Capítulo 42 - Pavlov vs Centurion

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  Perguntaram ao Dalai Lama:
- O que mais te surpreende na Humanidade?
E ele respondeu:
- Os homens... Porque perdem a saúde para juntar dinheiro, depois perdem dinheiro para recuperar a saúde.
E por pensarem ansiosamente no futuro, esquecem do presente de tal forma que acabam por não viver nem o presente nem o futuro. E vivem como se nunca fossem morrer... e morrem como se nunca tivessem vivido.  

Dalai Lama  

Corretor ortográfico ewertonalves93 


                                                                 Pavlov vs. Centurion

A dor do impacto de seu corpo sobre as pedras não era nada comparado à perda do amigo com o qual crescera junto. O medo e o pensamento sobre quem deveria ser aquele bruxo tomaram conta dos guerreiros. Ao verem o amigo decapitado sangrando sobre a terra quanto seu líder quase não conseguindo se levantar, desorientado e com sangue escorrendo sobre sua face, eles foram invadidos pela ira. 

Num instante de coragem eles atacaram sem pensar; os dois primeiros pularam o cadáver à frente, já golpeando o bruxo, que se mantinha calmo como se eles nada fossem alem de vermes. Enquanto trocavam golpes e contragolpes, Weliton, o paladino mais jovem e irmão por parte de pai do líder Pavlov foi ajudá-lo.

- Está bem irmão? – Perguntou cuidadosamente o jovem, vendo um corte raso em sua testa. 

- Estou sim, e você não esquece estamos em uma missão não deve me chamar de irmão, pois aqui somos paladinos. Vivemos para nosso senhor e morremos por ele. – Respondeu Pavlov sério, tirando a terra branca de suas vestes. 

- Entendo perfeitamente senhor. Nossos pais teriam orgulho de você. 

- E de você também. Agora seque sua espada e vamos acabar com isso. – Disse o líder apertando o cabo de sua lâmina. 

Perto deles, à beira do penhasco, aquele bruxo lutava seriamente contra os dois paladinos que tentavam encurralá-lo, mas em um movimento rápido e preciso Centurion atingiu um deles no abdome com tanta brutalidade que a espada o atravessou por completo. Ele se aproximou da borda e jogou o corpo sem vida do paladino ao encontro das pedras pontiagudas que haviam no costado do penhasco ele debateu um pequeno riacho e submergindo nas águas completamente desfigurado formando um lençol de sangue., sendo levado pela leve correnteza. Vendo aquela cena Efraim desapareceu, surgindo perto da carruagem com o coração acelerado e em fúria. 

- Pavlov tem alguma ideia? – Perguntou Efraim, observando aquele bruxo caminhando lentamente em sua direção, percebendo que ele parecia estar gostando de toda aquela desgraça.

- Nenhuma. Só temos que lutar. 

- E seu irmão? É a primeira missão que ele faz, talvez deveríamos fazer com que ele fuja, afinal Jéferson e Satys morreram rapidamente. Este monstro não está brincando, parece que ele quer matar o contador e todos nós de qualquer forma. 

- Vocês dois calem a boca! – Disse Weliton – Eu fiz o mesmo juramento que vocês fizeram, tenho a mesma honra a zelar, sou filho do mesmo bruxo que você Pavlov. Como podem cogitar me pedirem para fugir de uma batalha sem ao menos me deixarem tentar? – Ele deu dois passos à frente, olhando para o mascarado no meio da estrada, parado. – Ele nos espera e vocês querem que eu fuja? 

- Acalme-se Weliton, vamos trabalhar em equipe. – Disse Pavlov ao irmão, vendo o temperamento agressivo dele vir à tona. 

Mas o jovem estava determinado a mostrar seu valor, mas também envergonhado por ouvi-los. Conjurou ignis caelestis est procella com toda sua força. Assim que acabara de falar sentiu seu corpo vibrando com uma energia incrível fluindo junto ao calor que emanava de sua pesada lâmina. Uma chama brilhou como a luz do próprio Sol, então ele desapareceu junto a uma grande explosão de vento, aparecendo sobre seu inimigo, golpeando-o com tudo que tinha. As chamas que saiam da espada eram tão densas que chegaram a assustar seu inimigo, e em um grito feroz ele viu seu maior poder parar em um escudo de energia que absorvia todo seu ataque, como se ele o alimentasse. 

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