Milton Friedman
A essência da filosofia liberal é a crença na dignidade do indivíduo, em sua liberdade de usar ao máximo suas capacidades e oportunidades de acordo com suas próprias escolhas, sujeito somente à obrigação de não interferir com a liberdade de outros indivíduos fazerem o mesmo.
Corretor ortográfico @ewertonalves93
Um dia se passou desde o fim daquela guerra sangrenta. Os campos haviam sido devastados. Os bruxos vitoriosos beberam por grande parte da noite, mas de manhã já estavam de pé para limpar toda aquela carnificina, a qual já ajuntava moscas e animais carniceiros que se concentravam sobre as planícies. O exército, ajudado por voluntários do reino, colocavam os mortos em carroças. Muitos cadáveres estavam completamente despedaçados. A grande cidade, nas regiões em que fora atingida por pedras e fogo, estava irreconhecível. Ainda havia alguns focos de incêndio e leves traços de uma fumaça negra, mas em grande parte da cidade tudo já havia se acalmado. Os mortos únificos eram levados para o grande Jardim das Almas, um lugar místico repleto de maravilhas; árvores gigantes cobertas pelo lodo umedecido escondiam um grande lago de águas profundas e negras, circulado por pedras brancas. E bem ao centro do lago uma pequena ilha servia de lar para o mais antigo pinheiro do jardim, tão alto que se sobressaia às outras árvores, se elevando rumo ao céu.
Perto dali parte do exército construía grandes pilhas de madeira, e rejuntavam-nas com óleo. Os corpos dos guerreiros caídos eram enrolados em seda e logo depois mergulhados em azeite, para que pudessem ser consumidos rapidamente, e seus espíritos enfim fossem libertos. Mas os mortos yverynyanos eram lentamente conduzidos em várias carroças até a fronteira, escoltados por um grupo de cinqüenta paladinos, os quais tinham a ordem de proteger os cadáveres da fúria de aldeões únificos que queriam enterrá-los, para que seus espíritos ficassem preso à terra, sendo assim fadados ao sofrimento eterno enquanto vagavam pelo mundo.
Parks estava no centro da cidade, cego pelo ódio. Ele mesmo ajudava nos preparativos para a primeira morte pelo óleo em seu comando. Um grande ritual estava sendo feito. As ruas já estavam pintadas de branco, e ao centro da praça um grande caldeirão fora erguido por hastes de ferro, colocado sobre uma grande fogueira que se alimentava com a madeira extraída dos pinheiros amarelados. Todos que ajudavam nos preparativos vestiam longas túnicas brancas. Eles mesmos pintavam nas pedras, com sangue, o caminho onde Yryo passaria até uma escada de oito degraus, de onde seria lançado ao óleo fervente que o tomaria por inteiro. Nos calabouços do reino únifico, todos os bruxos perdiam os poderes graças a um raro contrafeitiço. Yryo estava invadido pelo medo, mas sem expressar tanto desespero. Ele fixava seu olhar nos profundos olhos verdes de um prisioneiro de longos cabelos e barba emaranhada que estava muito magro, o que fazia seus trapos úmidos pelo clima da cela sobrarem em seu corpo.
- O que fez para estar encarcerado em um inferno desses? – indagou Yryo ao velho bruxo, que tremia incontrolavelmente em silêncio.
- Eu matei e roubei por anos.
- Anos?
- Sim... Por seis anos.
- E qual fora sua pena por tais crimes? – perguntou o rei yverynyano curioso, observando-o atentamente.
- Parks foi clemente com minha pessoa. Eu matei dez bruxos em seis anos de vida criminosa. Ele então somou a idade das minhas vítimas com o tempo pelo qual optei em ser um bandido assassino. E esta fora minha pena.
- Quantos anos o senhor terá de cumprir para ter de volta a sua liberdade?
- Duzentos e noventa e cinco anos. Mas antes que o jovem bruxo me pergunte, já cumpri trinta deles. Morrerei aqui nesta cela. – disse ele em um sorriso frio – É melhor do que a prisão de Órion, ou aqueles caçadores... Agora me fale de você. O jovem parece ser uma pessoa culta, importante. Você tem um belo sobretudo. Que diabos veio fazer aqui?
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CARIEL
FantasyEm uma terra onde a desconfiança e a paz andam lado a lado, dois povos vivem separados por um único pacto, selando não só a boa nova entre homens e bruxos, mas também a prosperidade e a boa vontade de um Deus. A cada 500 longos anos este pacto tem d...
