Capítulo 33 - O Despertar de Cariel

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                                                      BOA LEITURA FIQUEM COM DEUS. 


 Determinação, coragem e auto-confiança são fatores decisivos para o sucesso. Se estamos possuídos por uma inabalável determinação, conseguiremos superá-los. Independentemente das circunstâncias, devemos ser sempre humildes, recatados e despidos de orgulho.

      Dalai Lama                                


Corretor ortográfico  - ewertonalves93



Ao chegar ao grande castelo, que ficava na encosta das Montanhas Gélidas, após ter com Borys uma valiosa conversa no reino yverynyano, o velho Nada já pôde sentir a forte presença do jovem Cariel. Em um surto de felicidade que assustou Avalyos, afinal o velho não era assim, Nada subiu as escadas em segundos e atravessou os corredores que davam para o quarto dos fundos. Ele abriu vagarosamente a porta que insistia em fazer seu típico barulho irritante. O quarto estava escuro, pois as velas a muito haviam se consumido. Foi até um criado-mudo ao lado da cama e abriu uma gaveta, pegando uma grande vela e acendendo-a com apenas um estalar de dedos. Ele se aproximou com uma lágrima quente a deslizar pelo seu rosto, junto a uma respiração profunda, afixando a vela no candelabro à direita da cama, o que clareou a penumbra que se formara no frio do quarto.

- Cariel. Ei, Cariel. Acorde, ande logo. – disse Nada dando leves tapas na face do jovem com as costas de sua mão. Cariel abriu os olhos lentamente, observando o teto.

- O que houve Nada? Onde estou? – perguntou ele com muita dor de cabeça, levando suas mãos aos olhos.

- Qual a sua última lembrança meu filho? – quis saber o velho com bastante curiosidade, enquanto olhava para o jovem de pele corada que aparentava estar muito bem.

- Estava fazendo minhas orações quando fui atacado por um urso. Me desequilibrei e caí. Bati minha cabeça numa pedra. Lembro-me de você tentando me ajudar, então tudo se apagou

- Exatamente, meu amigo. Você bateu a cabeça e desmaiou. Quase foi devorado,mas cheguei a tempo e trouxe você para casa. Desde então você tem dormido.

- Por quanto tempo dormi? – perguntou Cariel, preocupado com sua atual situação.

- Por seis dias, meu amigo. Seis longos dias.

- Meu Deus... Obrigado Nada, por me ajudar, mesmo eu não tendo cumprido ao certo o que foi combinado na floresta. – disse o jovem envergonhado, olhando para o velho, que despertara um calmo sorriso.

- Não há motivos para isso. Erga a cabeça e me diga algo que você deseja muito. – disse o velho Nada, torcendo para que ele não se lembrasse da mulher e filho.

- Sim. Preciso de duas coisas. – disse Cariel, sentando-se.

- Então me diga que eu farei. – disse o velho Nada, olhando nos olhos do jovem guerreiro.

- Nada, preciso ver minha esposa. Saber como anda meu filho, se está saudável. Ver como ela deve estar linda grávida.

- Entendo... Agora entendo o quanto você os ama. Isso ficou claro para mim. Mas qual é o outro desejo, me fale.

- Libertar aquele que não deveria estar preso é claro. Me esforçarei e me tornarei um bruxo invisível para que este mundo aprenda a viver bem, e em união. – disse Cariel enquanto olhava fixamente nos olhos azuis do velho Nada, que brilharam de felicidade.

CARIELOnde histórias criam vida. Descubra agora