Capítulo Final Pós-Guerra parte 2 - Os caçadores

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Faça valer a pena, as oportunidades não voltam.  

Corretor ortográfico @ewertonalves93 


- Mande entrarem! – disse o Rei voltando ao seu trono, enquanto os guardas arrastavam Yryo para o canto.

Sem demoras eles se dirigiram para o meio do salão; dois bruxos altos e de roupas negras. Seus sobretudos eram tão grandes que se arrastavam pelo chão, o que os deixavam completamente envoltos dentro deles, como uma grande túnica negra. Nenhum deles tinha uma aparência amigável, e apesar de serem jovens transpareciam seriedade até em seus movimentos. O mais alto tinha cabelos brancos e olhos claros, já o outro era careca, mas possuía uma barba falhada sobre o rosto, cujo qual levava uma grande cicatriz. Seus passos silenciosos deixavam todos com os nervos à flor da pele. Um deles, o de cabelos brancos, observou bem o rei Yryo antes de parar em frente ao trono, com um pequeno e calmo sorriso. Já o bruxo careca olhou para o filho de Tberyos meio incrédulo, como se sentisse algo de surreal emanando do garoto, mas ninguém percebeu.

- Pelo jeito estamos atrapalhando uma reunião importante. – disse o bruxo que parara frente ao trono do rei únifico.

- Não.. Não, senhor. Não nos atrapalha em nada. – gaguejou Parks, olhando para o bruxo. Tberyos o olhava confuso, pois nunca sonhara em ver seu velho pai daquele jeito. – Podem vir ao meu palácio quantas vezes quiserem. – completou o Rei, sentando-se ao trono.

- Fico feliz com isso. Viemos até aqui para saber exatamente como o padre desta cidade foi morto.

- Fala de Ebatazeu?

- E havia outro padre além dele? 

Antes que Parks começasse a falar, o bruxo de cabelos brancos já demonstrava sua impaciência.

- Antes eu quero saber onde está o bruxo que executou um feitiço proibido, em uma das batalhas que aconteceram por aqui. O nome dele é Anguriom. Pelo que sei ele é seu conselheiro, o que lhe coloca em uma grande enrascada caso não o entregue à nós. Ele será devidamente punido.

Os olhos do Rei fixaram-se em um instinto de raiva, vendo sua soberania ser reduzida a nada. Sua voz sobressaiu às demais no salão quando se levantou irado do trono.

- Falam de nós, mas onde estavam os poderosos caçadores, detentores de feitiços que colocariam um fim à guerra? Onde estavam que não sentiram tanto poder ômega envolvido na batalha? Um furacão de fogo, que poderia ter matado milhares, foi conjurado. E onde vocês estavam? Vocês entraram na minha casa sem sequer dizerem seus nomes. Quem pagará por aqueles malditos Cavaleiros das Trevas terem invocado aquele poder descomunal? É dever dos caçadores impedir irregularidades no uso da magia! – Parks observava o bruxo à sua frente, respirando profundamente, e quando acabou de dizer suas palavras, o caçador desapareceu em um piscar de olhos.

Movido pelo instinto de proteger seu pai Tberyos desapareceu em uma velocidade absurda, surgindo com sua lâmina encostada à garganta do caçador que olhava os olhos azuis de Parks. A velocidade dos dois causou um reboliço dentro do grande salão, o que colocou o segundo caçador em alerta.

- Não se atreva! – ameaçou o príncipe, vendo seu pai assustado e pálido, procurando a respiração que o faltava.

- Ou o que?! – disse o Caçador, virando o rosto para Tberyos.

- Ou nunca mais sairá deste castelo! 

Todos estavam assustados com a enorme tensão que pairava no momento. Mas depois de um curto silêncio uma voz ecoou como trovão.

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