Narrado pela Maria Clara:
Se um dia me dissessem que um homem me faria estremecer tanto como o José Fernandes consegue, eu duvidaria. Jamais acreditaria que simples palavras lançadas por ele me fariam suar e tremer, ou que eu sentiria tanto medo de perder o controle em sua presença.
Tudo estava ficando cada vez mais intenso entre nós dois. Um exemplo disso foi o nosso diálogo na floresta, quando estávamos treinando arco e flecha.
José Fernandes me beijou e começou a me levar para perto de uma árvore que não foi acertada por flechas. Me prensou lá, ergueu os meus braços e segurou as minhas mãos para que eu não me soltasse dele. E eu nem pensava em fazer isso...
– Por favor... Para, José – peço, mesmo sabendo que não era isso que eu queria pedir. Eu queria continuar.
– Eu não consigo parar, Maria Clara – diz ele, arfando. – Mas eu vou parar – garantiu o meu homem, me olhando intensamente nos olhos. – Sabe por quê?
– Não – digo, um pouco sem jeito.
– Porque fazer amor com você é um segredo que só cabe a mim desvendar. Você é o meu refúgio, e o meu delicioso momento de paixão – ele se aproximou, com a voz reduzida a um sussurro carregado de promessas. – Não quero nada além de nós dois testemunhando esse ato. Aqui tem árvores, e qualquer pessoa pode acabar chegando aqui e nos vendo. – um beijo lento seguiu suas palavras, me fazendo desejar que ele tire a minha roupa ali mesmo. – E eu detestaria que nos invejassem na nossa entrega total de corpo e alma.
– Tem razão... – digo, ao voltar à razão e me afastar dele mais do que depressa. – Então é melhor que a gente continue treinando, né?
Tudo entre a gente era tão insano de bom...
– Hoje você escapou, loirinha – diz ele. – Mas depois eu não garanto que você vá conseguir fazer isso.
José me olha de um jeito malicioso. Eu ri de nervosa e depois digo:
– Bobo!
Eu amava quando ele me provocava, embora saiba que fui eu quem iniciou o jogo para levá-lo ao extremo. O provoquei tanto que ele acabou dizendo tudo o que disse naquele momento.
Agora, voltando para o presente, José Fernandes, quando acordou, se desculpou pela bebedeira dele, e eu cuidei da dor de cabeça horrível que ele estava sentindo, consequência da ressaca.
E se eu dissesse que as provocações cederam entre nós dois, eu estaria mentindo. José Fernandes, depois de um certo tempo, se levantou da cadeira, veio até mim e me beijou intensamente. Sim, lá vamos nós de novo.
É, sem dúvidas, ele perdeu toda a vergonha quando deixou de ser virgem.
Depois do nosso beijo, eu o olho sem entender e pergunto:
– Uau, mas que beijo foi esse?
– O beijo de um homem completamente apaixonado e louco por você – respondeu ele, me fazendo estremecer completamente. – Maria Clara, eu sei que a gente precisa se casar, mas... – começou o meu namorado, de um jeito sedutor e ao mesmo tempo enigmático. O que será que sairia daquela boca tão perfeita?
– Mas o quê? – questiono, já sabendo o que ele iria perguntar.
– Vamos pro seu quarto de novo, Maria Clara? – perguntou ele, sussurrando isso em meu ouvido, me fazendo tremer de vergonha nos braços dele.
– O quê? – arqueio as sobrancelhas, tentando fingir surpresa. – E a sua dor de cabeça? – insisto, não conseguindo evitar a preocupação.
– Eu já estou bem da minha dor de cabeça, graças a você, meu amor – diz ele. – Mas agora eu preciso que você e eu possamos fazer acontecer o que você sabe o quê, porque eu preciso de você, preciso que você faça amor comigo mais uma vez.
VOCÊ ESTÁ LENDO
A Curandeira e o Príncipe - A Flor do Sol
FanfictionHá muito tempo atrás, em um mundo passado, em que existiam diversos reinos, existiu um lindo príncipe chamado José Fernandes. Desde criança, José foi preparado para, um dia, assumir o trono do grande, e importante reino de Jadya. E sim, sem dúvida...
