No quarto de Anne, Susan fica preocupada com a demora da filha.
- O que será que está acontecendo? Ele que não se atreva a machucar minha filha.
- Eu também estou preocupada. Ele é imprevisível. A gente nunca sabe como ele vai agir. Numa hora ele a trata mal e na outra ele... (Anne mesma se interrompe)
- E na outra ele o quê? (pergunta Susan)
- E na outra ele... bem... ele age normal, sem grosserias, é isso.
Susan fica olhando pra Anne como se ela estivesse escondendo alguma coisa.
- Acho que vou até lá. (diz Anne se levantando)
- Eu vou com você.
- Não Susan. É melhor você ficar aqui. Muita gente lá pode irritá-lo e piorar as coisas. Seja lá o que esteja acontecendo. (esse finalzinho Anne sussurra pra si mesma)
- Tudo bem. Se ele fez alguma coisa contra ela, eu quero que me conte, promete!
- Prometo!
Anne sai do quarto e vai até o escritório. No corredor Sophie se levanta e quando estava prestes a virar no próximo corredor, ela e Anne se esbarram.
- Sophie! O que aconteceu? Por que está chorando?
Sophie a abraça aos prantos.
- Fica calma! (diz Anne)
- Ele desistiu! Ele desistiu Anne!
Sophie mal conseguia falar por causa do choro.
- Quem desistiu de quê?
- O seu tutor desistiu de mim.
Anne a afasta e a olha.
- Como assim? (pergunta Anne)
- Ele desistiu de lutar por mim.
- Sophie, eu não to te entendendo. Não era isso que você queria?
- Era.
- Então não era pra você ficar nesse estado. Era pra ficar feliz! Finalmente ele vai deixar você em paz.
- Mas doeu Anne. Doeu ouvi-lo dizer que tava desistindo de mim.
- E por que ele desistiu?
- Ele disse que não ia adiantar se esforçar para acabar com meu namoro, se eu nunca iria ser dele.
- E o que você disse?
- Que agora ele é que tava sendo um tolo.
- Sophie, se você tá tão apaixonada assim por ele, por que aceitou ser namorada do Orlando?
- Eu não sei. Na hora parecia a coisa certa a ser feita, mas agora...
- O que mudou? (pergunta Anne)
- Eu quase fiz amor com ele.
- Você me disse. (diz Anne)
- Não estou falando do Orlando, estou falando do seu tutor.
- Sophie! Você quase fez amor com ele agora, lá no escritório?
- Sim. Mas desta vez só não aconteceu por que eu desisti. Eu não podia fazer isso com Orlando.
- É claro que não podia. Orlando não merece ser traído! Sophie, não dá mais pra você continuar assim. Ou você esquece de verdade o meu tutor e tenta ser feliz com Orlando ou...
- Ou o quê?
- Eu queria não poder dizer isso, mas... ou você termina o namoro e se entende com meu tutor. Mas se você fizer isso, se prepare pros altos e baixos do mau humor dele e o pior, pra falta de caráter também, por que no fundo você sabe que ele não vale nada.
- Não há a menor chance de eu fazer isso Anne. Não vou terminar o namoro com Orlando.
- Então esqueça-o de vez! (diz Anne)
- Apesar da falta de caráter dele, ele readmitiu o Max.
- O quê! Você conseguiu!
Anne abraça Sophie.
- Como você conseguiu?
- Eu realmente não sei. (diz Sophie)
- To impressionada com as mudanças de personalidade desse homem. Será que ele não pode escolher ficar com uma única personalidade? (pergunta Anne)
- Pois é. Ele tá sempre nos surpreendendo, não é? (pergunta Sophie)
- Max já sabe?
- Não. Mas acho que seu tutor irá se encarregar disso. Cadê minha mãe?
- Tá no meu quarto. Ela tava muito preocupada e eu também.
- Anne, eu não vou subir até o seu quarto. Você pode ir chamar minha mãe?
- Por que não quer ir até lá?
- Não quero correr o risco de dar de cara com Orlando lá no corredor.
- Mas ele já dever estar dormindo.
- E se não estiver?
- Tudo bem.
Elas caminham até o saguão e Anne sobe para chamar Susan. Já no saguão Susan se aproxima da filha e percebe uma tensão no olhar dela.
- Você está bem meu amor?
- Estou mãe.
- Sophie, você chorou? (pergunta Susan segurando o queixo da filha analisando os olhos dela)
- Um pouco.
- O que ele te fez?
- Nada mãe. Eu chorei por que... por que ele não queria readmitir o Max. Mas como por um milagre ele voltou atrás e o readmitiu.
- Ele se arrependeu e readmitiu o Max? (pergunta Susan)
- Sim.
- Meu amor você conseguiu! O que disse a ele pra fazê-lo voltar atrás?
Sophie olha meio de lado pra Anne e diz:
- Eu apenas... implorei. Foi isso, eu implorei.
- Sophie... (diz Susan não acreditando muito na resposta da filha)
- O quê?
- Não está me escondendo nada, está?
- Não mãe, claro que não.
- Espero que não. Agora vamos pra casa que já está muito tarde.
- Tchau meu anjo! (diz Susan abraçando Anne)
- Tchau! Adorei te ver.
- Eu também. Se cuida!
- Ok. (diz Anne)
- Tchau Anne!
- Tchau Sophie! Você não vai mesmo voltar mais aqui, não é?
- Não.
- É uma pena. (diz Anne)
- Que história é essa de não vir mais aqui? Sophie, você não me disse nada sobre isso.
- Em casa a gente conversa mãe.
- Tudo bem.
Sophie abraça Anne e depois ela e Susan saem do Hotel. Anne volta para o seu quarto e se deita mais aliviada em saber que seu amigo terá o emprego de volta.
No escritório o Sr. Wilkinson que já estava vestido com sua camisa, menos a gravata e o paletó liga para o departamento pessoal e pede o número do telefone do Max. Não era obrigação do Sr. Wilkinson ligar para a casa dos funcionários qualquer que fosse o assunto, mas ele mesmo quis fazer isso.
Na casa do Max o telefone toca e o Sr. Fernandez pai do Max atende.
- Alô!
- É da casa do Sr. Fernandez?
- Sim. Está falando com ele.
- Sr. Fernandez, quero que venha ao Hotel amanhã bem cedo. O Sr. será readmitido.
- Perdão, com quem eu falo? (pergunta o pai do Max)
- Com o Sr. Wilkinson.
- Sr. Wilkinson, está falando com o Sr. Fernandez errado. Eu sou o pai do Max.
- Me desculpe Sr. pelo engano! (diz Sr. Wilkinson)
- Não se preocupe! Não é a primeira vez que isso acontece. A nossa voz é muito parecida ao telefone.
- O seu filho está?
- Sim. Só um minuto que vou chamá-lo.
- Pois não.
O Sr. Fernandez vai até o quarto do filho e bate à porta.
- Tá aberta. (diz Max)
O Sr. Fernandez abre a porta e vê o filho deitado na cama com o braço direito sobre a testa e os olhos fechados.
- Filho.
- Oi pai.
- Te acordei?
- Não. Não to conseguindo dormir.
- Telefone pra você.
- Quem é?
- O Sr. Wilkinson.
- Quem? (pergunta Max se sentando bruscamente)
- O Sr. Wilkinson. (repete o Sr. Fernandez)
- O gerente do Hotel?
- Se estivermos falando do mesmo Sr. Wilkinson, sim, é esse mesmo.
- O que esse homem quer dessa vez? (pergunta Max)
- Algo sobre você ser readmitido.
- O quê! O Sr. ouviu direito? Tem certeza?
- Foi o que eu entendi. Vai falar com ele.
Max deu um pulo da cama e foi correndo até a sala. Ele para em frente ao telefone, respira fundo e leva o aparelho ao ouvido.
- Alô! (diz Max)
- Sr. Fernandez.
- Sim.
- Max Fernandez! (diz Sr. Wilkinson pra se certificar de que agora era o Fernandez certo)
- Sim.
- Quero que venha ao Hotel amanhã bem cedo. O Sr. será readmitido.
- Sr. eu não to entendendo! (diz Max)
- Terá seu emprego de volta Fernandez! Será que é tão difícil assim pra entender?
- Perdão Sr., mas eu me referi ao Sr., eu não to entendendo por que está me readmitindo.
- Pergunte a Srta. Marks.
- Sophie?
- Sim. Ela é a benfeitora disso tudo.
- Obrigado Sr.! (diz Max)
- Agradeça a ela também, não a mim.
- Sim Sr., agradecerei.
- Bem... era só isso. Boa noite! (diz Sr. Wilkinson)
- Boa noite!
Antes que Max desligasse o telefone o Sr. Wilkinson lhe fala mais uma coisa.
- Ah Fernandez!
- Sim.
- O Sr. tem muita sorte!
- Sr.? (diz Max surpreso)
- Tem excelentes amigas Fernandez! Amigas leais. Saiba preservar essas amizades.
- Saberei Sr. Obrigado!
- E não chegue atrasado amanhã.
- Sim Sr.
O Sr. Wilkinson desliga o telefone e Max ainda estava com o dele ao ouvido pasmo com o que acabara de ouvir. Ele delicadamente deposita o telefone na base e olha pros seus pais.
- Então meu amor, o que ele disse? (pergunta a Sra. Fernandez)
- Eu... fui...
Os pais dele ficam na expectativa da resposta.
- Readmitido! (diz Max)
Sua mãe dá um grito eufórico e ele a abraça e a suspende rodando-a no meio da sala.
- Max, pare com isso! (diz ela rindo)
- Eu fui readmitido! Eu fui readmitido! (dizia ele agora dançando com a mãe)
- Max, eu to ficando tonta!
Ele a solta e seu pai lhe dá um abraço.
- Parabéns meu filho!
- Obrigado pai!
- Max, eu sabia que isso ia acontecer. Meu coração me dizia e coração de mãe não se engana. (diz ela com lágrimas nos olhos)
- Não chora mãe. Se não a Sra. vai me fazer chorar também.
- Me desculpe meu filho. (diz ela secando as lágrimas)
- Sua mãe é uma manteiga derretida. (diz o Sr. Fernandez também emocionado)
- Olha só quem fala! (diz a Sra. Fernandez)
Os três riram.
- Eu jamais ia deixar vocês desamparados. Mesmo que eu não fosse readmitido, eu iria trabalhar em outro lugar.
- Eu sei meu amor. Você é o melhor filho do mundo! (diz a Sra. Fernandez)
- E vocês são os melhores pais do mundo! Agora sim vou conseguir dormir.
O Sr. Wilkinson pega seu paletó, sua gravata, sai do escritório e vai para seu quarto.
Já em casa Sophie se joga no sofá e Susan pergunta:
- Então Sophie, que história é essa de não pisar mais no Hotel?
- É que... a Sra. não vai entender.
- Por que não experimenta me contar primeiro? Pela sua cara parece ser muito sério.
- Se eu quiser continuar namorando Orlando, não vou mais poder pisar no Hotel.
- Como assim Sophie?
- Ai mãe, não me pede pra explicar, por favor!
- Confia em mim Sophie!
- Não é questão de não confiar. É que a Sra. é mãe e nenhuma mãe entenderia.
- Desse jeito você tá me deixando mais preocupada.
- É que eu to insegura e confusa com relação ao meu namoro.
- Por quê? Namorar o Orlando era tudo que você queria na vida!
- Eu sei. É que eu acho que... que me apaixonei por outro.
- O quê! Por quem?
- Ele é de lá do Hotel.
- O Max?
- Não.
- Então quem é?
- A Sra. não conhece. (diz Sophie um pouco nervosa)
- É hospede ou funcionário?
- Isso importa? (pergunta Sophie)
- Não, mas eu quero saber. (diz Susan)
- É funcionário.
- Trabalha em que área do Hotel?
- Mãe...
- Sophie, custa me contar?
- Não é que custa, é que não importa. (diz Sophie)
- Quantos anos ele tem? Qual é o nome dele?
- Mãe... por favor!
- Sophie, por que tanto mistério? Eu quero saber por quem você tá querendo trocar o Orlando.
- Não to querendo trocar o Orlando. Eu só disse que tava insegura e confusa.
- Disse também que acha que se apaixonou por outro e eu quero saber quem é.
- Mãe, eu não quero mais falar sobre isso, por favor! Eu já tomei uma decisão, não vou mais ao Hotel por que não quero vê-lo e vou continuar namorando o Orlando.
- Isso não se faz Sophie. Você está agindo errado.
- Agindo errado!
- Sim. Você não pode enganar o Orlando.
- Não to enganando.
- Tá sim. Você não o ama mais. Por que não conta a verdade pra ele?
- Eu não disse que não o amava mais.
- Por que não quer me dizer quem é esse home que está confundindo seus sentimentos?
- Não me pergunte mais nada, por favor! (diz Sophie chorando)
Sophie vai para seu quarto e tranca a porta, ela não queria mais prolongar esse assunto. Ela vai tomar um banho e não consegue conter o choro ao se lembrar do quase aconteceu entre ela e o Sr. Wilkinson. Depois de meia hora Susan que ainda estava na sala se perguntando aonde foi que errou com sua filha, resolve ir dormir. Sophie já estava deitada, mas não conseguia dormir.
Em seu quarto o Sr. Wilkinson que não parava de pensar em Sophie também não conseguia pegar no sono. Ele zanzava de um lado ao outro. Tentou ler, mas as palavras não faziam sentido. Ele joga o livro no canto do sofá e se deita no mesmo.
Sophie depois de chorar muito foi vencida pelo sono. Só às quatro da madrugada foi que o Sr. Wilkinson conseguiu dormir ali mesmo no sofá.
Logo cedo Max foi ao Hotel e voltou ao seu trabalho no restaurante. Gisele saiu para mais uma sessão de fotos. Na hora do almoço Anne e Orlando foram à casa de Sophie. Max pediu a Anne para agradecer a Sophie em nome dele por ele ter voltado a trabalhar. O problema é que ele fez isso na frente de Orlando que ainda não sabia que Sophie havia ido lá no Hotel falar com o Sr. Wilkinson. Na casa de Sophie, Orlando e ela se desentenderam um pouco, Sophie explicou a Orlando que iria contar a ele e que não poderia ter deixado de ajudar o amigo. Orlando acabou entendendo e desculpando-a. Anne conversa com Sophie sobre a faculdade e as duas decidem se matricular só no próximo ano. Assim poderiam acompanhar as aulas desde o início, já que perderam dois meses deste período. Anne sai da casa de Sophie, volta ao Hotel e se encontra com Johnny escondido em seu quarto. Orlando continuou na casa de Sophie e a sentiu muito distante. Já de noite depois que Johnny foi pra casa, Anne foi ao escritório do Sr. Wilkinson para conversar sobre sua decisão de não cursar a faculdade este ano. Ele ficou furioso, pois não aceitava que ela adiasse os estudos, afinal de contas seria praticamente um ano inteiro perdido. Anne não voltou atrás em sua decisão e saiu do escritório deixando o Sr. Wilkinson a ponto de explodir com tanto atrevimento. Orlando volta ao Hotel e janta com Anne e Gisele. No outro dia Anne foi ao hospital acompanhada de Sophie para tirar os pontos da mão que já estava cicatrizada.
Se passam dois meses...
Nesse período Anne e Johnny continuaram se encontrando escondidos, às vezes no quarto dela, outras no iate e na casa dele. O Sr. Wilkinson ficava com o pé atrás pelas saídas de Anne, mas ela sempre dizia que ia à casa de Sophie que durante esses dois meses não apareceu no Hotel como prometera. O Sr. Wilkinson estava mais insuportável do que nunca por causa da ausência de Sophie. Ele discutia com todo mundo e descontava qualquer besteira do salário dos funcionários. Ele e Orlando quase se pegaram aos socos uma vez no quarto de Anne por causa de Sophie, mas Anne conseguiu apartar a briga. Apesar do Sr. Wilkinson ter dito a Sophie que não ia mais lutar por ela, ele não conseguia parar de sentir ciúmes e de ter muito ódio de Orlando quando o mesmo falava sobre seu namoro com Sophie em sua frente apenas para provocá-lo.
Orlando por várias vezes tentou fazer amor com Sophie que sempre se recusava alegando não estar pronta. Uma vez eles brigaram feio, quase terminaram o namoro por causa disso. Eles ficaram dois dias sem se falar, mas depois fizeram as pazes. Anne estava tomando anticoncepcional, não podia arriscar ficar grávida, já que o Sr. Wilkinson não sabe que ela e Johnny estão juntos novamente. Gisele já havia terminado suas sessões de fotos e só estava esperando o lançamento da revista para poder voltar pra Londres.
Falta apenas uma semana para o aniversário de Johnny que fará 47 anos. Seus amigos mais íntimos Tim Burton e a esposa Helena Bonham-Carter estão organizando uma festa para ele que será em Londres. Isso causou um pequeno desentendimento dele com Anne que não queria que ele fosse. Ele ficará apenas por dois dias em Londres, mas mesmo assim ela não quer ficar longe dele já que não poderá acompanhá-lo, ao contrário de Gisele que disse que irá com ele. Orlando também irá e está tentando convencer Sophie a ir junto que se recusa já que não fala com Johnny. Susan já até consentiu que a filha acompanhe Orlando. Susan está torcendo muito para que esse namoro dê certo.
Ela percebeu que nesses dois meses a filha estava cada vez mais desanimada com o namoro.
A casa de Orlando já está completamente mobiliada e decorada e ele poderá se mudar a hora que quiser. Anne e Orlando estão passando o final de tarde na casa de Sophie.
- Então Sophie, o que você decidiu? (pergunta Orlando)
- Eu já disse que não vou. Não insista!
- Anne, será que dá pra você convencer a sua amiga a me acompanhar?
Quando Anne foi abrir a boca pra falar, Sophie a interrompeu.
- Anne, será que dá pra você convencer o seu amigo a desistir dessa idéia absurda?
Mas uma vez Anne foi tentar falar só que Orlando também a interrompeu.
- Não é absurda! (diz Orlando pra Sophie)
- É sim. Eu não falo com Johnny e não vou ser hipócrita e aparecer no aniversário dele.
Anne olha de um para o outro como se estivesse num jogo de ping-pong.
- Não briguem, por favor! (diz Anne)
- O que você acha, ela deve ir ou não? (pergunta Orlando pra Anne)
- Orlando, eu não quero ser a favor nem contra nenhum dos dois, eu até entendo que você queira a companhia de Sophie, mas de certa forma ela tem razão. Como ela vai no aniversário do Johnny se não fala com ele?
- Viu! (diz Sophie pra ele)
- Então faz as pazes com ele. (diz Orlando pra Sophie)
- Não quero!
- Tudo que você sabe dizer é NÃO! Pra qualquer coisa que eu peça você diz NÃO! (diz Orlando)
- Não é verdade. E eu sei a que você está se referindo. Pensa que eu não entendi?
Anne abaixa a cabeça. O clima estava ficando constrangedor.
- Sophie, eu não quero brigar. (diz Orlando)
- Então pense duas vezes antes de abrir a boca. (diz ríspida)
- Ok, me desculpe! (diz ele)
Anoitece e Anne e Orlando jantam lá na casa de Sophie. Depois do jantar Orlando e Anne voltam pro Hotel. Quando Anne estava passando pelo saguão, o Sr. Evans a chama.
- Pois não Sr.! (diz Anne)
- Srta., o Sr. Depp está no restaurante e pediu para a Srta. ir vê-lo quando chegasse.
- Obrigada! (agradece Anne bem sorridente)
- De nada!
Anne e Orlando vão ao restaurante e vêem Johnny na companhia de Gisele. Anne não pôde deixar de sentir ciúmes. Ela e Orlando se olham, se aproximam da mesa e cumprimentam Gisele e Johnny.
- Oi amor! Eu estava fazendo companhia pra Gisele até você chegar.
- Eu pensei que você não viria hoje. (diz Anne)
- Resolvi fazer uma surpresa. Não gostou?
- Claro que gostei. Mas é melhor não sermos vistos juntos. Eu vou pro meu quarto e vou deixar a porta destrancada pra você entrar.
- Ok. (diz Johnny)
- Boa noite Gisele! (diz Anne)
- Boa noite Anne!
Orlando também se despede de Gisele e de Johnny e depois acompanha Anne até o quarto já que o dele também fica no mesmo corredor.
- Orlando, eu não gosto de ver você e Sophie brigarem.
- Eu também não gosto de brigar com ela, mas tá ficando muito difícil.
- Tenta compreender Orlando. Tenta ser mais paciente com ela.
- Paciente! Mais do que eu já sou? Impossível!
- Eu sei. (diz Anne)
- Deixa pra lá. Depois a gente conversa. Daqui a pouco Johnny sobe, é melhor você entrar.
- Tá bom. Boa noite! (diz Anne)
- Boa noite!
Orlando dá um beijo no rosto de Anne e vai pro seu quarto. Depois que Anne entra no quarto dela, demora uns dez minutos pra Johnny bater à porta. Anne não respondeu porque estava no banho, então Johnny abre a porta e entra.
- Anne. (ele a chama na sala e nada)
Johnny vai até a suíte e não vê Anne, então ele caminha até o banheiro e abre a porta bem devagar. Anne estava de olhos fechados deixando a água cair sobre si. O barulho do chuveiro impediu que ela ouvisse a porta do banheiro se abrindo. Johnny a admira e recua fechando a porta. Ele tira suas roupas, abre novamente a porta e entra sem fazer barulho. Ele delicadamente vai até a porta do Box e quando a abre, Anne abre os olhos num susto.
- Johnny! Que susto! Eu não ouvi você entrar.
Ela o olha completamente nu e pergunta:
- O que você tá fazendo?
- Vou tomar banho com você. (diz ele)
- Tomar banho é? Sei. (diz Anne)
Ele dá um sorriso de canto de boca e entra no Box. Anne o puxa pra debaixo do chuveiro e cola seu corpo ao dele. Ele passa as mãos no próprio rosto e nos cabelos enquanto a água os molhava. Anne envolve seus braços no pescoço dele e começa a beijá-lo. Eles param de se beijar e Anne pergunta:
- Por que você veio agora de noite?
- Porque eu quero ficar com você a noite toda. (diz ele)
- Você vai dormir aqui comigo? (pergunta ela)
- Não necessariamente dormir. (diz ele com um olhar sedutor fazendo Anne rir)
- Você é louco sabia! (diz ela sorrindo)
Eles voltam a se beijar e como não poderia ser diferente eles não concluem o banho e fazem amor lá dentro do Box. Já de banho tomado, Anne e Johnny ficam agarradinhos na cama.
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Amores em Conflito!
RomanceAnne é uma garota de apenas 17 anos, mora com seu tutor o Sr. George Wilkinson em um Hotel de luxo em Los Angeles, seu tutor é o gerente do Hotel. Anne tem lindos cabelos ruivos e lisos com leves cachos nas pontas na altura dos ombros, lindos olhos...
