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Capítulos novo todo domingo a meia noite .
Boa leitura ..
Corretor ortográfico= @ewertonalves93
O SER HUMANO
O suor frio de raiva escorria pelo rosto do general, impotente, vendo aquela maldita situação. Então outros dois homens desceram de seus cavalos e amarraram o corpo sem vida do príncipe pelos pés, junto ao outro bruxo, e depois voltaram à suas montarias.
O homem que parecia ser o líder olhou mais uma vez para todos os lados e observou bem o cenário. Colocando seu elmo sobre a cabeça, montou calmamente em seu cavalo, indo para frente de seu esquadrão, marchando em perfeita sincronia em direção ao mais fundo da floresta, tão densa que parecia ser noite.
Ao olhar as grandes árvores após o rio raso de águas cristalinas e vendo que haviam desaparecido, Varyos e Germano desceram correndo o pequeno cume no qual estavam escondidos, indo até seus cavalos, afinal o Rei deveria saber de toda a situação.
As horas já estavam levando o dia. Então montaram em seus cavalos e partiram rápido como nunca em direção à Cidade Azul com medo e desespero, pois o pacto estava por um fio de ser quebrado, e os humanos já estavam perto da fronteira. Varyos nunca tinha visto seres tão majestosos exibindo tanto poder, coragem e confiança, apesar de não terem poder algum.
Cavalgaram por horas até saírem da floresta humana. Os velozes cavalos de batalha estavam cobertos de suor, mesmo correndo sobre a umidade da floresta, em direção às planícies em que o verde era constante em toda sua extensão.
Cavalgaram feito loucos, retirando o máximo de energia possível de seus animais, treinados para suportar viagens extremas e duras corridas, quando foram cercados por um grupo de bruxos a galope em cavalos, que saiu detrás de uma colina encravada junto a planície, correndo verticalmente rumo ao general.
- Parem agora! – gritou o bruxo vestido de alguns trapos cinzas e um cachecol com pontas desfiadas.
Com o susto o cavalo de Varyos refugou, mas ele o controlou com destreza, observando o grupo de cinco bruxos ao seu lado direito.
- Quem são vocês? Estamos com extrema pressa! Não podemos parar para discutir ou coisa do tipo no momento – disse calmamente o general, arrumando as rédeas de seu corcel de batalha inquieto.
- É sempre assim! Vocês da realeza nos tratam como bichos e sugam cada tostão de ouro que conseguimos em dias difíceis como esses.
- Do que você está falando, seu miserável? Tens um Rei justo, sorte que os impostos são poucos e objetivos – disse Varyos sem entender onde queria chegar o jovem bruxo.
- Você é Varyos, dá para ver pelas suas roupas de oficial. Você tem tudo de bom, agora pergunte para estes bruxos aqui comigo se eles têm algo para comer.
Pergunte quantas moedas de ouro eles têm de pagar ao seu Rei nesse próximo mês – disse o jovem descendo de seu cavalo, caminhado na direção de Varyos.
Nisso o paladino real desapareceu, surgindo à frente do tal bruxo, sério e preparado para eliminá-lo, se fosse necessário.
- Não ouse levantar uma mão para o general, seu camponês metido a esperto – disse ele com desdém ao olhar para o rosto do jovem a sua frente, que simplesmente o olhou com as sobrancelhas frisadas, expulsando-o para longe junto a uma explosão de vento frio e escuro.
Nisso os quatro bruxos já retiravam suas esperadas se preparando para a luta, mas foram cessados pelo levantar do braço esquerdo do jovem à frente, ao olhar nos olhos do general, que olhou de volta com um leve sorriso, admirando tanto poder em alguém de tão pouca idade.
- Seu filho da puta, você é um mago! – gritou Germano levantando e limpando suas vestes brancas de paladino e retirando sua lâmina.
- Ei você, calma aí! Guarde sua lâmina. – disse o general com seriedade em suas palavras – Não entre em uma batalha que não pode vencer – completou descendo de seu cavalo, caminhando devagar na direção do jovem camponês.
- Decidiu descer de seu cavalo, ó grande general? Por acaso vai querer me enfrentar?
- Antes, qual o seu nome garoto?
- Para você, seu velho, Abraão.
- Então Abraão, conte-me o que o deixa tão nervoso – disse o general parando a meia-distância do bruxo à sua frente.
- Meu povo está passando fome. Temos de dar sessenta por cento do que do que colhemos nos campos, além de contribuir para os cofres do banco real com trinta tostões de ouro, sendo que está difícil conseguir cinquenta por mês. Aí pagamos mais da metade a vocês e a seu Rei!
- Isso é demais! Mentiras sem limites! Você está acusando o Rei de abusar de todos, sendo que ele cobra apenas doze moedas de ouro e vinte e dois por cento de seus grãos. Esse reino é uma benção para se viver, sou amigo do responsável pelos impostos, Verbus, e sei como funciona – disse o general um pouco irritado com a acusação ao olhar para Abraão...
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CARIEL
FantasyEm uma terra onde a desconfiança e a paz andam lado a lado, dois povos vivem separados por um único pacto, selando não só a boa nova entre homens e bruxos, mas também a prosperidade e a boa vontade de um Deus. A cada 500 longos anos este pacto tem d...
