Capítulo 14- O que é você?

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                                                           Capítulos novo todo domingo a meia noite .

                                                                                           Boa leitura ..

                                                                   Corretor ortográfico= @ewertonalves93

                                                                                     O que é você?

Rodolfo saiu calado e de cabeça baixa, segurando o choro, indo em direção às portas do terraço. Parks respirou fundo, caminhando até a sacada para observar a cidade vista do alto, e diz com seriedade:

- Apareça, covarde. Ousa espionar o Rei Parks?

Então um vento quente e forte passou por ele, desaparecendo junto à presença. Parks procurou, mas não sentiu mais nada, somente a brisa que agora estava fresca, no alto da torre real. Sem entender muito bem, algo fez com que ele não se importasse com o que acabara de acontecer. Simplesmente encarou tudo como um fato isolado.

Logo depois disso o Rei saiu da torre e desceu as escadas sem pressa, indo até seu trono e mandou chamar mais uma vez seu conselheiro Anguriom para uma conversa.

Na espera ele pediu a uma de suas servas que lhe trouxesse um chá para que o acalmasse. Não demorou muito para que a velha Catara voltasse com um delicioso chá de ervas raras, servido em uma linda xícara de porcelana com detalhes em ouro sobre toda sua estrutura. Por fim o Rei começou a beber seu chá, pensativo, e ficou esperando seu conselheiro junto à Varyos, que aceitou também uma xícara daquele chá. E lá ficaram um a olhar para o outro em perfeito silencio.

                                                                                  DEUS ÚNIFICO

"Parecia uma grande ilusão. Mas toda mentira tem lá seus sensos de verdade. Até as maiores farsas começam com um pingo de realidade. Cabe a você, somente a você, entender que sua verdade pode ser uma ilusão, e que suas mentiras podem ser verdades para o mundo, mas nunca para você." Filyp, Capítulo 33, versículo 1-4.

Cariel fechou o livro sagrado de Únifico, pensando consigo mesmo. Sentado em uma grande pedra bem acima do majestoso castelo negro do velho Nada, que ficava no colo de uma montanha gelada onde tudo ao redor era branco. Como flocos de neve a cair do céu, idêntico a uma pluma flutuando na brisa a grudar em sua barba malfeita.

- Então por que, meu Deus, o senhor me permite carregar esse fardo? Talvez eu tenha tanto lhe pedido que me concedesse um filho, que me afastaste dele antes que eu pudesse ver seu rostinho, ou seu leve sorriso. Será que minha realidade de hoje é apenas uma ilusão e o que estou vivendo é apenas uma gota de realidade? E eu por medo estou vendo um oceano de destruição e caos? Fale comigo, como falaste com Filyp! Fale comigo, como falaste com Josué! Mas não me deixe na escuridão, por favor, não me deixe. Não quero ser ninguém, mas pelo menos permita que eu seja lembrado. Cuide e guarde a minha família. Ariane, a mulher que eu amei e que me seguiu para onde fui, mas agora não posso sequer protegê-la como prometi. Eu sou pecador, já errei muito, mas fale comigo. Mostre-me o que fazer! – refletiu Cariel em suas orações.

CARIELHistórias para pegar e não largar. Descubra agora