Capítulo 28

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- Eu não queria que você soubesse nunca, mas eu me apaixonei por você desde o primeiro dia que a vi.
- Por que não queria que eu soubesse?
- Primeiro porque você é comprometida, quer dizer... era. E segundo porque o meu melhor amigo é apaixonado por você. Orlando não sabe o que eu sinto por você e quero que continue assim.
- Por que não quer contar pra ele?
- Pelo mesmo motivo que você não conta pra Sophie que Orlando é apaixonado por você. Quero evitar sofrimentos desnecessários.
- É, eu tinha me esquecido que estou mentindo pra Sophie.
- Não está mentindo, apenas omitindo. (diz Johnny)
- Pra mim dá no mesmo. (diz Anne)
- E então, o que vai fazer? (pergunta Johnny)
- Com relação a que?
- Agora que você sabe o que eu sinto...
- Johnny por favor! Eu acabei de descobrir que estava sendo traída pelo meu namorado e você vem me falar de... (Johnny nem a deixa terminar)
- Ei, eu não estou te pedindo em casamento não. O que não seria uma má idéia, em todo caso... eu só quero que me perdoe.

Anne não contem o riso, então Johnny diz:

- Ótimo. Quer dizer que isso significa um SIM! Não ao pedido de casamento é claro, me refiro ao pedido de desculpas. A não ser que queira que eu inclua o pedido de casamento à sua resposta.

Anne ri mais abertamente.

- Outro SIM! (diz Johnny divertido apontando pra ela)
- Suponho que esse foi ao pedido de casamento que eu ainda não fiz, mas posso fazer agora se quiser.

Anne continua rindo muito e diz:

- SIM, ao pedido de desculpas e NÃO ao pedido de casamento que você não fez.
- É uma pena. Eu daria um ótimo marido e um excelente pai de no mínimo 5 filhos. (diz ele com aquele sorrisinho contido)
- Deus me livre. To fora. (diz Anne e os dois riram)
- É muito bom vê-la sorrindo de novo.
- Graças a você. Eu confesso que estou me sentindo um pouco mais leve, apesar de estar muito magoada, não com você claro. Me desculpa por ter sido tão ignorante.
- Não precisa se desculpar. Quer que eu leve você pro Hotel?
- Não. Pode me levar pra casa da Sophie mesmo. Eu preciso me desculpar com todos.
- Tudo bem. (diz Johnny)

Quando eles estavam se distanciando da praça, Johnny põe o braço sobre o ombro de Anne e diz:

- Então... casa comigo, você não vai se arrepender. Sabe que esse é o melhor conselho que já dei! Vai por mim... eu nunca erro. (eles seguem rindo muito)

Eles chegam à casa de Sophie. Anne toca a campainha e Sophie abre a porta.

- Oi, posso entrar? (pergunta Anne)
- Claro que sim. Anne eu queria te pedir desculpas. Não foi minha intenção mentir pra você.
- Eu sei. Eu é que tenho que pedir desculpas, pra todos vocês. Me perdoem, por favor. Johnny me fez entender que só queriam me ajudar. Obrigada por vocês não terem deixado eu ficar sendo enganada por aquele... (Anne começa a chorar)
- Não fica assim. (diz Sophie lhe dando um abraço)

Anne depois é abraçada por Susan e Orlando também.
Johnny e Orlando se despedem delas e voltam pro Hotel.
Anne passa a noite toda chorando.
Logo pela manhã Anne está sentada na cama abraçada aos joelhos com o olhar longe.
Sophie bate na porta do quarto de hospedes onde Anne está, mas ela não responde, então Sophie resolve entrar e vê Anne sentada na cama.

- Anne. (Sophie se aproxima da cama)
- Sophie por que ele fez isso comigo? (diz Anne chorando e Sophie a abraça)
- Anne, eu sei que é difícil mas você tem que tentar esquecer. Ele não merece suas lágrimas. Eu não quero mais ver você chorando por causa daquele idiota. Agora seca essas lágrimas. Vem, vamos tomar café.
- Eu não quero. To sem fome.
- Nada disso. Anne Dawson nem pense em ficar sem comer por causa dele. Anda logo, levanta dessa cama e me acompanha, sem discussão.

Anne apenas dá um sorriso triste e vai tomar café com Sophie e Susan.

- Bom dia meu anjo! (diz Susan)
- Bom dia.
- Dormiu bem?
- Quase nada.
- Um dia toda essa tristeza vai passar. Você é muito jovem e muito linda, tem a vida toda pela frente. Você ainda vai encontrar o amor verdadeiro. Eu sempre digo isso pra Sophie. Ela ainda vai encontrar alguém que a ame.
- Ah mãe não começa. Eu amo Orlando e não quero nenhum outro homem.
- Essa paixão por ele não vai te levar a nada. Ele não amo você.
- Mas pode amar. É só uma questão de tempo e Anne pode me ajudar.
- Ajudar... em que? (pergunta Anne)
- A conquistar Orlando. Você tem mais contato com ele do que eu. Pode dar uma forcinha pra sua amiga aqui, né?
- É... posso, claro. (diz Anne meio sem jeito)
- O Natal tá chegando. Vocês tem algum plano pra esse fim de ano? (pergunta Anne)
- Vamos passar o Natal com você lá no Hotel. Ainda mais agora, eu jamais ia deixar você sozinha. Quer dizer... nem tão sozinha porque Johnny e Orlando estão lá e o crocodilo velho também, mas esse não conta, né?
- Sophie, você não tem jeito, né? (diz Susan)
- Que foi? É isso mesmo que ele é, pra não dizer coisa pior.
- O que seria de mim se não existissem vocês na minha vida? (pergunta Anne)
- Meu anjo. A gente é que agradece a sua presença na nossa vida. (diz Susan)
- É isso aí. Você é minha irmãzinha querida. (diz Sophie)
- Obrigada por tudo. (agradece Anne)

Assim que elas terminam de tomar café o celular de Anne toca. Ela o pega e vê o nº do Sr. Wilkinson.

- É o Sr. Wilkinson. O que será que ele quer?
- Não atende não Anne. (diz Sophie)
- Infelizmente tenho que atender.
- Alô!
- Dawson que demora pra atender esse celular.
- Bom dia pro Sr. também.
- Não venha com suas gracinhas logo cedo. Hoje o meu humor está à zero.
- Nossa, então tivemos progresso porque o seu humor está sempre a baixo de zero.
- Chega! Eu quero a Srta. aqui no Hotel agora mesmo.
- Por quê? Eu queria ficar só mais um pouquinho aqui, eu vou depois do almoço.
- Eu disse AGORA! A não ser que queira que eu vá buscá-la a força. E não me deixe esperando muito tempo. (ele bate o telefone)
- Que amor de pessoa que ele é. Acredita que ele bateu o telefone na minha cara?
- Acredito. (diz Sophie)
- Ele tá com aquele mal humor de sempre e pediu, quer dizer... pediu não, exigiu, mandou, ordenou que eu fosse pro Hotel agora mesmo.
- Por quê?
- Não tenho nem idéia. Acho que é só pra não perder a mania de tá dando ordens.
- E você vai?
- Tenho que ir. Ele disse que se eu não fosse viria me buscar a força.
- Que horror Anne.
- Tudo de ruim tem acontecido comigo ultimamente. É melhor eu evitar mais problemas.
- É, você tem razão. É melhor você ir, eu ouvi dizer que não se contraria maluco.

Anne dá uma boa risada.

- Que bom que eu te fiz sorrir.
- Você sempre me faz sorrir mesmo quando eu estou triste.
- Por que eu te adoro e não gosto de te ver com essa carinha.
- Obrigada, eu também te adoro. (diz Anne)

Anne vai até o quarto, troca de roupa e se despede de Sophie e Susan.

- Se cuida meu anjo. E lembre-se, estaremos sempre aqui para o que você precisar. Espero que volte a dormir aqui em circunstâncias mais agradáveis.
- Obrigada Susan.
- Vai lá amiga, e boa sorte com o dragão.
- Boa sorte com quem?
- Dragão. É só pra variar de crocodilo velho. (as duas riram)
- Tchau amiga. (Anne abraça Sophie)
- Tchau.

Quando Anne chega ao Hotel, o Sr. Wilkinson que estava no saguão a chama para ir até o escritório.
Quando Anne entra dá de cara com Josh.

- O que esse estúpido está fazendo aqui?
- Sente-se Dawson. E quem faz as perguntas aqui sou eu.
- Oi Anne.
- Não se atreva a falar comigo.
- Dawson o que estava fazendo tarde da noite de ontem na frente de uma balada acompanhada do Sr. Depp, do Sr. Bloom, da Srta. Marks e da mãe dela?
- O que esse idiota lhe contou? Aposto que foi um monte de mentiras.
- Limite-se a responder a minha pergunta. Por que está sempre me contrariando? Eu estou esperando uma explicação Dawson.
- Eu realmente estava acompanhada de todos eles mas eu fui com Sophie e Susan até lá por um motivo que não era o verdadeiro, que não vem ao caso. A verdade é que Johnny descobriu que esse idiota aqui é um traidor. Johnny precisou de ajuda pra que eu descobrisse tudo, não bastava me contar, eu tinha que ver com os meus próprios olhos que o meu namorado estava me traindo e estava naquela balada com a ex.
- O que o Sr. Morrison me contou foi completamente o contrário. Ele disse que você é que estava traindo ele com o Sr. Depp e que pegou vocês dois juntos na frente da balada. 
- O QUE! Seu desgraçado, miserável. Eu vou acabar com você. (grita Anne indo pra cima de Josh e o Sr. Wilkinson a segura)
- Pare com isso Dawson. E tem mais, o Sr. Morrison disse que o Sr. Depp o agrediu. Isso você não pode negar porque ele está aqui com o nariz machucado.
- É verdade. Porém Johnny só fez isso pra me defender. O seu queridinho aqui me ofendeu, ele disse que eu não queria... não queria...
- Não queria o que Dawson?
- Que eu não queria transar com ele porque devia estar transando com Johnny. E isso é mentira. Eu nunca tive relações com homem nenhum. Eu me sinto péssima em tá dizendo isso pro Sr. porque se trata da minha intimidade que só diz respeito a mim, mas é a pura verdade. Eu sou... virgem e nunca traí ele em sentido nenhum. Ele é que estava me traindo com a July. O seu queridinho é um canalha, ele traiu a nós dois.
- Por que a mim? (pergunta Sr. Wilkinson)
- Por que o Sr. confiou nele e pensou que ele era um rapaz de respeito, e não é.
- Isso é o que a Srta. está dizendo porque nós temos duas versões aqui.
- A dele é que é falsa. Acredita em mim.
- Por que eu acreditaria na Srta.? já mentiu muitas vezes pra mim.
- Tem que acreditar. O Sr. me criou desde que nasci. Acho que é tempo suficiente pra que me conheça, ou não? Eu jamais mentiria sobre um assunto tão sério. Apesar de eu nunca ter tido uma família de verdade, a educação que eu tenho foi o Sr. que me deu. No fundo sabe que eu digo a verdade, só não quer admitir.

O Sr. Wilkinson apenas a olha.

- O Sr. não vai acreditar nela, não é? Ela vive lhe escondendo as coisas, principalmente quando aqueles atores de merda estão envolvidos.
- Modere o seu palavreado Sr. Morrison. Pensa que está aonde? E me faça um favor, dê o fora daqui, agora. (diz o Sr. Wilkinson apontando pra porta)
- O que! O Sr. vai acreditar nas mentiras dela?
- FORA! E não ouse se aproximar dela novamente ou vai se arrepender.
- O Sr. está me ameaçando?
- Eu disse FORAAA...

Josh sai batendo a porta do escritório.

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