Narrado pelo príncipe José Fernandes:
Depois que eu fiz amor com a Maria Clara, tive a absoluta certeza de que jamais conseguiria fazer isso com mais ninguém além dela. O amor marca, e o dela me marcou para sempre.
Para ter um amor verdadeiro nas nossas vidas, é preciso mais do que uma sincronia perfeita; é preciso de reciprocidade, cuidado, atenção e carinho. A Maria Clara e eu temos muita química entre nós dois e isso nos favorece.
Amo essa mulher mais do que a minha vida, porque pouco a pouco ela se tornou isso; ela se tornou a minha vida. Eu nunca vou conseguir encerrar esse "capítulo" com a Maria Clara, porque essa loira é a história completa.
A Maria Clara cuida muito bem do meu coração, e agora sinto que a minha busca pela pessoa certa acabou.
Eu finalmente encontrei um amor verdadeiro e, ao mesmo tempo, perfeito, porque ele aceita as minhas imperfeições, não me julga, e sim me aceita como verdadeiramente sou.
Eu jamais possuí a chave da vida eterna. Mas esse amor que sinto por aquela mulher me fez descobrir a eternidade estando ao lado dela. Ela tem um sorriso genuíno nos lábios que eu, em hipótese alguma, pretendo silenciar, e sim cuidar.
Maria é uma pessoa fantástica que ninguém nunca poderá ser. Será que tudo o que eu estou vivendo é coincidência? Ou destino? Eu não sei o que é, mas algo me diz que essas duas coisas são aliadas agora.
Eu sempre quis alguém que fosse conquistar a minha atenção, e a Maria Clara fez isso e muito mais comigo.
Chegando no palácio, entreguei o meu cavalo para o Joelmo guardar no estábulo. Fui até a cozinha e peguei uma maçã para comer sentado na cadeira. E, enquanto eu comia, de repente a minha mãe apareceu com um olhar bastante sério ao me observar.
– Onde você estava, José? – perguntou ela.
Olhei para ela, me levantei da cadeira, fiz uma reverência e me fiz de desentendido, perguntando:
– Onde eu estava? Eu estou comendo uma maçã, mãe, porque só agora me deu fome. Por que essa pergunta agora?
Com certeza, ela estava estranhando eu estar comendo uma maçã na cozinha, sendo que os cafés da manhã que recebo são enormes para poderem me satisfazer.
– Mentira! – acusou ela, me olhando com frieza. – Você não estava no seu quarto de manhã quando eu fui lá te ver.
– Mãe, eu sempre permaneci aqui no palácio – argumento. – E se não estive hoje de manhã quando a senhora me procurou no meu quarto, é que com certeza eu devo ter saído para o estábulo para ver o meu cavalo.
– Eu não acredito em você – esbravejou mamãe. – Porque para mim você está me enrolando, José Fernandes.
De repente, sem que eu me desse conta, o meu pai entrou na cozinha e disse:
– Deixe ele, mulher. O José Fernandes estava fazendo algumas coisas que eu pedi que ele fizesse por mim – ele olha para mim de um jeito cúmplice. – Não é mesmo, José?
Ele arqueia a sobrancelha, e eu espontaneamente me envolvo na mentira dele.
– Sim – digo, fazendo uma reverência para ele. – Eu estava resolvendo umas coisas que o meu pai havia me pedido.
– Hummm – disse minha mãe, cheia de desconfiança. – Ok, mas isso está muito estranho, hein?
– Isso não precisa ser estranho, Cláudia – disse meu pai. – Porque o que importa mesmo é que o nosso filho tenha feito o que eu pedi que ele fizesse.
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A Curandeira e o Príncipe - A Flor do Sol
Fiksi PenggemarHá muito tempo atrás, em um mundo passado, em que existiam diversos reinos, existiu um lindo príncipe chamado José Fernandes. Desde criança, José foi preparado para, um dia, assumir o trono do grande, e importante reino de Jadya. E sim, sem dúvida...
