Capítulo 16- A Esperança

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        O homem chega à sua maturidade quando encara a vida com a mesma seriedade que uma criança encara uma brincadeira.

Friedrich Nietzsche....



                                                       Corretor ortográfico  -   @ewertonalves93     

                                                       Boa leitura ..

 O clima era assustador, como os olhos de Parks a olharem impetuosamente para seu amigo e conselheiro. Mas o velho Anguriom continuava frio como o cume mais alto da mais fria e gélida montanha do reino. Seus olhos, fixos nos olhos de Parks, sequer oscilavam perante a soberania de um Rei em fúria e bastante frustrado que se apoiava em uma bela cadeira com detalhes aveludados em tons de vermelho sangue. Varyos apenas os observava, esperando ansiosamente para falar que tinha imaginado.

- Senhor, eu sou seu conselheiro, como fui conselheiro de seu pai. Se me pedir um conselho eu o darei, e não irei pedir que goste dele. Meus conselhos são dados conforme eu ver o que é bom para seu reino, não para Vossa Majestade. – Disse o conselheiro em tom solene, que foi acrescido de um respirar profundo de desabafo.  

- Seu impetuoso! Sabia que posso mandar decapitá-lo por esse insulto? Seu insolente desprovido de pensamento!

- Eu sei meu senhor, mas também sei que o senhor não se perdoaria quando passasse seu momento de fúria. Meu Rei me pediu um conselho e eu os dei como eu, seu conselheiro real, achou correto. Mas tu és o rei, e as decisões cabem apenas a você. Só posso lhe orientar

- Meu Rei! Que bom eu também ter ficado para a conversa, pois tenho uma ideia. Mas já adianto: é perigosa, muito perigosa. Mas Vossa Majestade terá apenas uma chance.... apenas uma, de ver seu filho mais uma vez, e de dar a ele um enterro honrado – disse Varyos a seu Rei, que abriu seus olhos azuis, ansioso pelo que seu general iria dizer.


- Esperem! Antes de qualquer coisa permita-me procurá-lo através de um poderoso feitiço de localização – disse o velho conselheiro, um pouco assustado com a raiva do Rei em seu íntimo, mas também entendia a dor de um pai, de um Rei, de amigos.


- Esse feitiço seria bem útil, meu senhor, afinal não pude ver nem uma gota de sangue no corpo de seu filho. E se for o que eu penso ser, já me ajudou no passado. Pode ser que seu filho apenas estava enfeitiçado, ou se fez de morto para que o tratado não se rompesse. Neste momento tudo é possível. – disse Varyos olhando para o Rei, que despertou um leve sorriso, trazendo à tona uma ligeira esperança que fluía através de seu olhar.


- Do que você precisa Anguriom? – perguntou Parks um pouco envergonhado olhando para seu amigo.

Mas ele sabia que era o Rei, e não teria necessariamente que se envergonhar pelos seus atos, a menos que o mesmo o ferisse ou fosse indigno de um Rei.   

- Só de um pouco de seu sangue, - disse Anguriom seriamente – e eu faço o resto. Pegue a faca, faça um corte em sua mão direita e deixe que sangre sobre o chão, depois farei a conjuração: é um feitiço raro e difícil então fiquem em silêncio, pois se der errado não há como fazer outra vez este ano. – pediu ele de forma receosa, tocando as mãos lentamente e fechando os olhos.


O Rei retirou sua adaga e cortou a palma de sua mão direita fortemente como se não sentisse dor, e seu sangue escuro feito noite sem luar escorreu lentamente, pingando sobre o chão. Então o conselheiro ajoelhou-se e colocou seu dedo sobre a pequena poça que se formara, e escreveu através dela o nome do príncipe. O Rei, vendo uma forte energia rodeá-los, se afastou junto com o general. Com os olhos fechados Anguriom começou a conjurar baixinho, no silêncio da sala de reunião.


- "et effundetur sanguis vivit perdidit invocare persecutione sanguinis"

Ao soar da última palavra pronunciada na língua sagrada do grande Deus Unifico um vento frio tomou conta da sala. As velas nos candelabros se apagaram lentamente, trazendo o manto negro da noite junto à respiração pesada do velho conselheiro. O general se assustou com o feitiço, pois era o mesmo já visto em seu passado triste e distante. A energia que emanava do conselheiro chegava a ser assustadora, e em meio às trevas uma luz clareou a grande sala dando forma às letras do nome de Tberyos, que estava escrito sobre o chão negro, agora completamente luminoso por um breve minuto. Então a luz vermelha desapareceu levemente, perdendo brilho por completo e trazendo mais uma vez a escuridão aos olhos do Rei. Mas logo em seguida ela reapareceu ao redor deles com mais intensidade, formando feixes brilhantes em tons vermelhados, como a aurora boreal no mais frio inverno. Ela dançava uma valsa triste pela sala, como um barco à deriva no pôr do sol de um horizonte distante, até que desapareceu lentamente.

O Rei por mais sábio que fosse não sabia da existência do feitiço, pois nunca precisou encontrar ninguém de sua família. Já o general sabia do que se tratavam aquelas luzes, afinal sua filha mais velha foi sequestrada, possuída e brutalmente assassinada por Cabal, um bruxo procurado em todos os reinos por roubos, contrabando e estupro, e por ser perigosamente violento. Além de ser extremamente poderoso foi o único a escapar do vácuo, maior e mais poderoso feitiço de Varyos. Aquelas luzes trouxerem ao general uma amargura jamais esquecida e uma tristeza sempre lembrada, pois quando a luz há vida na pessoa que teve o nome escrito com o sangue de um familiar. Mas quando foi feito para Varyos ele não pôde chegar a tempo, e a linda filha primogênita Arliya foi encontrada, mas esquartejada, e o maldito demônio em fuga foi encontrado por Varyos e sua equipe. Os Três paladinos que a compunham foram mortos violentamente, e o general lutou até o fim. Nada funcionava contra aquele mostro até que invocou o vácuo, mas de alguma forma aquele maldito ser escapou, deixando o general vivo para morrer a cada minuto, por não ter salvado sua filha nem vingado sua morte. E o grande general ali ficou, de joelhos, esgotado entre os queneos do reino de Yverynyos  ate que o sol se pôs sobre ele.


   OI Gente ...gostaram do capitulo então ate domingo se DEUS quiser. A confiram também esta  outra grande obra, de um amigo...

                         Elisia Muitos anos no futuro, após algumas guerras e nova divisão de países, eis que surge uma pequena cidade com uma intrigante missão: tornar todos seus cidadãos dignos do Paraíso.DE @HenriqueRodriguez   

 #108 Ficção científica

RECOMENDO DIMAIS 


CARIELOnde histórias criam vida. Descubra agora