Capítulo 97

19 1 1
                                        

Sophie se aproxima do Sr. Wilkinson, diz que Anne está na ambulância e ele respira aliviado.

- Gisele também está na ambulância, mas o Josh estava dentro do carro, não deu tempo de resgatarem ele. (Completa Sophie)
- Morrison está morto!? (Diz Sr. Wilkinson descrente)
- Ele não prestava, sequestrou Anne, mas não queria que ele tivesse esse fim, queria que ele fosse preso. (Diz Sophie)
- Concordo! (Diz Sr. Wilkinson)
- Você também disse que a Srta. Novack está numa das ambulâncias?
- Uhum.
- O que ela estava fazendo em companhia do Morrison?
- Não tenho a mínima idéia.

Johnny se aproxima deles e diz:

- Vou seguir as ambulâncias, vocês vão comigo?
- Sim. (Diz Sophie)
- Sim. (Diz Sr. Wilkinson a contra gosto)

Ambos entram no carro de Johnny, Sophie no carona e Sr. Wilkinson no banco de trás.
Johnny segue as ambulâncias e no local do acidente chegam os peritos criminais para investigarem a causa do acidente.
Um monte de jornalistas já estavam no local.
Um policial liga para casa de Josh para dar a notícia.
O Sr. E a Sra. Morrison ficam em choque, Josh era filho único.
July havia visto a notícia na tv.

- NÃOOOO... Josh, meu amor... (Grita ela chorando)

No hospital Gisele está em coma, havia tido um traumatismo craniano.
Anne está entre a vida e a morte e vai precisar de uma transfusão de sangue para sobreviver, porém lá no hospital não havia nenhuma bolsa de sangue compatível com o de Anne e ela não poderia esperar muito tempo que aparecesse algum doador compatível.

Sophie e Johnny fizeram teste e o sangue deles também não eram compatíveis.

- Ela não tem nenhum parente que possa doar o sangue? (Pergunta o médico)
- Não. Na verdade acho que tem pai, mas nunca o conheceu, nem sabemos onde está, se está vivo. Fora ele, ela não tem mais ninguém. (Diz Sophie)

Sophie, Johnny e o médico estavam no corredor do quarto em que Anne estava.

- Eu sinto muito, mas se ela não conseguir um doador o mais rápido possível, ela não sobreviverá. (Diz o médico)

O Sr. Wilkinson que estava saindo do quarto em que Anne estava, (ele havia pedido ao médico para vê-la) ouve o que o médico dissera e diz:

- Eu sou o único que pode salva Dawson.

Todos olham pra ele e o médico pergunta:

- Seu sangue é compatível com o dela?
- Pode ter certeza que sim.
- Como tem tanta certeza? (Pergunta Johnny)

O Sr. Wilkinson respira fundo e diz:

- Porque sou o pai dela.

Johnny estreita os olhos e Sophie que pensara que ele se referira a ser o tutor, diz:

- Dr. ele é o tutor de Anne.

Ela olha pro Sr. Wilkinson e completa:

- Não é porque o Sr. é o tutor dela e a criou que significa que seu sangue seja compatível, desse jeito o meu também seria que somos como irmãs.

- Que parte do Eu sou o pai dela, você não entendeu, Marks?

Johnny fica boquiaberto e Sophie começa a chorar.
Ela vai pra cima dele e começa a dar socos no peito dele.

- Como você pôde esconder isso dela a vida toda? Como você pôde tratá-la tão mal, você fez coisas horríveis com ela, sempre foi um monstro. (Dizia ela aos prantos)

Ele não reagiu, apenas se deixou levar os socos no peito.
Johnny pega ela pelos braços e a faz parar.

- Tire-a daqui Sr. Depp, ela está muito alterada. (Diz o médico)

- Eu nunca vou te perdoar e aposto que Anne também não. (Diz Sophie se desvencilhando dos braços de Johnny e sai correndo)

- Sophie... (Diz Johnny)
- Deixe-a Sr. Depp, ela precisa ficar sozinha. ( Diz Sr. Wilkinson)

Johnny o olha e pergunta:

- Então é verdade mesmo? O Sr. é o pai dela?
- Sim.
- Porque escondeu isso dela?
- Isso não é da sua conta, se eu tiver que explicar alguma coisa, será para Dawson.
- O Sr. vai doar o sangue? (Pergunta o médico)
- Sim.
- Então vamos fazer o exame para ver se o Sr. é mesmo compatível.

O médico e o Sr. Wilkinson se retiram e Johnny vai até a recepção do hospital e se senta para esperar.

Finalmente o sangue do Sr. Wilkinson é colhido e a transfusão é feita em Anne.
Sr. Wilkinson chega à recepção com o terno pendurado no braço direito e com a manga da camisa enrolada em seu braço esquerdo, mostrando que ele havia tirado sangue.
Ele se aproxima de Johnny e se senta ao seu lado.

- E agora? (Pergunta Johnny)
- Agora é esperar.

Sophie que estava do lado de fora do hospital, liga pra sua mãe e conta o que aconteceu.
Susan fica desesperada e vai até o hospital acompanhada por Jack.
Logo eles chegam.

- Mãe...Anne tá muito mal. (Diz Sophie abraçando a mãe)
- Vai dar tudo certo meu amor, ela vai sair dessa.

Jack dá um abraço em Sophie e depois ele e Susan entram no hospital. Sophie continuou do lado de fora.
Eles cumprimentam Johnny e o Sr. Wilkinson.

- Qual o real estado de Anne? (Pergunta Susan)
- Ela precisou de uma transfusão de sangue. O pai dela fez isso. (Diz Johnny)
- Pai? Como assim?
- Ele. (Diz Johnny indicando Sr. Wilkinson com a cabeça)
- Ah sim, você quis dizer tutor dela.
- Ele disse pai não tutor. (Diz Sr. Wilkinson)
- Então o Sr...
- Sim, sou o pai dela.

Susan e Jack ficam boquiabertos.

- Porque o Sr. Escondeu isso dela por tantos anos?
- Isso só responderei a Dawson.
- Sim, claro. Me desculpe.

O médico se aproxima e diz que a transfusão foi feita e agora é aguardar a recuperação dela. O estado ainda é delicado mas já estava fora de perigo.
Todos respiram aliviados.

- Dr., como é o estado da Srta. Novack? (Pergunta Johnny)
- Ela está em coma, seu estado é gravíssimo, sinto muito.
- Eu poderia vê-la?
- No momento não, mas avisarei quando ela puder receber visitas.
- Obrigado!
- Hoje a Srta. Dawson não poderá receber visitas, então acho melhor irem pra casa e descansar.
- Não vou sair daqui. (Diz Johnny)
- Muito menos eu. (Diz Sr. Wilkinson)
- O Sr. Já fez sua parte que era doar o sangue, não precisa mais ficar aqui, pode deixar que eu cuido dela.
- Eu sou o pai dela, vou ficar.
- E eu sou o noivo.
- Noivo? Não seja ridículo! (Diz Sr. Wilkinson debochado)
- Agora o Sr. É o pai? Não acha tarde demais pra isso?
- Quem decidirá isso é Dawson.

Johnny ri debochado e quando vai falar mais alguma coisa, o médico o interrompe.

- Srs. Por favor... Não adianta ficarem aqui. Vão para suas casas, amanhã poderão vê-la.

- Ok, então amanhã estarei aqui. (Diz Johnny)
- Pode ter certeza que eu também. (Diz Sr. Wilkinson)

Johnny o olha com cara de poucos amigos. Estava demorando para eles voltarem a brigar.

Já do lado de fora do hospital, Sr. Wilkinson olha pra Sophie e ela vira o rosto.
Johnny meio a contra gosto oferece carona para o Sr. Wilkinson, que é claro rejeitou.

- Pare com isso, eu lhe trouxe, posso levá-lo até o hotel. Não seja orgulhoso.
- Não estou sendo orgulhoso.
E o Sr. Me trouxe até o hospital de lá do local do acidente, porque do hotel eu vim no carro da polícia.
- Os policiais deveriam ter aproveitado a oportunidade. (Resmunga Johnny)
- O que disse?
- Nada...nada... Então, vai ou não?

O Sr. Wilkinson faz um murchocho com a boca e diz quase inaudível:

- Sim.

Como no carro de Johnny não teria espaço para todos, Susan, Jack e Sophie foram de táxi.

Todos no Hotel souberam do que aconteceu e ficaram muito tristes por Anne.

Orlando ficara arrasado com o que aconteceu com Anne, e também surpreso por Gisele ter feito isso, porque com relação a Josh ele sabia que era capaz de qualquer coisa.

Johnny liga pra Tim, e conta tudo, ele ficou em choque, apesar de não conhecer Anne, ficara arrasado por Johnny e decepcionado com Gisele, mas mesmo assim não deixava de sentir pena pelo estado em que ela se encontrava.

- Tim, será que você poderia entrar em contato com os pais dela, se não me engano eles moram na França.
- Claro Johnny, pode deixar. Eu tenho o contato deles.
- Obrigado amigo!
- Imagina!

Johnny desliga e Tim conta tudo para Helena, ela ficara arrasada.

- Apesar de tudo quero que ela se recupere. (Diz Helena com um pesar na voz)
- Não quero ser pessimista, mas receio que não minha querida. Johnny disse que ela teve traumatismo craniano.
- Ôh, que triste. Tão jovem, tão linda!
- Sim, mas essa paixão possessiva dela por Johnny ainda lhe traria péssimas consequências.

Helena balança a cabeça em afirmação.

Já no outro dia todos foram ao hospital para visitar Anne.
Lá além do Sr. Wilkinson e Johnny, também estavam Susan, Jack, Sophie e Orlando.

- Tem gente demais aqui. Alguns totalmente desnecessários. (Diz Sr. Wilkinson se referindo a Orlando porque estava com ciúmes de Sophie)
- Aqui não tem nem metade dos amigos dela, se todos viessem, o Hotel ficaria vazio. (Diz Johnny se referindo aos amigos que Anne tem no hotel)
- De fato! (Concorda Sr. Wilkinson meio a contra gosto)

Max, Richard e o Sr. Evans pediram permissão ao Sr. Wilkinson para visitar Anne, mas ele não autorizou.

O médico aparece na recepção e diz:

- A Srta. Dawson está acordada, quem irá vê-la primeiro?

- EU! (Dizem Johnny, Sophie e o Sr. Wilkinson em uníssono)

Os três se olharam e o Sr. Wilkinson diz:

- Eu vou primeiro, já que sou o pai.
- Eu que vou, sou a melhor amiga desde a infância, o Sr. Tá querendo ser o pai agora, então não conta. (Diz Sophie de braços cruzados)
- E eu sou o noivo. (Completa Johnny)
- Ainda com essa história de que é o noivo. (Diz Sr. Wilkinson com cara de desgosto)
- Não é história, eu sou e o Sr. Querendo ou não, vamos nos casar.
- Isso é o nós vamos ver.
- CHEGA! (Grita Sophie histérica)

Todos olham pra cara dela.

- Srta. Isso aqui é um hospital, silêncio!
- Perdão Dr. (Diz com um sorrisinho)
- E os Srs., se pararem com essa confusão deixarei que entrem juntos, mas se brigarem dentro do quarto terei que expulsá-los.
- E eu? (Pergunta Sophie)
- Vou deixar que entrem de dois em dois.
- Ah não, me deixa entrar com eles, por favor, eu imploro! (Diz Sophie juntando as mãos)

O médico respira fundo e diz:

- Ok, mas como já falei, não quero desentendimentos dentro do quarto. A Srta. Dawson precisa descansar.

- Prometo que vou ficar quietinha.

O médico acompanha Johnny, Sr. Wilkinson e Sophie até o quarto de Anne.
Susan, Jack e Orlando esperam na recepção.

Os três entram no quarto e vêem Anne deitada com soro no braço esquerdo e a testa enfaixada.

- Meu amor...pensei que fosse te perder, tive tanto medo. (Diz Johnny indo até a cama e dando um selinho em Anne)

Ela o olha descrente com o que ele acabara de fazer na frente do Sr. Wilkinson.

- Já chega Sr. Depp.
- Para de ser implicante crocodilo. Aceita que dói menos. (Diz Sophie e ele levanta uma sobrancelha)

Sophie vai até Anne e lhe dá um beijo no rosto.

- Amiga, estou tão feliz por você está fora de perigo.

Sr. Wilkinson também se aproxima e diz:

- Eu tive medo que acontecesse o pior com a Srta.

Anne levanta uma sobrancelha não acreditando nas palavras dele.

- Eu tive tanto medo. (Diz Anne chorando)
- Calma amor, já passou.
- Como isso aconteceu Anne? Se estiver em condições de contar é claro. (Diz Sophie)

Anne com a voz trêmula começa a contar tudo com detalhes.

- Meu Deus, que loucura. Não acredito que Gisele teve a coragem de se aliar àquele canalha. (Diz Johnny)

- Por falar neles, o que aconteceu com eles?

- Gisele está internada aqui, e está em coma. Ela teve traumatismo craniano. Já o Morrison... (Johnny faz uma pausa)
- Anne, o carro explodiu... não conseguiram tirar ele a tempo. (Diz Sophie)
- Meu Deus, que horror. (Diz ela com lágrimas nos olhos)

Apesar de tudo Anne não iria ficar feliz com algo tão terrível.

- Dawson, a Srta. Estava entre a vida e a morte e precisou de uma transfusão de sangue, mas aqui no hospital não tinha nenhuma bolsa de sangue e ninguém compatível com o seu, exceto por uma pessoa...

Sophie e Johnny se olharam depois olharam para o Sr. Wilkinson.

- Quem?
- Eu.
- O Sr. Me doou seu sangue? O Sr. Quis salvar minha vida? (Diz com lágrimas nos olhos)
- Sim.
- Que sorte o seu sangue ser compatível com o meu.
- Não foi sorte Dawson...

Johnny e Sophie se olharam novamente e Johnny diz:

- Vamos deixá-los à sós.
- Fique Depp. Marks também. Ela irá precisar do apoio de vocês.
- Porque vou precisar do apoio deles? O que está acontecendo?

Sr. Wilkinson respira fundo e quando estava prestes a contar a verdade, ele diz:

- Não sei se consigo...
- Termine o que começou, não seja covarde como foi a vida toda, conte a verdade! (Diz Sophie friamente)
- Gente...o que está acontecendo, por favor...de que verdade você está falando Sophie?

O Sr. Wilkinson se enche de coragem e diz:

- Seu sangue é compatível com o meu porque... porque eu sou seu pai.

- Que brincadeira é essa? (Pergunta ela com a voz trêmula)
- Não é nenhuma brincadeira Dawson...eu sou seu pai.
- É mentira...me diga que é mentira... (Diz já chorando)
- Sophie... Me diz que ele tá mentindo... (Completa ela)

Sophie também já chorando balança a cabeça negativamente.

- SAI DAQUI...SAI DAQUIIII...EU TE ODEIO ..SAIIII...

- Calma meu amor... (Diz Johnny com lágrimas nos olhos)
- Como pôde me esconder isso? Como pôde me fazer tanta coisa ruim... porque me odeia tanto? Porque nunca me deu seu amor de pai? PORQUEEEE...
- PORQUE A SRTA. MATOU O GRANDE AMOR DA MINHA VIDA... A Srta. Me tirou minha doce Evelyn...se não estivesse nascido ela ainda estaria comigo...

Essas palavras não afetaram apenas Anne, mas Sophie também. Ela ouvira da boca do homem que ama a declaração de amor pela mãe de Anne.
Sophie o olha descrente chorando muito, ele quando finalmente cai em si que ela ouvira tudo, a olha.
Sophie sai correndo do quarto.

- Dawson...
- O Sr. É um monstro. Como pôde me dizer isso tudo, como pôde magoar Sophie desse jeito...ela o ama... não merece o amor dela e nem o meu como filha. Sai daqui!
- Dawson...( Diz ele tentando se aproximar dela)
- SAIIIII... (Grita Anne chorando)

O médico entra no quarto dizendo:

- O que está acontecendo aqui? Eu disse que não queria brigas. Saiam todos, a Srta. Dawson precisa descansar.
- Dr. Me deixe ficar, ela precisa de mim, por favor... (Diz Johnny)
- Dr. Deixe-o ficar...o único culpado sou eu, ela realmente precisa dele.

Depois de dizer isso tudo, o Sr. Wilkinson sai do quarto.

- Ok Sr. Depp, pode ficar. Mas vou aplicar um calmante na Srta. Dawson e assim que ela adormecer o Sr. Irá embora.
- Ok.

Anne chorava sem consolo.

- Calma amor, estou aqui com você.

O médico aplica um sedativo no soro de Anne e se retira do quarto.
Johnny se senta na beirada da cama ao lado de Anne e a abraça. Depois de um tempo ela acabara adormecendo.

Amores em Conflito!Onde histórias criam vida. Descubra agora