Peter recebe a proposta

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Narrado pela Maria Clara:

Sempre me disseram: Mantenha vivo os seus sonhos para que assim você encontre um sentido na vida e se mantenha forte.

E hoje comprovei que o meu sonho de ficar com o José Fernandes pelo resto da minha vida estava pouco a pouco dando certo e se concretizando.

Tudo o que o José Fernandes me disse na cachoeira quando nos casamos foi maravilhoso. Todas as palavras lindas que ele me disse ficaram marcadas no meu coração e eu sei que elas jamais vão sair de mim.

Esse engraçadinho também brincou ao fazer certas brincadeirinhas sobre eu ter pensado na hipótese de me casar com um feérico, mas não julgo em nada o senso de humor do meu amado, viu? Porque ele sempre faz com que eu me divirta muito!

E eu finalmente achei o substituto ideal pra mim, e esse alguém só poderia ser o Peter, que era um amigo leal e de ótimos princípios.

Aquela música que o Peter cantou para nós foi maravilhosa, mas quando uma diabrete sozinha resolveu tocar uma harpa, não consegui descrever o que eu senti enquanto eu comia e bebia com o meu marido. Não há palavras que me permitam descrever tamanho explendor sobre o que eu senti ao ouvir a melodia que ela tocou.

A melodia era tão celestial que fazia flutuar, e o embalar da harpa conseguiram me fazer voar para outra realidade, porque simplesmente a perfeição existiu através daquela diabrete tocando aquela harpa.

Olho para o José e percebo que a nossa conexão se transmite no olhar. Na minha mente, eu agora vejo que tudo o que nós vivemos e passamos não foram apenas memórias que se vão como o vento, e que parecem pertencer a um passado distante.

Agora eu sei que nós dois podemos recomeçar, porque embora eu saiba que muita coisa mudou, que eu não sou mais a mesma pessoa de antes que ele conheceu, e que ele também já não é isso, eu vejo no olhar dele que ainda é possível um recomeço perfeito entre nós dois.

Sim, sem dúvidas a minha mente é um livro de memórias, mas eu não quero viver só a partir delas, porque novas memórias precisam ser construídas.

Sei que a minha mente chegou a perder todas as memórias que o meu marido e eu tínhamos, mas quando eu me lembrei de tudo, percebi que aquelas doces memórias, mesmo não podendo ser recriadas, ainda eram minhas, mesmo que a minha mente estivesse vazia...

Agora, tudo é tão nítido feito o agora que estamos vivendo. Agora, as lembranças que eu carrego na minha alma jamais voltarão a ser apagadas, e são essas doces memórias que entorpecem completamente a minha mente.

Sem dúvidas, as sensações que só ele me causava davam a certeza do meu amor. Durante toda a minha vida, eu só quis uma coisa... Eu queria um amor que me amasse independente da fase, independente dos obstáculos, independente do dia, independente do humor. Queria um amor para chamar de meu, para ser minha casa, e o meu lar. Queria um amor para ser o meu céu, meu mundo e o meu tudo, e finalmente eu consegui achar tudo o que eu sonhei com o José Fernandes.

E naquela noite, o José Fernandes e eu tivemos juntos uma noite perfeita e inesquecível de paixão, que sem dúvidas foi maravilhosa e prazerosa... Estávamos verdadeiramente ardentes.

E no dia seguinte, depois daquela noite da nossa segunda lua de mel, fui ao encontro do Peter para conversar com ele. Vi o feérico observando um quadro, e quando eu me aproximei de Peter, ele me reverenciou e disse:

– Oi, alteza.

– Olá, Peter, por favor, me chame só de você, ok? – peço.

– Me desculpe, majestade, mas eu ainda não consigo fazer isso – disse ele.

A Curandeira e o Príncipe - A Flor do SolHistórias para pegar e não largar. Descubra agora