Capítulo - 47 O poderoso Yvys I

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  A indecisão é uma tomada de decisão por não decidir, atribuindo ao mundo uma responsabilidade que não lhe cabe.

  Corretor ortográfico  - ewertonalves93

Uma boa leitura a todos ...                      

Os dois desapareceram, surgindo frente à grande pedra negra onde Yvys parecia estar meditando calmamente, mesmo com o barulho do mar e as insistentes gaivotas gritando acima da praia. Ele estava desligado do mundo a sua volta , leve como uma pena. 

- Olha para ele, não nos deu atenção alguma. – disse Byyly com um sorriso maligno, levantando as sobrancelhas.

- Vamos fazê-lo perceber de uma vez por todas que estamos aqui para ceifá-lo. – falou Verbus de forma grave retirando sua espada, que brilhava ao Sol.

- O que você achou da presença que emana dele? – perguntou Byyly também retirando lentamente sua lâmina. 

- Nunca senti nada igual, mas não me surpreende tanto quanto esperava. 

- Nem eu... Ele nem abriu os malditos olhos. Odeio esse excesso de confiança! Vontade que tenho de parti-lo em dois!

Ele se levantou vagarosamente, e os viu cobertos dos pés a cabeça, dando um leve sorriso de canto de boca. O vento balançava suas vestes brancas, seus cabelos e até mesmo sua grande barba. Mal sorriu e já desapareceu, surgindo a dois metros deles com os pés descalços sobre a areia quente, sereno e cauteloso ao observá-los. 

- O que querem e por que cobrem o corpo desta forma patética ? – indagou Yvys, dando um passo à frente. 

- Queremos sua vida!

Verbus já conjurou ignis e lançou sobre Yvys uma grande quantidade de fogo, mas ele simplesmente desapareceu. E reapareceu mais ao longe sacando sua espada, ainda calmo, apenas estudando-os. 

- Ei Verbus, calma! Vamos atacar em conjunto, pelo menos no começo. Depois deixo você mata-o. – orientou Byyly. 

- Certo. – Concordou Verbus ao olhar para seu inimigo.

- Vocês me atacam, dizem que irão me destruir, mas sem um porquê? Vamos conversar e esquecer o acontecido. A morte prematura e a guerra só existem quando nós a procuramos. – disse Yvys seriamente aos bruxos parados em sua frente. 

- Então me cubra. – disse Byyly, ignorando o que Yvys acabara de dizer – Vou atacá-lo com tudo que tenho. 

Ele desapareceu já golpeando Yvys, que se defendeu com destreza e com delicadeza, desviando o golpe mortal e contra-atacando com um poderoso soco no pescoço de Byyly, que desapareceu. Logo depois uma enorme bola de fogo lançada por Verbus se aproximava de Yvys, mas ele a parou com um escudo de energia, o qual ficou completamente trincado após a grande explosão que se esvaiu pelos lados. 

- Quem são vocês? – Yvys perguntou outra vez, afastando-se das chamas sobre a areia. 

Verbus se aproximou, golpeando-o com fúria. Suas espadas se encontravam e produziam faíscas que explodiam contra o vento. Byyly observou a tudo e sentiu que Verbus poderia tê-lo queimado com a bola de fogo. Balançou a cabeça negativamente e partiu para o ataque. Yvys lutava contra os dois com calma, como se eles fossem apenas alunos de um magnífico espadachim. Ele se desviava e atacava com perfeita precisão, de uma forma incomum aos olhos de Verbus, que em toda sua vida jamais havia visto um bruxo tão habilidoso com uma espada. Byyly então desferiu uma grande quantidade de fogo que forçou Yvys a se afastar, e logo Verbus fez o mesmo.
Sem saída, Yvys invocou um escudo qual o rodeava . O vento fortíssimo fazia com que as chamas dançassem à frente dele, espalhando-as violentamente. Mas Verbus via que o escudo não era nenhum daqueles poderosos que conhecia, então aumentou as chamas, junto a um leve sorriso. Não demorou para que rachaduras aparecessem, o que deixou Yvys de olhos escancarados. Finalmente as chamas romperam o escudo de energia, atingindo parte de suas roupas e seu braço, mas ele desapareceu antes que fosse destruído, surgindo sobre a maré. Seu ombro direito estava bem queimado, a ponto de o osso ficar à mostra, embebido em sangue e fumaça.

- Droga! Eles não são grandes bruxos, mas se lutarem em conjunto, sem que eu possa usar meus reais poderes, posso perder esta batalha! – Pensou Yvys mantendo a calma. E conjurou evarsos.

Uma luz púrpura e densa, vinda das águas do mar frio o rodeou, e em questão de segundos seu braço estava regenerado. Mas fazendo isso Yvyos teve de usar muito poder. Ele estava visivelmente abatido, suando, e respirando de forma ofegante. Ao longe, Verbus agora o olhava confiante; apesar de seu inimigo ter uma gama de poderes estava fraco para usá-los, pois logo no início da batalha Yvyos se mantinha abatido. A derrota estava o perseguindo 

- Byyly.

- Diga Verbus.

- Você percebeu? – perguntou ao amigo, observando Yvyos se curando sobre a maré que se debatia em seus pés calmamente . 

- Sim, ele não é poderoso. Já está respirando com dificuldade, e seu escudo se rompeu antes que ele desaparecesse. Vamos acabar com isso de uma vez, antes que ele se recupere. 

- Não... De maneira alguma devemos lutar com ele perto das águas. Olhe bem, só as vestes dele estão queimadas, mas não há um arranhão em sua pele. Não devemos subestimá-lo.

- Não seja covarde Verbus. – respondeu Byyly – Já observei demais. Parece-me que ele está fraco. Me cubra de longe, se não há coragem em você. Vou até lá e o destruirei. – ele desapareceu, surgindo à frente de Yvys e golpeando-o em meio a uma forte explosão de vento.

- Quem são vocês? Quem os mandou? – perguntava Yvys, defendendo-se dos insistentes golpes – Não precisa ser assim, mas estão me irritando profundamente. 

- É mesmo? Estamos te irritando? – ironizou Byyly, que se afastou e conjurou ignis inferni

- Pare! Não há necessidade disso. Não gosto de violência, mas vocês estão me levando ao meu limite.

- Quero ver se seu escudo suportará isso, seu maldito. Você é uma fraude! – Gritou Byyly, olhando com bastante raiva e confiança.


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