Capítulo 33

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As horas passam.
Quando ele acorda, vê ela virada pro outro lado, então ele apenas a admira.
Depois ele se levanta, olha a hora e fica surpreso com o quanto tinha dormido.
Já era 13:00 horas e nem adiantava mas ir tomar café. Então ele resolveu pedir que seu almoço fosse servido lá mesmo. Ele pede almoço pra dois.
Anne ainda está dormindo quando batem na porta. Johnny pensando que era um garçom com o almoço vai abrir a porta e quando ele abre toma um susto.

- Orlando! o que faz aqui?
- Nossa que recepção! parece que tá decepcionado em me ver. Não vai me convidar pra entrar?
- Claro.

Orlando entra e senta no sofá. Johnny fica olhando pra porta da suíte com medo que Anne acordasse e sem saber que Orlando está lá, aparecesse na frente dele apenas de roupão. Com certeza essa não era uma coisa boa de acontecer.

- O que você tem? (pergunta Orlando)
- Nada não.
- Você parece nervoso. (diz Orlando)
- Impressão sua.

De repente batem na porta e quando Johnny abre era um garçom com o almoço pra dois. O garçom deixa a bandeja lá e sai.

- Almoço pra dois? então é isso!
- Não sei do que você está falando.
- Johnny... você tá com uma mulher aqui? (pergunta Orlando sussurrando)
- Não, claro que não.
- Claro que sim. É por isso que você está tão nervoso. (Orlando ri baixinho)
- Orlando... eu não...
- Não precisa me explicar nada. Eu já estou saindo.
- Espera... não é nada disso que você tá pensando... (tenta explicar Johnny)
- Eu não to pensando nada. (diz Orlando rindo)
- Fui. Tenha um ótimo dia. Depois você me procura quando... estiver desocupado. (diz ele ainda rindo)
- Enquanto isso eu vou ao quarto de Anne. Eu preciso me desculpar mais uma vez por ontem. Depois a gente se fala.
- NÃO! (grita Johnny e depois coloca a mão na boca com medo que Anne tivesse acordado)
- Por que não? (pergunta Orlando)
- Dá mais um tempo pra ela. Está tudo tão recente e talvez vocês acabem brigando.
- É você tem razão. Bem... se precisar de mim vou estar no meu quarto.
- Ok. (diz Johnny aliviado)

Imagina se Orlando fosse falar com Anne e não a achasse em parte nenhuma do Hotel.
Ele ia acabar indo procurar o tutor dela achando que tinha acontecido algo sério, ia ser a maior confusão.
Johnny volta pra suíte pra acordar Anne pra almoçar.
Ele sobe na cama e acaricia o rosto dela com a ponta do nariz e lhe dá alguns beijinhos fazendo-a acordar.

- Boa tarde dorminhoca!
- Boa tarde! (diz ela sorrindo)

De repente ela se senta e pergunta:

- Boa tarde? que horas são?

Ele pega o seu relógio na mesinha de cabeceira e vê a hora.

- Nesse exato momento são 13:20.
- Meu Deus! eu dormi tanto assim?
- Dormimos, porque eu acordei só à uns minutos atrás.
- E aí, sua dor de cabeça passou?
- Pior que não. E eu to meio enjoado também. Acho que nunca tinha bebido tanto na minha vida.
- Você devia tomar um café bem forte e sem açúcar.
- Você tá me saindo uma boa especialista em ressaca hein. Fala a verdade... você já tomou um porre desses também, não foi? (pergunta ele curtindo com a cara de Anne)
- Claro que não. Que absurdo!

Johnny rindo muito diz:

- Eu to brincando Anne.
- Ah bom.
- Como já passou da hora do café, eu pedi nosso almoço. Mas acho que vou ter que incluir esse cafezinho forte e sem açúcar. (ele faz cara de desgosto)
- E quanto a dor de cabeça? acho que devia tomar um comprimido.
- Eu não tenho nenhum. (diz Johnny)
- Eu tenho. Vai pedindo o café enquanto eu vou buscar o comprimido no meu quarto.
- Tudo bem. (diz ele)

Quando Anne vai indo até a porta, ela para e diz:

- Droga!
- O que foi?
- E se alguém me ver saindo do seu quarto? ainda mais vestida assim.
- Mas você já não estava assim quando veio pra cá?
- Sim mas eram 4:00 da madrugada e agora já passa de 13:00 da tarde e o Hotel deve estar movimentado.
- Mas nós estamos no 3º andar e você só vai pegar o elevador e descer pro 1º.
- Mesmo assim. Eu posso acabar encontrando alguém no corredor ou no elevador. Já pensou se eu encontro o meu tutor pelo caminho?
- É, tem razão. Então deixa pra lá, depois eu tomo o comprimido.
- Johnny... se liga!
- Por quê?
- Por que de qualquer forma eu terei que voltar pro meu quarto. Então como eu vou fazer isso?
- Acho que terá que se arriscar. (diz ele)
- Droga! (diz Anne)
- Enquanto você decide eu vou pedir o meu café. É melhor tomá-lo antes do almoço.

Johnny faz o pedido do café. O mesmo garçom bate na porta com o café. Anne volta pra suíte pra que ele não a veja.
Johnny abre a porta e recebe o café. Ele pede pro garçom esperar, então ele bebe o café ali mesmo em pé à porta, devolvendo a xícara ao garçom que vai embora.
Anne volta pra sala e eles almoçam.
Se passam alguns minutos e Anne resolve arriscar sair.

- Eu vou pro meu quarto, troco de roupa e volto pra lhe dar o comprimido, tá bom?
- Tudo bem. (diz Johnny)

Eles se beijam e Anne vai até a porta e abre bem devagar, olhando pra um lado e pro outro, pra ver se não tinha ninguém no corredor. Constatando de que estava vazio ela abre completamente a porta e quando vai saindo ela vê a porta de um outro quarto se abrir e sai um casal dele.
Imediatamente Anne recua fechando a porta e se encosta nela.

- O que foi? (pergunta Johnny)
- Tem um casal saindo do outro quarto. Vou deixar eles sumirem de vista pra eu poder sair.

Johnny senta no sofá e apenas a olha.
Anne volta a abrir a porta bem devagar e quando vai espiar pela brecha, torna à fechá-la.

- Merda! (diz ela)
- Quem é dessa vez? (pergunta Johnny)
- O mesmo casal. Acredita que eles estão se beijando na porta do quarto? Será possível que não podem se decidir se voltam pro quarto ou se saem?

Johnny apenas ri.

- Não tem graça Johnny. Desse jeito eu não vou sair daqui nunca.
- Eu gostei dessa parte. (diz ele com um sorriso de canto de boca)
- Johnny eu não to brincando.
- Nem eu.

Ele se levanta, vai até ela e a puxa pelo roupão colando o corpo dela ao seu e diz:

- Sabe que esse casal aí fora me deu uma ótima idéia. (diz ele com aquele olhar sedutor)
- Que idéia?
- Beijá-la!
- Johnny... eu preciso ir.
- Só depois que me der um beijo. Um não... todos!
- Se eu te der todos os beijos agora, não sobrará nenhum pra depois.
- É tem razão. Me dê só alguns que depois eu cobro o restante com juros. (diz ele fazendo Anne dar um sorriso)
- O que foi? por que tá me olhando desse jeito? (pergunta Johnny)
- Como eu pude ser tão idiota! (diz ela)
- Do que tá falando?
- Você o tempo todo do meu lado e eu só fui me apaixonar por você agora. Quanto tempo perdido! (diz ela)
- Está admitindo que está apaixonada por mim?
- Estou. Mas não vá ficar convencido não Sr. Depp. (diz ela fazendo Johnny sorrir, então ele a beija)
- Johnny, deixa eu ver se eles já foram embora.
- Tudo bem.

Anne pela terceira vez abre a porta e torna à fechá-la.

- Não vá me dizer que eles ainda estão aí fora?
- Te peguei. Brincadeirinha. Eles já foram.

Johnny a olha com aquele olhar meio de lado e um sorriso de canto de boca, mexendo o dedo indicador apontando pra ela e diz:

- Você me enganou direitinho.
- Pois é. Agora deixa eu ir.
- Você volta?
- Com certeza.

Eles se beijam e Anne sai do quarto.

Ela vai andando super rápido pelo corredor torcendo pra que não aparecesse ninguém, afinal de contas ela está apenas de roupão.
Ela chega até o elevador e quando a porta se abre, uma Sra. que está dentro do elevador com cara de poucos amigos a olha de cima a baixo.
Anne sem graça tenta fechar ainda mais o roupão e entra no elevador.
A Sra. continua a olhando de lado de cima a baixo reprovando os trajes de Anne.
Anne fica incomodada com a situação e pergunta:

- Que foi? Nunca viu?

A Sra. a olha com a cara mais aborrecida ainda e resmunga:

- É o fim do mundo mesmo. Além de não ter modos pra se vestir, é mal educada. Não se respeitam mais os idosos hoje em dia.

Anne quis lhe dar uma resposta daquelas, mas se conteve.
O elevador para no 1º andar e Anne sai.
A Sra. continua no elevador que desce até o saguão.
Anne entra em seu quarto e vai tomar um banho.
Enquanto ela está debaixo do chuveiro, ela passa a mão na boca lembrando dos beijos de Johnny.

- Como ele beija gostoso! (diz ela dando um sorriso)

Ela sai do banho, veste um shortinho jeans justo, uma camiseta de lycra preta e calça sandálias rasteirinhas também pretas. Seus cabelos estavam molhados e soltos. Ela estava simples mas não deixava de estar linda e se sentia muito confortável.
Ela pega um comprimido e vai levar pro Johnny.
Quando ela está na porta do elevador, Orlando sai do mesmo.

- Oi Anne.
- Oi. (diz ela séria)
- Eu estava indo até o seu quarto. Eu queria pedir desculpas de novo por ontem.
- Agora eu não tenho tempo. Estou indo ao quarto de Johnny.
- Acho melhor você não ir não.
- Por quê? (pergunta ela)
- Eu estive lá à umas 2 horas atrás mais ou menos e ele estava muito ocupado. E creio que ainda esteja. (diz ele rindo)
- Você esteve lá?
- Estive. Por que o espanto?
- Não, por nada. Eu não acredito que ele esteja tão ocupado assim que não possa me receber.
- Vai por mim... ele está sim.
- Ocupado com o que?
- Ele está com... com...
- Com o que?
- Com uma mulher! (diz ele rindo)

Anne gelou por dentro e ficou super sem graça. Ela abaixa a cabeça tentando disfarçar o nervoso e pergunta:

- Como você sabe que ele está com uma... mulher?
- Por que quando eu estive lá, ele ficou super nervoso e um garçom trouxe almoço pra dois. Ele ficou mais nervoso ainda. Tentou se justificar mais sem sucesso. Eu não vi a mulher. Acho que estava dormindo. Parece que passaram a noite toda juntos. Acho que foi por isso que ele quis ficar sozinho lá no salão. Ele estava esperando por ela, só pode ter sido isso.
Anne estava paralisada, mal conseguia respirar de tão nervosa.

- O que você tem? (pergunta ele)
- Nada.
- Eu posso saber o que você ia fazer lá? Se não quiser me contar não precisa, é claro.
- Eu estava indo levar um comprimido pra ele. Pra dor de cabeça.
- Como você sabe que ele está com dor de cabeça?
- Ah... é... ele... é que ele me ligou agora pouco e perguntou se eu tinha algum comprimido. É por isso que eu acho que ele não esteja tão ocupado assim. Se não ele não teria pedido pra eu ir até lá. (diz Anne com a voz trêmula)
- Por que ele não me pediu o remédio?
- Está perguntando pra pessoa errada. (diz ela um pouco ríspida)
- Me desculpe. Você ainda está com raiva de mim, não é?
- Um pouco. (diz ela olhando pro lado)
- O que eu tenho que fazer pra que você me perdoe?
- Fazer com que Sophie volte a ser minha amiga.
- Eu já tentei. Anne, por favor! Eu também estou sofrendo. Se você não pode me dar o seu amor, pelo menos não me prive da sua amizade. (diz ele com os olhos lacrimejando)
- Aqui não é o melhor lugar pra gente falar sobre isso e nem a hora certa. Como eu já disse tenho que levar o comprimido pro Johnny.
- Eu acompanho você. A gente pode conversar lá. (diz Orlando)
- Não!
- Por que não?
- Por que eu não quero continuar falando sobre isso.
- Isso significa que não vai me perdoar, não é?
- Orlando eu já disse que...
- Tudo bem. Me desculpe! (isso ele diz com lágrimas rolando em seu rosto)

Ele lhe dá às costas e sai. Orlando desce as escadarias que dá pro saguão.
Anne ficou super triste por vê-lo chorando e vai atrás dele.
Ela desce as escadas correndo e vê ele indo em direção à saída. Então ela o chama.

- Orlando... espera.

Ele se vira para olhá-la. Ela se aproxima dele e lhe dá um abraço. Ele começa a chorar novamente.

- Me perdoa... me perdoa! (ele mal conseguia falar)

Anne que também estava chorando, seca as lágrimas do rosto dele.

- Eu perdôo. Eu gosto muito de você Orlando, mas eu quero que entenda e aceite que é como amigo. Eu não quero ficar brigada com você.
- Eu nunca quero perder sua amizade. (diz ele)
- Não vai. Se você se comportar, é claro. (diz ela e os dois riram)
- Agora deixa eu ir levar o comprimido pro Johnny.
- Tá bom, vai lá.

Quando Anne se vira pra ir na direção do elevador, a Sra. que ela tinha visto no elevador estava vindo do restaurante com o Sr. Wilkinson.
Era óbvio que ela estava se queixando de Anne pra ele, mas não que ela soubesse que o Sr. Wilkinson é o tutor de Anne e sim porque ele é o gerente do Hotel e ela queria que ele fosse mais rígido com os hospedes, pelo menos com aqueles que ela achava que mereciam serem corrigidos.

- Ai droga! Aquela mulher não pode me ver.
- Por que não? (pergunta Orlando)
- Depois eu te conto. Eu preciso ir antes que ela me veja.

Anne passa às pressas por eles tentando esconder o rosto e quando ela chega na porta do elevador, ela fica apertando o botão desesperada. Então ela ouve o Sr. Wilkinson dizer para a Sra.

- Não se preocupe que eu vou descobrir quem foi a hospede que lhe faltou com o respeito.
- Obrigada Sr.

A Sra. ainda estava perto dele quando ele percebe que Anne estava na frente do elevador.

- Dawson. Eu quero falar com você.

Ela nem olha pra ele, a porta do elevador abre e ela entra.

- Dawson... espere!

Ele vai atrás dela mas antes que ele conseguisse entrar no elevador a porta se fecha.
Ele bate com as duas mãos na porta do elevador.

- Insolente! (diz ele furioso)

A Sra. olha pra ele, balança a cabeça negativamente e sai do Hotel.
O Sr. Wilkinson sobe a escadaria em direção ao 1º andar e vai até o quarto de Anne. Ele bate na porta mas ela tinha ido até o 3º andar.

- Dawson abra essa porta! (diz ele batendo com força)
- Ela não deve ter vindo pra cá. A insolência dela não chegaria a tanto ao ponto de não abrir a porta pra mim. Mas pra onde será que ela foi?
- Já sei, ela só pode ter ido atrás daqueles dois. (diz ele se referindo a Johnny e Orlando)

Ele estava certo, só que Anne foi atrás apenas de Johnny, já que Orlando havia saído logo após sua conversa com Anne lá no saguão.
O Sr. Wilkinson vai até a recepção pra descobrir em que andar e qual os quartos que eles estão hospedados.
Anne já estava no quarto de Johnny.
O Sr. Wilkinson descobre que estão hospedados no 3º andar. O quarto de Johnny é o 317 e o de Orlando que fica em outro corredor é o 308.
Primeiro ele vai até o quarto de Orlando e bate na porta, só que ninguém atende.

- Devem estar todos no quarto do Sr. Depp.

Ele vai até o quarto de Johnny e bate na porta. Johnny abre e fica surpreso com a presença dele.
- Dawson está aqui?
- Sim Sr. o Sr. quer entrar?
- Sim. Obrigado!

Ele entra e não vê Anne.

- Onde ela está Sr. Depp?
- Estou aqui Sr. (diz Anne saindo da suíte de Johnny)

O Sr. Wilkinson a olha meio desconfiado, depois olha pra Johnny e pergunta:

- Vocês dois estão sozinhos?
- Sim. (responde Anne)
- O que faz sozinha aqui com o Sr. Depp?
- Nada Sr. só estávamos conversando. Eu juro! (diz Anne)

Anne realmente estava falando a verdade, exceto por muitos beijos que eles davam entre uma conversa e outra. Aliás eles se beijavam mais do que conversavam.

- Sei... (diz Sr. Wilkinson com a cara nada agradável)
- Quando eu disse pra não se empolgar muito e que ficaria de olho na Srta., me referia a episódios como este. Quando eu dei a permissão para a Srta. ser amiga deles, não incluia ficar à sós no quarto com nenhum dos dois. Não quero mais que isso se repita, a menos que queira que eu a proiba de vê-los. Quero a Srta. às minhas vistas. Estamos entendidos?
- Sim Sr.
- Estamos entendidos Sr. Depp?
- Claro. Isso não irá mais se repetir. (Johnny dá uma olhada pra Anne)
- O Sr. queria falar comigo? (pergunta Anne)
- Sim. Pra começar quero falar sobre sua insolência comigo agora pouco lá no saguão.
- Que insolência?
- Não seja sínica Dawson! sabe muito bem do que estou falando. A Srta. me ignorou quando a chamei.
- Perdão. Eu não ouvi o Sr. me chamar.
- Vai continuar com seu sinismo? não me faça de idiota. A Srta. me viu quando me aproximei do elevador.
- Sim eu vi o Sr. mas só quando estava dentro do elevador. Eu não o ouvi me chamar antes.
- CONTINUA MENTINDO!

Anne abaixa a cabeça. Então ele continua.

- Uma vez a Srta. me disse que a educação que tem foi eu que dei, só que eu não ensinei a Srta. a mentir. Prometeu que nunca mais mentiria ou esconderia algo de mim.
- Eu sei Sr. (diz ela com a cabeça ainda baixa)
- Pois bem... a conversa que eu quero ter com a Srta. é sobre outra coisa. E por favor, não minta!
- Uma Sra. que é hospede do Hotel me procurou agora pouco pra fazer uma reclamação de uma outra hospede. Ela me disse que essa tal hospede a desrespeitou e que seus trajes estavam um tanto quanto... inadequados.
- E o que eu tenho a ver com isso Sr.? (pergunta Anne com o coração a mil)
- Já vai entender que tem tudo a ver. Ela começou a me descrever essa hospede, disse que era ruiva, jovem, olhos azuis e muito, muito mesmo abusada. Eu disse pra ela que iria descobrir quem era essa hospede, mas eu já tinha descoberto enquanto ela ainda me dava a descrição porque a única hospede que eu conheço que seja ruiva, jovem, olhos azuis e é claro abusada, é a Srta.
- EU? (Anne gelou por dentro)
- Não era eu Sr. Este Hotel é enorme e deve ter muitas outras hospedes ruivas e de olhos azuis hospedadas aqui.
- É pode ser que tenha, mas abusada e insolente feito a Srta. impossível. Portanto tenho certeza que era a Srta. Então eu lhe pergunto: o que a Srta. estava fazendo circulando pelo Hotel apenas de roupão? ou melhor, mas precisamente vindo deste andar?

Johnny a olha meio de lado. Anne estava mais branca do que já era e seu coração parecia que ia sair pela boca.

- Vamos Dawson, estou esperando uma explicação!
- N-Não... E-Eu não...
- Pare de gaguejar Dawson. Eu quero a verdade.
- Sr. ... eu... é... era eu sim.

Dessa vez foi Johnny que gelou por dentro. Ele pensou que ela ia contar tudo sobre eles dois.

Amores em Conflito!Onde histórias criam vida. Descubra agora