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capítulos novo todo domingo a meia noite .
Boa leitura ..
Corretor ortográfico= @ewertonalves93
A noite era densa, sendo impossível ver um palmo à frente mesmo com as tochas bem reluzentes clareando. No céu escuro a lua pairava por entre as nuvens cinzentas e o frio castigava a pele e o rosto dos dois homens a cavalgar rapidamente.
- Estamos nos aproximando da floresta humana. Vamos parar por aqui, já está tarde e a névoa já está embaçando minhas vistas. Vamos fazer uma fogueira e dormir por aqui mesmo. – Disse Varyos descendo de seu cavalo
negro de batalha.
- Sé tivéssemos saído cedo já estaríamos na floresta há tempos – falou Germano, um dos mais poderosos paladinos reais.
- Poderíamos arriscar a nos embrenhar por essa floresta adentro, mas não vou.
Amanhã, assim que os primeiros raios de sol penetrarem nesta floresta fria e sóbria, a gente parte.
- É uma honra estar em uma missão com o senhor – disse Germano pegando alguns pedaços de madeira ajuntados para fazer a fogueira.
- Obrigado – disse o general – mas preciso encontrar Tberyos o mais rápido possível.
Estou com medo de algo ter acontecido e ele já estar morto, ou pior, ter quebrado o pacto fazendo alguma burrada. De uns anos para cá aquele garoto não é mais o mesmo, vem bebendo muito vinho e agindo como um adolescente que acaba de descobrir ser príncipe.
- Eu sou um dos paladinos responsáveis pela segurança de Rodolfo, e tenho o observado agindo de maneira estranha até com o filho, não é mais aquele pai presente como era quando o filho nasceu.
- Eu sei, percebi essas atitudes, mas o Rei a ama demais para falar algo que o machucaria, por isso deve ter deixado as coisas ficarem como estão. Bom, vou dormir.
Amanhã partiremos logo cedo.
Fizeram silencio ao redor da pequena fogueira e a noite fria foi se passando lentamente com o eco do canto das corujas junto ao sopro do vento sobre as árvores as movimenta como uma leve bailarina. Até que os primeiros raios de sol começaram a entrar por entre as folhas das grandes árvores. Foi quando o general acordou passando a mão no rosto, chamando por Germano, que já estava acordado e olhando para céu tomando seus primeiros tons de azul com a luz engolindo a escuridão da noite.
- Bom, daqui para frente só irei eu – disse Varyos levantando e espreguiçando seu corpo cansado.
- Sim senhor.
- Não sei se você pode sentir, mas ontem passou por aqui alguém muito poderoso, eu ainda posso sentir o tamanho da energia no ar – disse Varyos com os olhos fechados.
- Não senhor, não consigo sentir essa presença. Já faz muito tempo que passaram por aqui. – Disse Germano sério.
- Eu entendo e... Pensando bem, é melhor você vir comigo. Aperte os estribos dos cavalos e vamos.
- Senhor, será que é Tberyos? – Perguntou esperançoso o jovem Germano, montado em seu cavalo.
- Há grandes chances, eu sinto uma pequena presença dele, mas há alguém mais poderoso, bem mais poderoso. Concentre-se e você poderá sentir também, essa energia está muito forte. Isso só pode ser um Cavaleiro das Trevas.
- Cariel – disse o jovem, sério, já com as sobrancelhas frisadas ao olhar para frente.
- Não, a energia é diferente. É algo mais maligno.
- Também sinto agora, mas de forma mínima, por causa das nossas diferenças de poderes. Senhor me desculpe, mas talvez serei um peso morto para ti, se os encontrarmos aqui.
- Não fale asneiras, Germano. Agora tenho certeza: um bruxo das trevas passou por aqui e Tberyos estava andando com eles ou foi capturado. Vamos rápido, amigo.
Então em meio aos pássaros cantando sobre o raiar do dia eles cavalgaram rápido como um vento forte em meio a floresta, sem descansar os cavalos até o meio dia, quando ouviram vozes e relinches. Então o experiente general desceu de seu cavalo junto a seu companheiro e correu com leveza em direção ao barulho, se deparando com um cenário de uma grande luta. Se escondeu atrás de uma das grandes árvores que ficavam acima de onde estavam as cicatrizes de uma batalha de grandes proporções.
Nisso as vozes foram se aproximando. Não demorou muito para surgir uma tropa de dez cavaleiros atravessando o pequeno riacho de águas rasas e cristalinas, vindos do mais profundo silêncio da grande floresta. Eram humanos, com bandeiras brancas enormes a tremularem contra o vento, com uma águia tricotadas de vermelho sangue a seu centro.
Trajavam armaduras protegendo todo o corpo, dos pés a cabeça. Um deles desceu de seu cavalo negro e alto. Caminhou devagar e retirou seu elmo, arrumando seus compridos cabelos negros e abaixando-se sobre o chão onde só havia cinzas.
O fogo havia queimado somente uma área como se tivesse surgido consumindo tudo e desaparecido em seguida, deixando somente as cinzas.
O general estava de fato assustado. Ele não podia ser visto, o tratado de sangue não permitia que ninguém atravessasse as fronteiras. Então o homem caminhou mais para frente e encontrou um corpo bastante machucado e queimado como um pedaço de madeira, e do lado esquerdo o general avistou o corpo já sem vida de Tberyos vestindo trajes negros. Nisso ele ficou revoltado e com vontade de sair, mas não podia, pois ele sabia que o pacto era algo incomensurável e não deveria sequer pensar em quebrá-lo.
E de repente esse humano, como se procurasse algo, olhou na direção de onde estava Varyos, que demonstrou um olhar de pavor esbarrando-se em uma pedra que desceu se lentamente pelas folhas secas, até as cinzas do campo de batalha.
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CARIEL
FantasyEm uma terra onde a desconfiança e a paz andam lado a lado, dois povos vivem separados por um único pacto, selando não só a boa nova entre homens e bruxos, mas também a prosperidade e a boa vontade de um Deus. A cada 500 longos anos este pacto tem d...
