Capítulo - 65 Decisão

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Aquilo que se faz por amor está sempre além do bem e do mal.

Friedrich Nietzsche                                                                  

Corretor ortográfico  ewertonalves93 


- Siga-me meu amigo, vamos até a torre sul do castelo. Teremos uma boa conversa.
Karl! - o Rei chamou o jovem paladino que era incumbido de olhar a porta e de servi-lo diretamente. 

- Como posso lhe ajudar meu Rei?

- Procure Anguriom e mande-o subir até a torre sul. Estarei lá com Varyos, diga-lhe que é uma questão de vida ou morte. 

- Sim senhor. 

O jovem saiu rapidamente para os aposentos do velho conselheiro, que ficava na parte baixa do castelo, em um dos quartos mais belos e aconchegantes. Enquanto isso os dois bruxos desapareceram em meio a um forte vento que os envolvia, surgindo em cima da muralha sul. No limite dos muros, o Rei observava a quão grandiosa era sua cidade, e nem o balançar de seus cabelos e barba pela brisa o tirava da contemplação do momento. O general se mantinha em pé ao centro da torre, sobre o desenho de uma estrela negra que era feita do mais puro mármore. Ele respirava calmamente, sem interferir na atitude aparentemente suicida de Parks, quando Anguriom apareceu sério à frente do general, respirando com dificuldade. Enfim o Rei desceu da sacada, olhando para seus dois bruxos de confiança. 

- Parks, meu Rei, mandou que me chamasse? – perguntou o conselheiro, curioso. 

- Sim. – Anuiu Parks. 

- Podemos começar, senhor. – disse Varyos caminhando em direção ao Rei. 

- Primeiramente creio que seu filho já lhe contou tudo, não é Varyos? Relatemos exatamente o que ele disse, para esclarecer a Anguriom; o plano foi um tremendo sucesso. Entramos no reino humano e fizemos tudo que pretendíamos. – disse o Rei, indo novamente em direção à sacada. 

- E o seu filho?

- Ele está morto. – respondeu o Rei a seu conselheiro. A resposta o fez pôr as mãos à cabeça, bastante intrigado. 

- Mas era para ele ainda estar vivo. O feitiço nos mostrou isso. 

- Sim meu amigo. Infelizmente os humanos não se atrasam em cumprir as ordens com as quais suas leis milenares são regidas. – disse o rei visivelmente irritado. Mas respirou profundamente logo em seguida, voltando à compostura – Conte tudo a ele Varyos. 

O general discorreu sobre tudo que havia acontecido enquanto observava diante de si a grande Cidade Azul, com seus telhados avermelhados e rastros de fumaça que saíam de algumas chaminés. Contou ao conselheiro, nos mínimos detalhes, o que seu filho havia relatado ao rei, dando ênfase aos perigos que Isaías e Abraão enfrentaram em sua longa jornada. 

- Está vendo? – vociferou o Rei. 

- Isso ainda não é tudo Majestade. Mais cedo meu filho ia lhe dizer, mas o senhor o dispensou. Eles descobriram que há um bruxo disfarçado dentro do reino humano. 

- O que?! – o Rei ficou incrédulo com a notícia. 

- Isso é verdade? – perguntou o velho conselheiro, bastante preocupado. 

- Sim, é a mais pura verdade. 

- A pior parte de tudo isso é saber que há um bruxo no meio dos humanos. Com toda a certeza é um Bruxo das Trevas. – disse Parks – Agora, o que esse monstro está fazendo lá permanece um mistério. 

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