Capítulo - 50 A filha de Varyos

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  Se quer viver uma vida feliz, amarre-se a uma meta, não às pessoas nem às coisas.  

 Corretor ortográfico ewertonalves93 

Boa leitura gente .                                                  

- Entre, você já veio aqui mais vezes. Não fique acanhado. – Karen soltou o braço de Abraão, aproximando-se do general, que estava em pé frente à bela mesa. – Amor, acredita que seu pupilo não queria entrar? Fui obrigada a arrastá-lo pelo braço.

- Fique à vontade Abraão, a casa é sua. – Varyos sentou-se à cabeceira da mesa.

A casa estava perfeita e bem arrumada, nos mínimos detalhes. Os quadros estavam perfeitamente alinhados, ao fundo da sala de jantar. Tudo estava indo bem até a chegada de Isaías e da jovem Alyrya, filha mais nova do general. Não demorou para que eles também se sentassem à mesa. Mesmo perto de seu marido, Karem não conseguia disfarçar seu interesse no jovem à sua frente, mas Varyos não percebia ou fingia não perceber, o que era uma tortura para Abraão, a ponto de tirar sua fome.
Ela brincava com o garfo nos lábios, com sorrisos insinuantes. E seu chamativo batom vermelho deixava sua boca carnuda ainda mais sexy.

- Amor. – Disse ela, direcionando seus olhos ao centro da mesa 

- Diga. – Respondeu o general, pegando uma coxa de frango assado e a mordendo, ensopando suas mãos com óleo.

- Parks mandou um mensageiro mais cedo. Ele disse que virá hoje ao meio-dia e trará alguém que precisa conversar com você. 

- Tem de ser algo realmente importante para ele vir aqui. Algo urgente, afinal ele nunca sai daquele maldito castelo. – disse ele retirando mais um pedaço, suculento e gorduroso. – Alguma novidade filha?

- Não papai. Estou um pouco cansada, já vou subir para o quarto. – disse a pálida garota de olheiras fundas, terminando a refeição vagarosamente, como se levar a colher até a boca fosse algo pesado de se fazer. Abraão a olhava intrigado, pois mesmo estando magra e pálida seus traços eram lindos. O jantar foi uma maravilha, porém antes de terminar a jovem Alyrya subiu triste e cansada, mas todos ainda ficaram sentados à mesa, como se ela não fosse ninguém. à espera do pudim de leite, especialidade da cozinheira-chefe e sobremesa preferida do velho general, mas Abraão não conseguia tirar os olhos tristes da linda jovem que subia as escadas, cabisbaixa.

- Pai – disse Isaías sério – Alguma novidade?

- Nada meu filho. Exceto que nosso pupilo está se saindo perfeitamente bem nos treinamentos. – disse o general bem orgulhoso, sorrindo ao olhar para Abraão, que sorriu discretamente.

- Maravilha Abraão. Em breve poderemos treinar juntos. – Festejou Isaías.

- Será um prazer. Seu pai me falou muito bem de você Isaías.

- Meu pai sempre fala muito, mas nem sou tudo isso que ele diz. – explicou ele, sério – Mas você só saberá se nós lutarmos um dia desses.

- Rapazes, não... – o general cortou a conversa dos dois – Tenho planos melhores para vocês do que lutas desnecessárias.

- Que planos, pai?

- No momento certo Isaías, no momento certo. – disse Varyos, bem enigmático – Mas me diga; quando você irá me dar um neto? Ou melhor, quando irá me apresentar essa sua namorada que ninguém conhece? – indagou Varyos passando insistentemente a colher no fundo do pires. 

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