Anne se senta ao lado de Johnny e ele pergunta:
- Você tá confiando nessa mudança dele?
- Não sei Johnny... é muito estranho porque foi de repente. Ontem mesmo você bateu nele, ele te ameaçou e logo depois ele diz que aceita o nosso relacionamento, apenas ditando algumas regras. E mais... ele queria que eu tirasse o nosso filho e como num passe de mágica ele aceita minha gravidez. Eu realmente não sei o que pensar.
- É, é muito estranho mesmo. É melhor a gente ficar de olhos abertos com ele. (diz Johnny)
- Eu que conheço as tiranias dele desde que nasci não posso simplesmente me dar ao luxo de confiar nele, não é mesmo?
- É verdade. E aí, vamos tomar café? Eu to morrendo de fome. (diz Johnny)
- Vamos. Mas eu não to com nenhum pingo de fome. Pelo contrário, só de pensar em comer eu fico enjoada.
- Eu sei que não deve tá sendo fácil pra você, mas vai ter que comer pelo menos um pouquinho.
- Eu sei. Eu to me esforçando. Mas a comida simplesmente não para no estômago. Tomara que esses enjôos passem logo.
Anne e Johnny saem do quarto e vão tomar café.
- O que você vai querer meu amor? (pergunta Johnny)
- Não sei.
- Que tal um morango ao leite? (pergunta ele)
- Pode ser. (diz ela fazendo cara de desagrado)
- E pra comer, você tem alguma preferência?
- Não quero comer nada. Vou ficar só com o morango ao leite.
- Nem pensar. Você prometeu se esforçar.
- Tá bom, vai. Então eu vou querer o de sempre, torrada com geléia.
- Ótimo! Vou acompanhar você no morango ao leite e nas torradas, pra te incentivar.
- Johnny, não precisa comer isso só por minha causa. Pede o que você tá com vontade de comer.
- Mas eu quero torradas com geléia e morango ao leite.
- Tudo bem. (diz ela)
Ele chama um garçom e faz o pedido. Max que estava servindo uma outra mesa, vê Johnny sentado à mesa com Anne e se aproxima.
- Sr. Depp, que surpresa! Não sabia que tinha voltado.
- Fala rapaz! Tudo bem? (diz Johnny estendendo a mão pra cumprimentá-lo)
- Tudo tranquilo! (Max o cumprimenta)
- Srta. Dawson.
- Oi Max!
- Então Sr. Depp, quando chegou?
- Ontem. Mas não estou hospedado aqui. Estou em minha própria casa.
- Fico feliz que o Sr. tenha voltado. Principalmente por que a Srta. Dawson andava muito tristinha.
Anne dá um sorriso.
- Eu nunca mais vou deixá-la. (diz Johnny)
- Fico feliz por vocês dois. Eu também queria poder ser feliz assim um dia... com Sophie.
- Ai Max, você tá mesmo apaixonado por ela, não é? (pergunta Anne)
- Sim. Mas ela infelizmente ama o Sr. Bloom.
- Aquele idiota! (diz Johnny)
- Johnny. (diz Anne com cara de reprovação)
Johnny olha pro lado torcendo um pouco a boca e torna a olhá-la dando um suspiro de desagrado.
- Max, eu acho que agora que o Orlando foi embora, você deveria tentar conquistar Sophie. (diz Anne)
- A Srta. acha mesmo?
- Sim e também acho que tá na hora de você me chamar de Anne.
Max dá um sorriso.
- Mas o seu tutor...
- É só você não me chamar de Anne quando ele estiver por perto.
Max olha pro Johnny e pergunta:
- O Sr. não se importa que eu a chame pelo primeiro nome?
- De maneira nenhuma. Quer dizer... eu vou me importar sim, se você também continuar me chamando de Sr. Depp. Por que também não me chama de Johnny?
- É que é muito estranho... fica parecendo que estou lhe faltando com o respeito.
- Deixa eu lhe dizer uma coisa Max, chamar as pessoas pelo sobrenome não significa necessariamente que as está respeitando. Nós temos um exemplo aqui mesmo no Hotel. O tutor de Anne sempre a chamou pelo sobrenome e veja com ele a trata. Acha que ele tem algum respeito por ela só por que a chama de Dawson?
- Não, acho que não. O Sr. tem razão! (diz Max)
- Só que você me chamou de Sr. de novo. (diz Johnny sorrindo)
Max sorri envergonhado. O outro garçom se aproxima com o café deles, deixa sobre a mesa e se retira dando uma olhada pro Max.
- É melhor eu voltar ao trabalho, se não vou ser chamado a atenção.
- Vai lá. (diz Johnny)
Max se retira. Anne bebe um pouco do morango ao leite fazendo cara feia. Eles tomam café em silêncio. Johnny tava meio sério.
- O que você tem? (pergunta Anne)
- Até quando você vai ficar defendendo aquele miserável?
- Do que você tá falando Johnny?
- Você sabe do que eu to falando. Do Orlando.
- Eu o defendi?
- Não se faça de desentendida. Você o defendeu agora pouco.
- Não, eu não.
- Defendeu sim. Eu o chamei de idiota e você: Johnny. (ele imita a voz dela) como se tivesse me recriminando por tê-lo chamado de idiota.
- Você me entendeu mal. Eu não o defendi. Só não queria que você falasse daquele jeito na frente do Max. Eu só acho que você não precisa ficar expondo sua briga com o Orlando pros quatro cantos do mundo.
- Minha briga? Você fala como se não tivesse envolvida. Tá esquecida que foi o motivo da briga? A não ser que já o tenha perdoado.
- Eu não acredito que to ouvindo isso. É claro que eu não o perdoei. Sabe o que mais me irrita em você? Esse seu ciúme.
Anne se levanta e joga o guardanapo com raiva sobre a mesa. Ela havia se levantado muito rápido, então suas vistas escureceram e como se fosse cair ela se apóia na mesa e se senta novamente deixando Johnny preocupado.
- Meu amor, o que você tá sentido?
- Não te interessa. (diz ela ríspida)
- Eu é que sou um idiota. Me perdoa!
- Johnny, você tem que aprender a controlar seus ciúmes.
- Eu sei. Prometo que vou tentar. Me desculpa, por favor!
- Tudo bem. Eu quero voltar pro quarto.
- Tá bom. Vamos. (diz ele)
- “Vamos”, é muita gente. Eu vou sozinha.
- Por quê?
- Por que sim. (diz ela)
- Isso não é resposta. Você ainda tá aborrecida comigo, não tá?
- Claro que não.
- Tá sim.
- Já disse que não.
- Então por que não quer que vá com você?
- Por que eu não vou resistir ficar a sós com você.
Ele a olha com um sorriso malicioso e diz:
- Então não resista.
- Eu to falando sério Johnny.
- Eu também. (diz ele com um sorriso de canto de boca)
- É melhor não contrariar o louco do meu tutor, pro nosso bem.
- Mas eu vim pra passar o dia com você. Quer mesmo que eu vá embora?
- É claro que eu não quero.
- Então eu vou com você pro quarto sim.
Anne sorri.
Chegando no quarto Anne tranca a porta à chave. Ela se aproxima de Johnny, pega na mão dele e o leva até a suíte. Anne se deita na cama e chama ele com o dedo indicador e mordendo o lábio inferior. Ele a olha meio de lado com um sorriso contido. Tira os sapatos, sobe na cama e se deita sobre ela. Eles ficam se beijando e acabam fazendo amor.
Depois de um tempo em silêncio, Anne lhe faz uma pergunta:
- Johnny, quando estava em Londres, você... teve alguém?
- É claro que não meu amor. Por que tá perguntando isso?
- É que foram dois meses e... você é homem. Como pôde aguentar esse tempo todo sem sexo?
- Minha querida, há outros meios para aliviar o tesão. Eu não precisaria necessariamente fazer sexo. E o que eu fazia era pensando em você.
Anne corou violentamente.
- Anne, depois de tudo que a gente já fez você ainda fica vermelha com as coisas que eu digo?
Ela dá um sorriso e deita a cabeça no peito dele.
- Sabe... são esses pequenos detalhes em você que me deixa mais apaixonado. A sua timidez me fascina.
Ela fecha os olhos e fica acariciando o abdômen dele. Depois de mais um tempo abraçados, como sempre vão tomar banho juntos. No banho eles ficam abraçadinhos de baixo do chuveiro. Anne se afasta de Johnny e começa a ensaboar o corpo dele. Ele não conseguia conter aquele sorrisinho de canto de boca. Depois ele começa a se molhar tirando toda a espuma. Johnny desliga o chuveiro, passa as mãos no rosto e joga os cabelos molhados pra trás. Ele a puxa pra junto de si e começa a beijá-la. Anne envolve seus braços no pescoço dele e ele a suspende fazendo-a entrelaçar as pernas em sua cintura. Johnny a encosta na parede do boxe já excitado e os dois fazem amor novamente. Depois de fazerem amor eles terminam o banho que havia ficado pela metade. Eles saem do banheiro e vestem suas roupas. Já era hora do almoço.
- Vamos almoçar.
- Não to com fome.
- Anne...
- Tá bom, tá bom. Mas só um pouquinho.
Eles saem do quarto e seguem pro restaurante. Eles almoçam tranquilamente e logo depois voltam pro quarto. Anne passa o resto da tarde dormindo. Johnny ao lado dela apenas a admirava. Depois ele acabou dormindo também. Já de noite, Anne acorda e vê Johnny dormindo ao seu lado. Ela começa a encher ele de beijo fazendo-o acordar. Ele a olha e diz:
- Hum... que jeito mais gostoso de acordar.
Ele olha a hora em seu relógio e vê que já era 19:00 horas.
- Eu não devia ter dormido tanto. (diz ele)
- Pois eu ainda to com sono.
- Claro. Você tem que dormir por dois. Só pode ter tanto sono.
- Vou tomar um banho frio pra acabar com essa moleza. Por que você não vai pro restaurante e pede o nosso jantar pra adiantar enquanto eu tomo banho? Eu não vou demorar.
- Tá bom. Mas você tá bem né? Não tá sentindo nenhuma tontura? Por que se tiver eu fico pra ajudar você no banho.
- Eu to bem Johnny. E não preciso de ajuda pra tomar banho. Eu te conheço muito bem e sei no que daria essa ajuda.
- Só de lembrar começa a me dar umas coisas... (diz ele se aproximando dela)
- Então pode ir tratando de esquecer logo essas “coisas” Por que agora não é o melhor momento para o 3º round.
Johnny dá uma boa gargalhada.
- Se você prefere tomar banho sozinha, fazer o quê né?
- É, prefiro sim. Vai logo! (diz ela empurrando ele pelas costas pra fora do quarto)
Ele relutava sair fazendo corpo mole.
- Anda Johnny.
Já do lado de fora ele pergunta com uma cara sapeca:
- Tem certeza que não precisa de ajuda? Eu posso ensaboar suas costas, pernas, e...
- Tenho! (Anne bate a porta na cara dele e fica rindo)
Quando Johnny vai passando pelo saguão ouve uma conversa do Sr. Evans ao telefone.
- Sinto muito Sr. mas não posso passar essa ligação para a Srta. Dawson.
Ouvindo o sobrenome de Anne, Johnny para. O Sr. Evans continua falando.
- Entenda Sr. Bloom... eu posso ser demitido por isso.
Johnny se aproxima do balcão e diz:
- Deixa eu falar com ele, por favor!
- Sim Sr. (o Sr. Evans lhe entrega o telefone)
- O que você quer com Anne?
Orlando reconhece a voz de Johnny e diz:
- Não é da sua conta. Meu assunto é com Anne.
- Ela não tem nada pra falar com você.
- Mas eu tenho pra falar com ela. Não se meta Johnny. Aliás, o que está fazendo aí? Eu soube que estava em Londres.
- Não que seja da sua conta, mas eu voltei pra ficar ao lado da mulher que eu amo e do nosso filho que está a caminho.
- Filho? Do que você está falando?
- É isso mesmo que você ouviu. Anne está esperando um filho meu. Fruto do nosso amor.
- Está mentindo. (diz Orlando)
- Não me interessa se acredita ou não.
- Eu quero falar com Anne.
- Você não vai falar com ela.
- Vai à merda Johnny! Você não manda nela. Deixe que ela decida se quer ou não falar comigo.
- Vai à merda você! (Johnny bate o telefone na cara de Orlando)
O telefone toca de novo e o Sr. Evans atende e diz pro Johnny:
- É o Sr. Bloom de novo. Ele quer falar com o Sr.
Johnny pega o telefone e diz:
- Pare de ligar pra cá.
- Não vou parar enquanto eu não falar com ela. Vá chamá-la pra mim.
- Você pensa que é quem pra me dar ordens?
Nesse momento Anne desce as escadas e se aproxima de Johnny.
- Com quem você tá falando?
- É Anne, não é? Passe o telefone pra ela.
- Não mesmo.
- Johnny, quem é?
Ele a olha e diz:
- Orlando.
- O que ele quer?
- Falar com você.
- Falar o quê?
- Eu não sei. Mas você não vai falar com ele.
- Johnny, quem decide isso sou eu. Não pode decidir por mim.
- Não acredito no que to ouvindo. Você quer falar com ele?
- Não custa nada saber o que ele quer. (diz Anne)
- Pois pra mim custa.
Johnny volta a falar com Orlando.
- Ela não vai falar com você, desista.
- Para Johnny! Me dá esse telefone.
Johnny a olha revoltado e diz:
- Toma essa merda e faça bom proveito da conversa.
Ele entrega o telefone pra Anne e segue pro restaurante. Anne leva o telefone ao ouvindo, mas não diz nada. Orlando ouve a respiração dela e fala:
- Oi Anne.
Ela continua calada.
- Você não vai falar comigo?
- Você que ligou pra falar comigo, então desembucha logo. O que você quer?
- Você nunca vai me perdoar, não é? (pergunta ele)
- Por acaso você me pediu perdão?
- Não. Mas eu liguei pra isso. Eu percebi que você não teve culpa de nada. Você simplesmente se apaixonou por ele e eu não posso fazer nada pra mudar. Já o Johnny... eu é que não vou perdoá-lo. Ele traiu a minha confiança, traiu a nossa amizade. Ele me apunhalou pelas costas. Tentou conquistar você mesmo sabendo que eu te amava.
- Johnny não tentou me conquistar. Pelo contrário, ele lutou bastante contra esse amor em respeito a você. Mas chegou um momento em que ele não conseguiu guardar esse amor pra si só. Ninguém é de ferro.
- Eu até entendo que ele tenha se apaixonado por você, quem não se apaixonaria? O que eu não perdôo foi ele não ter sido sincero comigo, não ter contado o que sentia. Ele não confiou em mim, não foi meu amigo.
- Orlando... eu não quero mais reviver esse assunto, ainda mais por telefone.
- Tudo bem. Mas eu queria pedir perdão pelo que eu fiz a você.
- Você quase acabou com a minha vida. Eu quase fui para em um colégio interno por sua causa. Mas como você soube que eu não fui?
- Eu não soube. Arrisquei ligar pra cá torcendo que Sophie tivesse mudado de idéia e ido procurar o Johnny pra que pudessem ajudar você. Foi aí que o recepcionista me disse que você não tinha ido embora. Você não sabe como fiquei feliz.
- Anne... me perdoa, por favor! Eu sinto tantas saudades de conversar com você. Eu tive os dois meses mais tristes da minha vida por ter feito aquilo com você.
- Orlando... você precisa saber que eu e Johnny...
- Eu já sei. Ele me disse. Aliás, jogou na minha cara. É verdade que está grávida?
- É.
- Meus parabéns! (diz ele com a voz triste)
- Obrigada! Orlando, quanto ao pedido de perdão... eu... eu preciso pensar.
- Tudo bem. Eu espero o tempo que for preciso, contanto que a resposta seja sim. Eu to pensando em voltar.
- Se você quer voltar por minha causa, é melhor que...
- Anne, não se preocupe, que se eu voltar, prometo não atrapalhar sua vida. Eu só quero voltar a ser seu amigo, eu juro!
- Eu não sei... (diz ela)
- Promete pra mim que vai pensar, por favor!
- Eu prometo!
- Anota o número do meu telefone. Aí quando você achar que tá pronta pra me perdoar é só me ligar.
- Tudo bem. (diz ela)
Anne pede um papel e uma caneta pro Sr. Evans e anota o número do telefone de Orlando.
- Obrigado por me ouvir. Eu vou aguardar sua ligação ansioso.
- De nada! Agora eu preciso ir. Tchau! (diz Anne)
- Tchau!
Anne desliga o telefone e vai até o restaurante. Johnny tava com a cara fechada. Ela se aproxima da mesa e se senta. Ele não diz nada, apenas chama o garçom e pede pra ele trazer o jantar. Eles jantam em silêncio até que Anne resolve se manifestar.
- Johnny... eu queria...
- Eu não to a fim de saber a sua conversa com ele. (diz ele ríspido)
Ele vê um papel na mão dela e pergunta:
- Que papel é esse?
- É o... número do telefone dele. (diz Anne)
- Por que pegou o número do telefone dele?
- Ele me pediu perdão por tudo que me fez e eu...
Johnny a interrompe.
- E você o perdoou é claro! Senão, não teria pego o número do telefone dele.
- Não, eu não o perdoei. Ainda! Eu disse que ia pensar, foi aí que ele me deu o número do telefone pra que quando eu me sentisse pronta pra perdoá-lo era pra ligar pra ele.
- To emocionado! (diz ele irônico)
- Já vi que não tem jeito mesmo. Você prometeu controlar os seus ciúmes.
- Prometi controlar se eu não tivesse motivos para tê-los, mas você acabou de me dar um motivo enorme.
- Você nunca pensou em perdoá-lo? Não sente falta da amizade dele?
Johnny não responde nada.
- Ele me disse que nunca ia perdoar você e que você o apunhalou pelas costas e traiu a amizade dele.
- E você concorda com ele? (pergunta Johnny)
- Claro que não. Mas eu te avisava pra contar tudo pra ele.
- Eu não quero voltar a falar nesse assunto. Pra mim o Orlando tá morto e enterrado e você devia fazer o mesmo.
- Johnny, eu prometi pra ele que vou pensar e é o que eu vou fazer. E se eu tiver que perdoá-lo será independente do que você pensa sobre ele.
- Bravo! Agora você é a boa samaritana. Faça como achar melhor.
- Ele disse que tá pensando em voltar.
- É mesmo? Ótimo! Pelo menos você vai poder perdoá-lo pessoalmente. Quem sabe não oferece um jantar de boas vindas pra ele!
- Eu já to cheia de suas ironias! (diz ela)
- E eu já to cheio dessa conversa. É melhor eu ir pra casa antes que a gente brigue de verdade.
- Por mim, já devia ter ido. (diz ela)
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Amores em Conflito!
RomantikAnne é uma garota de apenas 17 anos, mora com seu tutor o Sr. George Wilkinson em um Hotel de luxo em Los Angeles, seu tutor é o gerente do Hotel. Anne tem lindos cabelos ruivos e lisos com leves cachos nas pontas na altura dos ombros, lindos olhos...
