Capítulo -69 Superioridade?

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Só existem dois dias no ano que nada pode ser feito. Um se chama ontem e o outro se chama amanhã, portanto hoje é o dia certo para amar, acreditar, fazer e principalmente viver.Dalai Lama

Corretor ortográfico ewertonalves93 


- Você é um Cavaleiro das Trevas?! Não pode ser! Você, seu miserável, é o professor do neto do Rei. Como disfarça todo esse poder que emana de ti, Vladmir?

- Não me encare como um mero bruxo das trevas... Não faça isso, pois sou seu carrasco, seu juízo final. Você tem apenas duas escolhas, general: renda-se aos Cavaleiros das Trevas, me acompanhando de bom grado, ou lute contra mim e o levarei vivo, mas todo quebrado! – disse Vladmir caminhando em direção à Varyos, retirando seu pesado sobretudo. 

- Eu me render perante um bruxo? Não importa o quão importante você seja, ou a dimensão dos seus poderes, eu apenas lhe digo que não será nada fácil me capturar. – Varyos fixou o olhar no bruxo à frente, conjurando tonitrua et fulgura – Se você for quem parece ser finalmente poderei me soltar, porque você irá suportar, serzinho repugnante!

- Ainda bem general. Esperava há muito por isso, você não imagina o quanto. –ele sorriu e logo depois conjurou claritastenebris – Isso vai ser divertido!

Varyos não esboçou mais palavras, pois se sentia profundamente irritado e envergonhado por ter dentro de seu reino um inimigo agindo como um amigo do próprio Rei. Ele empunhou sua longa e pesada espada olhando nos olhos de Vladmir, e ambos começaram a andar, um na direção do outro. Os ventos ao redor ficaram ainda mais densos e obscuros. Vladmir estava ansioso para acabar de vez com tudo, derrotando o famoso general e mostrando sua superioridade, afinal até mesmo entre os Cavaleiros das Trevas Varyos era respeitado como um dos grandes bruxos de todos os reinos. 

Finalmente eles tocaram violentamente suas lâminas, a ponto de raios dançarem junto aos golpes desferidos repetidas vezes. O general era extremamente habilidoso, mas mal conseguia acertar um golpe no bruxo que lutava de forma calma, sempre com um leve sorriso de canto de boca. Ele não deixava Varyos se afastar, golpeando e sendo golpeado. O general continuava a atacá-lo, usando sua velocidade que só aumentava no decorrer da luta, se mantendo mais ágil que o oponente, mas a expressão de Vladmir era sorridente e confiante. Confuso,Varyos percebia que seu corpo ficava cada vez mais pesado, a cada golpe sua espada mais parecia ter o peso de uma montanha rochosa. Já não era fácil manter sua velocidade até então superior, e seu inimigo continuava com a moral inabalada. Foi quando Vladmir o atingiu em um contragolpe, desferindo em seu peito uma grande explosão de vento que o jogou para as distantes margens do rio.

- Você não disse que não seria fácil, Varyos? – gritou o bruxo andando em direção ao general, que se levantou para avaliar a situação. 

- Como pode? A luta nem começou e meu corpo já estava pesado! Por algum motivo meus movimentos ficam restritos perto dele. – pensou ele mexendo seus braços. Parecia que algo atraía a energia deles para o centro da terra. – Maldito!Há tempos não me esforço tanto... – pensou ele – Que estranho... Meu corpo está voltando ao normal! – percebeu rapidamente ao agitar seus braços. Mais calmo, ele olhou o cenário que se apresentava,observando Vladmir sorrindo de forma confiante enquanto vinha em sua direção. 

O vento se mantinha forte, arrancando as folhas das árvores e as jogando em todas as direções. O rio antes calmo agora trazia ondas assustadoramente grandes. Varyos então percebeu que as folhas atrás de Vladmir eram suavemente embaladas pelo vento como borboletas gigantes do Bosque Supremo qual iria atravessar, já as quais estavam dentro do campo de visão de seu inimigo iam em direção ao solo em uma linha reta, como se fossem arrastadas. 

CARIELOnde histórias criam vida. Descubra agora