Boa tarde gente...
A maior virtude do ser humano, é manter um sorriso nos lábios enquanto o coração explode de dor.
Anderson Anjos
Corretor ortográfico - ewertonalves93
Uma boa leitura a todos ...
Verbus caminhou calmamente pelos corredores brancos e incrivelmente limpos foi até o último quarto. Não demorou para que chegassem duas jovens e belas empregadas, cada uma com algo a oferecer a ele. Trajavam longos vestidos que cobriam toda a extensão da pele, exceto seus rostos e cabelos bem amarrados, o que indicava que eram mulheres respeitosas e levavam a vida cuidando de uma pensão no centro da segunda maior cidade do reino de Abyzaham. Sobre a cama macia, forrada com lençóis de seda, Verbus despia-se e exibia seu corpo peludo e enrugado numa tranquilidade absurda, quase triste observando as jovens paradas em sua frente. Ele estava um pouco desconfiado, pois as putas do reino únifico não precisavam se esconder atrás de máscaras de bruxas que nunca iriam ser. Logo que trancaram a porta elas já jogaram as toalhas sobre a cama, colocando o bule de chá sobre uma pequena mesa à esquerda. Ao vê-las tirando suas vestes e soltando os cabelos Verbus foi ao paraíso, com tanta beleza e sensualidade, e também por elas não serem qualquer uma, sendo sempre bem cuidadosas e cheirosas. Seus perfumes adocicados preenchiam o quarto inteiro, e seus corpos eram perfeitos aos olhos dele, mas ainda lhe faltava algo; o jovem. Poucos segundos depois ele ouviu duas batidas na porta, e após um intervalo, mais duas. Verbus se assustou, mas a garota de pele morena e cabelos encaracolados sorriu, dizendo que aquele era o código delas e que pela forma que bateram só poderia ser o jovem. Ele sorriu ao vê-lo e o chamou à cama pedindo que o garoto tirasse suas roupas brancas. O rapaz tinha um corpo atlético, e deitou-se ao seu lado. A jovem ruiva se aproximou, com seus longos cabelos sobre seus seios definidos apontados aos céus, e sem delongas ela e a outra se jogaram sobre ele com muitos sorrisos, mas Verbus se afastou imediatamente um pouco sem graça, antes que elas tocassem seu corpo por completo.
- Afastem-se moças – disse ele indo até o bule de chá, enchendo uma xícara.
- Sim. – A ruiva não entendia nada, pois ele as olhava com desejo.
- Andem. Divirtam-se! – Disse Verbus sentando-se numa cadeira à frente da cama.
Ele assistiu as duas garotas fazendo amor com o belo rapaz, como se fosse ele próprio. Mas o tempo passou, o sono veio, e um pouco triste ele viu eles se vestindo e saindo calados. Não havia satisfação em sua face, mas sim uma lágrima tola. Abraçou-se com o travesseiro, junto a uma desoladora lembrança de seus gritos de dor em um passado distante, e então dormiu. Mais tarde dia se fez presente, lindo e frio. Mesmo com o Sol a brilhar havia umidade sobre os telhados, quase todos tomados pelo verde do lodo e o branco da neve. Os ventos trazidos do Norte eram gelados, e a neve era inevitável.
Assim se fazia toda manhã, de todos os dias do ano. As ruas de pedra acumulavam os flocos de neve, o que deixava a cidade mais linda. Foi essa a visão que Verbus teve enquanto olhava as ruas de sua sacada, e logo após ele desceu a escadaria espiral. Encontrou o senhor Richard e ambos foram em silêncio à sala de estar, que estava vazia por ainda ser muito cedo.
- Dormiu bem senhor? – Quis saber o velho dono da pensão, sorrindo enquanto buscava um bule de chá quente.
- Sim, melhor impossível, meu camarada – respondeu Verbus sentando-se à cabeceira da mesa, que estava repleta de pães. – Mas me diga, onde posso encontrar o bruxo do qual lhe falei ontem?
VOCÊ ESTÁ LENDO
CARIEL
FantasíaEm uma terra onde a desconfiança e a paz andam lado a lado, dois povos vivem separados por um único pacto, selando não só a boa nova entre homens e bruxos, mas também a prosperidade e a boa vontade de um Deus. A cada 500 longos anos este pacto tem d...
