Capítulo 30

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Falta apenas 1 dia para o Natal. É uma sexta-feira de manhã quando Josh aparece no Hotel.
Anne que havia acabado de tomar café com Johnny e Orlando, passa pelo saguão e vê Josh.

- Oi Anne.
- O que esse cara tá fazendo aqui? (pergunta Orlando)
- Não se meta aonde não foi chamado Sr. Bloom. Minha conversa é com Anne.
- Eu não tenho nada pra conversar com você. Vai embora.
- Anne, por favor! eu prometo que não vou demorar.
- Não tá vendo que ela não quer falar com você, seu estúpido! (diz Johnny)
- Já disse pra não se meterem.
- Já chega Josh. Ou você vai embora, ou eu peço pro meu tutor chamar os seguranças. A escolha é sua.
- Anne, é só um minuto. Eu sei que não me esqueceu, eu vim dizer que não vou desistir de você. Eu não estou com a July, o que aconteceu aquele dia... foi... olha, eu sei que te traí, foi um momento de fraqueza... eu juro que não vai mais acontecer. Me dá uma chance, me perdoa, por favor!
- É muita presunção sua dizer que eu não o esqueci. Eu não te quero mais, eu tenho nojo de você, ou melhor... é como se você não existisse. Volta pra July, é o melhor que você pode fazer. Vocês se merecem, são dois inúteis e miseráveis.
- Você vai se arrepender por tudo que está dizendo. Eu juro!
- Não me ameace. Vai embora, eu não quero nunca mais olhar pra sua cara.

Josh sai do Hotel revoltado.

- Anne... você tá bem? (pergunta Orlando)
- Muito bem. Pela primeira vez depois do que ele fez, eu me sinto ótima.
- Que bom ouvir isso. (diz Orlando)
- Foi bom ele ter aparecido. Pelo menos eu tive certeza de que ele me é indiferente, e que o único sentimento que tenho por ele é desprezo.
- Por um momento eu pensei que você fosse perdoá-lo. (diz Johnny)
- Nunca. Eu jamais voltaria a ser namorada desse imbecil. Eu não confio mais nele. Minha vida seria um inferno porque com certeza a July não ia nos deixar em paz. Eu ia viver desconfiando de que ele poderia estar com ela. Eu não quero isso pra mim. Confiança e fidelidade acima de tudo.
- Fico feliz por você pensar assim. (diz Orlando)
- Mas isso não quer dizer que o meu coração esteja aberto, pelo menos não ainda.

Johnny e Orlando apenas se olham.
As horas passam, eles almoçam juntos como sempre e logo depois do almoço Anne resolve ligar pra Sophie.

- Alô!
- Oi Sophie.
- Oi Anne, tudo tranquilo por aí? o crocodilo velho não voltou atrás e proibiu você de ser amiga de Johnny e Orlando não né?
- Não, não. Nem fala uma coisa dessas. Crocodilo velho é? o que aconteceu com o dragão?
- Ah já enjoei. Crocodilo velho combina mais com ele.
- Você é demais Sophie. (diz Anne rindo)
- Eu to ligando pra confirmar se você e Susan vão vir amanhã.
- Com certeza! até parece que eu ia deixar de passar o Natal com você, Johnny e Orlando.
- Ok. Então até amanhã à noite. (diz Anne)
- Até, beijos. E como sempre manda um beijinho pra eles.
- Eu mando sim. Outro pra você também.
- Sophie mandou um beijo pra vocês.
- Obrigado! (agradecem eles)

A sexta-feira passa rápido.
Já é sábado à noite, 24 de Dezembro, véspera de Natal.
O Hotel está movimentado, terá uma linda ceia de Natal para os hospedes.
Johnny e Orlando estavam esperando Anne no saguão quando chegam Sophie e Susan.

- Ho, ho, ho... (diz Sophie se aproximando, fazendo Johnny e Orlando olharem para trás para ver quem era)
- Oi Sophie. Oi Susan. (diz Orlando as cumprimentando)
- Tudo bem Orlando? (pergunta Susan)
- Tudo ótimo.
- Oi Johnny. Cadê Anne? (pergunta Sophie)
- Oi. Ainda não desceu.
- Oi Susan. (Johnny a cumprimenta)
- Como vai? (pergunta ela)
- Bem, obrigado. Vocês duas estão lindas! (diz Johnny)
- Obrigada. (agradecem Susan e Sophie)
- E aí, como o crocodilo velho tem tratado vocês?
- Digamos que ele não tem apreciado muito que Anne esteja em nossa companhia, mas... tem se comportado direitinho. (diz Johnny rindo)
- Que bom. (diz Sophie)
- É só falar na praga que ele aparece. (diz Sophie)
- O que você disse? (pergunta Johnny e Sophie indica com a cabeça que o Sr. Wilkinson estava se aproximando)
- Boa noite! (diz Sr. Wilkinson)
- Boa noite! (respondem Johnny, Orlando e Susan)
- Nossa como ele é educado. (diz Sophie por entre os dentes)
- O que disse Srta.?
- Eu disse boa noite Sr.
- Boa noite. (responde ele com cara de poucos amigos)
- E Dawson, cadê?
- Ah deve ter ido dar uma voltinha no trenó do papai Noel, mas não se preocupe que de meia noite ela deve descer pela chaminé. (diz Sophie)

Johnny e Orlando são os únicos que dão uma boa gargalhada.

- Me poupe de suas gracinhas Marks.
- Sophie, pelo amor de Deus! (diz Susan)
- Relaxa Sr. hoje é véspera de Natal. Sorria e seja feliz! (diz Sophie com um sorriso largo. Johnny e Orlando não estão se aguentando de tanto rir)

O Sr. Wilkinson sai bufando de raiva.

- Sophie, se você ficar provocando o tutor de Anne, nós vamos embora agora mesmo.
- Ah qual é mãe. Uma piadinha não faz mal a ninguém.
- Mas parece que a ele fez. (diz Orlando ainda rindo)
- É verdade. Eu nunca vi ele sorrir, mas também... quem disse que crocodilo ri? (eles continuam rindo, menos Susan que tava morta de vergonha das piadas da filha)
- Sua filha tem um ótimo senso de humor. (diz Johnny)
- Eu que o diga. (responde Susan)

Finalmente Anne desce as escadas deslumbrante, deixando Johnny e Orlando de queixo caído.
Ela estava com um vestido frente única azul combinando com seus olhos, justo na cintura e bem solto nas pernas, a altura dele era um pouco acima dos joelhos, não muito curto mas apareciam um pouco de suas coxas. Anne tinha belas pernas. Usava sandálias de salto alto pretas. Seus lindos cabelos ruivos lisos e com cachos nas pontas estavam soltos.

- Oi. Esperaram muito? (pergunta ela)
- Não. Foi só o tempo de Sophie fazer umas piadinhas com seu tutor. (diz Orlando)
- Oi Sophie. O que você disse pra ele? (perguta ela dando um abraço em Sophie)
- Nada amiga. Coisa boba... só que você tinha ido dar uma voltinha no trenó do papai Noel e de meia noite ia descer pela chaminé. Foi assim um papo informal sabe.
- Meu Deus Sophie! o que ele fez?
- Saiu revoltado né meu anjo. (diz Susan indo cumprimentá-la)
- Oi Susan. Tudo bem?
- Tudo. Tirando as gracinhas da Sophie é claro.
- Ai amiga me desculpa mas nem o espirito Natalino consegue mudar o humor do seu tutor.
- É eu sei. (diz Anne)
- Então... o que tem de bom pra comer neste Hotel? (pergunta Sophie fazendo Johnny, Orlando e Anne rirem)
- Sophie...! (diz Susan)
- Que foi? eu vim pra comer também. Eu quero encher a pança!
- SOPHIE...! (mais uma vez Susan fica sem jeito. Johnny e Orlando estão as gargalhadas)
- Eu acho que nunca ri tanto em minha vida. (diz Johnny)

A festa de Natal está sendo realizada no salão de festas do Hotel. Eles seguem pra lá.
O salão que é enorme está todo decorado com enfeites de Natal. Tem algumas mesas compridas, também decoradas que estão com os comes e bebes, e muitas mesas com cadeiras pros hospedes comerem com algum conforto. Os hospedes tinham livre acesso às comidas e bebidas, eles podiam se servir à vontade do que quisessem, não precisavam de garçom.
Estava tocando uma música e lá tinha um espaço livre pra quem quisesse dançar.

- Nossa a decoração ta linda! (diz Susan)
- É verdade. (diz Anne)
- Hum... eu to gostando mesmo é do que está em cima das mesas. (diz Sophie se referindo a comida, fazendo todos rirem novamente)
- Vai com calma hein Sophie, se não você vai acabar passando mal. (diz Anne)
- Pode deixar.

Johnny e Orlando pegam duas mesas e juntam elas pra sentarem todos juntos.
Quando Sophie estava se servindo de um delicioso pedaço de torta de brigadeiro, Max que também estava lá, se aproxima.

- Oi Sophie.
- Max, quanto tempo. Acho que a gente não se vê desde a formatura, não é?
- É verdade.
- Que sorte você não trabalhar hoje.
- Nem me diga.
- Mas o que você tá fazendo aqui? não devia estar com sua família? (pergunta Sophie)
- Eu vou. Só to dando uma passadinha rápida por aqui.
- Ah tá.
- Você tá linda!
- Obrigada.
- É... eu não vou poder demora muito então eu gostaria de saber se você não... não quer dançar comigo.
- Tudo bem. (diz Sophie)

Sophie deixa de lado a torta que nem tinha começado a comer e vai dançar com Max.

Só que Sophie não está muito à vontade por causa de Orlando. Ela tinha medo que ele pudesse pensar que ela e Max tinham alguma coisa.

- Olha lá, Sophie tá dançando com Max. (diz Anne)
- Esse não é o rapaz que acompanhou ela no baile de formatura? (pergunta Susan)
- É ele mesmo. (diz Anne)
- Ele é bonito! não formam um casalzinho lindo? (pergunta Susan)
- Nada contra o Max, mas acho que ela combina mais com Orlando. (diz Johnny)

Orlando o olha reprovando o que acabara de dizer e fica aquele silêncio à mesa.

- Eu vou buscar uma bebida. Alguém vai querer? (pergunta Orlando)
- Não Obrigada. (diz Susan)
- Não. (diz Johnny)
- E você Anne, quer que eu lhe traga alguma coisa?
- Não precisa, obrigada.

Sophie vê quando Orlando passa.

- O que foi? você tá meio tensa. Tá preocupada com alguma coisa? (pergunta Max)
- Não. Não é nada.
- Tem certeza?
- Tenho.

Orlando passa de volta com uma bebida e Sophie o olha novamente, fazendo Max perceber.

- Você tá assim por causa dele, não é?
- Quem?
- O Sr. Bloom. Você gosta dele, não gosta?
- Eu vou ser sincera, não gosto não. Eu amo.

Max abaixa a cabeça meio triste, nesse momento eles já haviam parado de dançar.

- Eu também vou ser sincero. Eu gosto muito de você Sophie.
- Max...
- Não, deixa eu falar, se não vou perder a coragem. Eu gostava muito de Anne, mas depois do baile de formatura eu percebi que tava apaixonado mesmo é por você. Eu pensei que você pudesse me dar uma chance.
- Max, você é um rapaz maravilhoso e muito lindo. Estou sendo sicera, não to dizendo isso só porque estou na sua frente não. Eu gosto muito de você, mas é como amigo, me desculpe tá dizendo isso, eu sei que magoa mas eu amo Orlando.
- Tudo bem. Eu entendo. (diz Max)
- Você não vai ficar triste comigo, vai? (pergunta Sophie)
- Não. De jeito nenhum. Você pelo menos me dá o prazer da sua amizade? (pergunta ele)
- Claro que sim.
- Que bom. Bem... é melhor eu ir.
- Você não tá indo só pelo que eu disse não é?
- Não, eu realmente não posso demorar. Eu só vejo meus pais nos dias de folga. Preciso passar mais tempo com eles.
- Tudo bem, vai lá. Feliz Natal.
- Feliz Natal.

Max vai até a mesa em que Anne está, cumprimenta todos e vai embora.

- Sophie o que aconteceu? (pergunta Anne)
- O Max se declarou pra mim e pensou que eu fosse dar uma chance à ele. (diz ela dando uma olhada pra Orlando pra ver qual seria a reação dele. O que Sophie disse não o abalou nem um pouco. Orlando não ficou com nenhum ciúmes dela)
- Que lindo minha filha. O que você disse?
- Que não é claro.
- Por quê? (pergunta Susan)
- Mãe você sabe que eu não o amo.
- Claro que eu sei. Você só tem olhos pro...
- MÃE...! (Sophie a interrompe achando que Orlando não sabe que ela o ama)

Se passam alguns minutos e começa a tocar uma música muito romântica que Anne adora.

- Nossa eu adoro essa música. (diz Anne)
- Você quer dançar? (pergunta Orlando)

Anne fica meio sem graça, olha pra Sophie que abaixa a cabeça, mas acaba aceitando.
O convite de Orlando havia deixado Johnny e Sophie morrendo de ciúmes.
Anne meio sem jeito envolve os braços no pescoço de Orlando e ele envolve seus braços nas costas dela e começam a dançar. Orlando não tira seus olhos dos de Anne, deixando-a mais sem graça ainda.

- Sabia que você fica mais linda ainda quando está envergonhada?
- Obrigada. (agradece ela sem jeito)

A música acaba e Orlando continua olhando fixo pra Anne, que tira os braços do pescoço dele e abaixa a cabeça. Então Orlando põe a mão no queixo de Anne fazendo-a levantar a cabeça. Ele acaricia o rosto dela com as costas da mão e aproxima seu rosto do dela.

- Orlando, por favor!
- Shhh... (faz ele colocando o dedo indicador nos lábios dela)
- Não diz nada. (diz ele)

Ele coloca sua mão por baixo dos cabelos dela segurando em sua nuca e cola seu rosto ao dela e quando os lábios dele estava quase colado aos dela, ela se afasta.
Não satisfeito ele a puxa pela cintura fazendo com que o corpo dela ficasse colado ao seu, então ele a beija. Anne o empurra e quando ela olha pra mesa preocupada que Sophie pudesse ter visto tudo, era tarde demais.
Sophie realmente havia presenciado tudo e levanta bruscamente derrubando a cadeira atrás de si e sai correndo.
Johnny que também viu tudo estava surpreso, mais com a reação de Anne quanto ao beijo que recebeu do que com Orlando que havia dado o beijo. Porque quando ele (Johnny) a beijou, Anne reagiu com um tapa, já com Orlando ela não fez nada. Isso o estava matando por dentro.
Susan havia ido atrás da filha que já estava fora do Hotel.

- Viu o que você fez. (diz Anne pra Orlando)

Anne sai correndo atrás de Sophie e Orlando volta pra mesa.

- Acha que ela vai me odiar por isso? (pergunta Orlando)
- Não sei. (diz Johnny ainda surpreso)
- Que cara é essa Johnny? você parece surpreso.
- E estou mesmo. Não pensei que fosse capaz de beijá-la.
- Surpreso estou eu com sua reação. Não é novidade nenhuma pra você o que eu sinto por Anne.
- Pra mim pode não ser, mas pra Sophie é. Você não podia ter feito isso na frente dela.
- Na hora eu nem me lembrei que ela estava aqui. Me deixei levar pelo momento.

Anne sai do Hotel correndo e vê Sophie com Susan do outro lado da rua.
Ela atravessa a rua e se aproxima de Sophie.

- Sophie...
- Sai daqui sua traidora. Eu não quero falar com você. (diz Sophie chorando)
- Susan, deixa eu falar com ela à sós, por favor!
- Tudo bem. (Susan volta pro Hotel)
- Sophie eu não sou traidora. Eu...
- A quanto tempo estão juntos? Hein... A QUANTO TEMPO ESTÃO RINDO DE MIM? (pergunta ela gritando)
- Para com isso Sophie. Não estamos juntos e muito menos rindo de você.
- Foi ele que me beijou, eu não queria. Acha mesmo que se estivéssemos juntos e não quiséssemos que você soubesse, eu o beijaria na sua frente? Eu jamais namoraria o grande amor da minha melhor amiga, minha irmã...
- Não somos mais irmãs. (diz Sophie)
- Não fala assim. (diz Anne que já estava chorando)
- Acredita em mim, eu e Orlando não temos nada.
- Então por que ele a beijou? (pergunta Sophie indignada)
- Por que... por que ele é que está apaixonado por mim.
- Como sabe que ele tá apaixonado?
- Por que ele se declarou pra mim. (diz Anne com a voz um pouco embargada)
- E quando foi isso? QUANDO? (pergunta Sophie gritando fazendo Anne tomar um susto)
- Eu não lembro o dia certo mas... mas já tem um tempo.

Quando Anne termina de falar Sophie lhe dá um tapa na cara.

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