Narrado pelo rei Gabriel:
Já se passaram dias e ninguém sabia nada do meu filho. Todos os soldados estavam disponíveis para procurar por ele, e até agora eu não tinha nenhuma notícia.
Meus deveres reais ficaram às vezes nas mãos da minha esposa, porque, e modéstia à parte, eu não conseguia mais pensar em nada desde o desaparecimento do meu filho, José Fernandes.
E se eu não conseguisse pensar, decisões erradas poderiam acabar sendo tomadas, e o meu reino seria o mais prejudicado por causa delas.
A Cláudia às vezes parecia estar mais disposta a servir ao império de Jadya por mim do que eu poderia fazer, porque desde sempre me ensinaram a cuidar e zelar do meu reino com bastante disposição, cuidado e amor. Diziam praticamente que eu deveria colocar todo o meu coração em prol da minha monarquia.
E, embora eu não quisesse admitir, às vezes a minha amada esposa parecia ainda achar que José Fernandes estava fazendo um grande drama para não voltar ao palácio e para os deveres dele de príncipe.
Mas, com o passar dos dias, ela mudou completamente os pensamentos dela e passou a ficar muito preocupada e ansiosa para descobrir o paradeiro do nosso filho.
Separei guardas e soldados por todos os lugares do reino para procurarem ele, e não sabíamos de notícias há dias, e isso estava ficando sufocante e bastante angustiante.
Eu queria revirar absolutamente tudo o que cruzava o meu caminho na intenção de achar José Fernandes, mas todos os esforços e planos que eu fazia estavam indo por água abaixo e não adiantavam nada na procura pelo meu herdeiro.
Cláudia me acompanhou diversas vezes nas buscas depois que percebeu que José Fernandes não estava dramatizando as coisas ao redor dele como ela achava que fosse.
E embora ela não admitisse, sei que estava se culpando pelo que estava acontecendo, e eu em nenhum momento deixei de acompanhar quem procurava José, porque além de amá-lo muito, e ele ser o meu único sucessor, eu estava me sentindo muito culpado pelo desaparecimento dele.
Ultimamente, tanto eu quanto a Cláudia só ficávamos insistindo para que o José Fernandes encontrasse alguém para que ele se casasse.
Entendo perfeitamente o que ela estava querendo com isso, porque tanto ela quanto eu nos casamos por causa de um casamento arranjado pelos nossos pais, mas que no fim das contas a gente acabou se apaixonando um pelo outro.
Só que, agora, com aquele desaparecimento do meu filho, comecei a suplicar para que ele regressasse, porque se ele regressasse eu daria um jeito de tentar amenizar e apaziguar todas as situações constrangedoras que pudessem aparecer no futuro. Porque, para mim, só o que me importava era ver o meu garoto bem, feliz e de volta em casa.
José Fernandes sempre foi um filho exemplar, sempre foi honrado, atencioso, prestativo, e eu o via como um grande amigo além de filho.
Então, os meus devaneios são interrompidos por um dos meus soldados que se aproximou de mim, fez uma reverência e, depois, disse:
– Majestade, me desculpe interromper, mas lamento lhe dizer que o seu filho não foi encontrado.
Havia tristeza no olhar daquele homem. Eu estava cheio de esperanças, achando que aquele soldado me daria uma boa notícia, mas agora, infelizmente, eu me deparei com a dura realidade da minha vida. Meu filho ainda estava sumido...
– Santo Deus! – respirei fundo em uma tentativa falha de tentar me acalmar. – O que aconteceu com o meu filho? Ele precisa aparecer são e salvo logo, porque eu já não consigo dormir, já não consigo pensar, e já nem ao menos consigo respirar.
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A Curandeira e o Príncipe - A Flor do Sol
Hayran KurguHá muito tempo atrás, em um mundo passado, em que existiam diversos reinos, existiu um lindo príncipe chamado José Fernandes. Desde criança, José foi preparado para, um dia, assumir o trono do grande, e importante reino de Jadya. E sim, sem dúvida...
