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parte 1
O Rei continuava ali sozinho sentado em seu trono, de olhos esbugalhados e fixos, ao meio do Grande Salão, enquanto seus servos limpavam toda aquela carnificina. A raiva e o ódio eram visíveis em seu semblante, quando chegou Altares, médico real, com a notícia da morte de Sário, o que o levou a ter mais ódio. Não disse nada ao ouvir a notícia. Só levou as duas mãos à cabeça, retirando de si sua coroa linda e brilhante, feita com o mais puro ouro retirado ali mesmo no Reino Únifico. Ele a olhou, concentrado nos detalhes cravados em sua estrutura pontiaguda. Nisso o general Varyos entrou rapidamente no salão.
- Meu rei, já convoquei todos os senhores importantes e a reunião de guerra está arquitetada, somente esperando sua ordem – informou o general – Mais uma coisa, senhor. Ankuros não pôde estar na reunião. Por algum motivo ele está fora do reino – completou Varyos sério, olhando para o rei, que estava sentado, desmotivado, com os olhos fixos em sua coroa.
- Sem problemas, Varyos. Não vamos marcar estratégias de guerra nessa reunião. Ankuros está em uma missão no deserto das lamentações – disse o rei ainda sério, olhando a coroa.
- Certo, então está marcada. Falta o horário. Qual será, meu senhor?
- Bom, quanto a isso, pode deixar para as sete e meia. Preciso ver meu neto e minha esposa. Estou com saudade do meu pequeno Rodolfo. É difícil ficar tanto tempo longe dele.
- Então com sua licença, me retiro. Irei encontrá-lo no salão de guerra mais tarde – disse Varyos visivelmente preocupado com a reunião, e com a calma que o rei parecia estar.
Nisso chegou Tberyos, com uma taça de vinho na mão, caminhando devagar pelo salão praticamente limpo. Vendo que seu pai estava ficando sozinho, esperou todos saírem para se aproximar. De longe, ele o observava, quando vê Rodolfo chegando perto do trono, abraçando e beijando seu avô, e depois saindo rapidamente. Nisso, Tberyos resolveu se aproximar, Logo após o último gole do vinho tinto em seu copo.
- Meu pai, está tudo bem com você? O que Rodolfo queria? Percebi que ele estava te perturbando – disse ele com um pequeno sorriso no rosto, segurando a taça vazia.
- Meu filho, meu neto não perturba. Não como você, que só sabe encher a cara nesse vinho e fazer papel de bom príncipe. Mas que diabos está acontecendo com você, meu filho? Você será o rei dessa nação, então se comporte como um futuro soberano – disse o Rei, nervoso, voltando com a coroa sobre sua cabeça.
- Tudo bem, meu pai. Rodolfo volta para a escola mês que vem. Ele disse que está animado para voltar às aulas com Vladimir.
- Cale-se Tberyos, não vê que eu estou pensando? Você fica dias sem ver seu filho, a ponto dele perguntar por você, e do nada você é pai do ano – disse o rei, levantando de seu trono, dando as costas ao seu filho.
- Meu pai, eu vou dar uma volta além dos muros da cidade. Volto antes da reunião.
Então Parks para de costas, como estava, respira fundo ajeitando a gola de seu sobretudo de lã e cor vinho, e diz calmamente:
- Não iria adiantar se eu proibir de novo, então vá, mas não muito longe. Tem um bruxo das trevas à solta e você sabe do que são capazes. E me desculpa meu filho, perdi o controle. Você sabe que estou abalado demais com tudo isso.
- Eu sei meu pai, eu te entendo. E quanto ao bruxo, não se preocupe. Fui eu que te salvou dele essa manhã. Ou melhor, salvei a cidade inteira, está lembrado? – disse o príncipe virando as costas, e saindo em direção aos portões do palácio – Às vezes só queria que Vossa Majestade aprendesse a confiar nos poderes de seu filho.
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CARIEL
FantasiaEm uma terra onde a desconfiança e a paz andam lado a lado, dois povos vivem separados por um único pacto, selando não só a boa nova entre homens e bruxos, mas também a prosperidade e a boa vontade de um Deus. A cada 500 longos anos este pacto tem d...
