Nem melhor, nem pior, apenas difrente
Corretor ortográfico - ewertonalves93
- Por quê?! – balbuciou Tberyos enquanto era colocado sobre macio carpete negro do chão.
- Durma filho, pois daqui a pouco você será outro bruxo.
Uma luz se fez sobre o peito do jovem morto, e o fragmento da lâmina lentamente alojou-se em seu coração. Em meio a um vento leve e frio ele abriu os olhos, olhando para o teto e respirando calmamente, passando as mãos sobre o peito. Mas não havia cicatriz alguma, apenas se sentia bem como se fosse a própria personificação da paz. Ele não sentia diferença alguma em seus poderes; sua energia ainda era a mesma.
- O que houve Pai? – perguntou ele, ainda levemente desorientado.
- Apenas transferi meus poderes a você.
- Não me sinto mais poderoso. Só consigo sentir uma paz incrível.
- Você terá que os despertar.
- Como?
- Uma emoção, um amor ou susto, agora tudo depende exclusivamente de você. – disse Pai em um calmo sorriso de alívio, pois o corpo do jovem se mostrara perfeitamente adaptado ao volume de poder que por tanto tempo adormecera em seu peito.
- Entendo senhor... – Tberyos estava abismado, sem entender bem o que realmente houve. Mas havia aceitado de bom grado aquele fardo, mesmo sem saber o que viria.
- Quando eu não estiver mais vivo, todas as minhas lembranças migrarão para sua mente, então você verá tudo que aconteceu sobre crise de identidade que mencionei.
- Entendo.
- Mais uma coisa; todos os bruxos únificos de nossa Ordem têm um minúsculo fragmento da espada que agora habita em você. Se um deles morrer, o pedaço que ele possui virá até você.
Tberyos se despediu de seu mestre e se dirigiu ao seu quarto um pouco aéreo , esperando a noite chegar para dormir profundamente. Logo cedo, antes do Sol brilhar sobre a ilha, ele fora ao banheiro e retirou suas vestes em frente ao grande espelho, percebendo o quando havia mudado no tempo em que ficara treinando junto aos únificos. Todo o seu corpo se mantinha forte e definido, como jamais fora. Não demorou para que ouvisse Pai chama-lo à porta. Levar bagagens e peças de roupa era desnecessário, por isso vestiu sua camisa vinho preferida e por cima apenas um sobretudo negro e resistente que sempre punha à cabeceira da cama, e também sua costumeira calça vermelha. Quando abriu a porta Tberyos olhou fixamente nos olhos de seu professor, que saiu de cabeça baixa pelos corredores e desceu as escadas sem falar palavra alguma, indo diretamente para a saída do castelo. A praia não ficava muito longe, então andaram a passos largos pela pequena floresta de árvores jovens e esguias até avistarem o brilho da areia branca, refletindo o agradável Sol da manhã.
- Achei melhor não avisar os outros de sua partida, caro amigo. Eles poderiam perceber o grande poder oculto em você e questioná-lo, e eu não quero saber de responder perguntas insignificantes.
- Entendo perfeitamente, senhor.
- Logo todos os únificos deverão obediência a você, e esta ilha bem como todo o mundo clamará por sua proteção. Nunca dê as costas a essa responsabilidade. – disse Pai com um pequeno sorriso de canto de boca, caminhando com mão direita aos ombros do jovem Tberyos, às margens do mar.
- Darei o meu melhor, a cada minuto!
- Sinto que escolhi a pessoa certa... – enquanto dizia essas palavras Pai acenou para um bruxo que estava perto da canoa à frente.
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CARIEL
FantasyEm uma terra onde a desconfiança e a paz andam lado a lado, dois povos vivem separados por um único pacto, selando não só a boa nova entre homens e bruxos, mas também a prosperidade e a boa vontade de um Deus. A cada 500 longos anos este pacto tem d...
