faz tanto tempo em que partimos, né? Mas estamos de volta, meninas.

A Curandeira e o Príncipe - A Flor do SolHistórias para pegar e não largar. Descubra agora